Especial Regresso às Aulas 2016

eraE chegamos mais uma vez aquela altura do ano em que muitos de vós começam a preparar o regresso às aulas, quer seja no ensino obrigatório ou no superior. É uma altura de incerteza e de muitas dúvidas para alguns, especialmente quando se passa para o secundário ou para a universidade; e uma altura para a procurar das melhores dicas para outros. Desde 2011 que já fiz várias séries de posts sobre esta temática, tanto para o Ensino Secundário como para o Ensino Superior. Uma vez que estes posts ainda se encontram bastante actualizados, tenho vindo a optar por não escrever novos. É quase como que uma reciclagem da informação que já existe publicada neste blog.

Todos os posts que eu fiz sobre os Ensinos Secundário e Superior encontram-se numa página no cabeçalho do blog. Esta página está sob o nome de Ensino em Portugal e podem acedê-la já através deste link.

Entretanto, eu também criei uma página referente ao Ensino Superior do Reino Unido, que podem encontrá-la igualmente no cabeçalho do blog. Contudo, esta página ainda se encontra em manutenção, o que significa que ainda estou a elaborar os textos que lá irei publicar. E o motivo pelo qual ainda nada foi publicado é muito simples: o Brexit. Mas como parece que nada será decidido até ao final deste ano (x), eu talvez acabe por publicar estes textos num futuro próximo. Até lá, quaisquer dúvidas que tenham acerca deste tema, não se acanhem a colocá-las.


There is a special page dedicated to Higher Education in the United Kingdom on the header of this blog. You can access it by clicking here. However, it is still under construction, so to speak, as I have yet to publish any of the texts that I have been writing. And there’s a very simple reason for that: Brexit. But considering that it seems that nothing will be decided until the end of this year (x), I may eventually end up by publishing these texts in the near future. Until then, any doubts about this theme may be asked in the comments section of this post, or sent by e-mail (it’s on the top of the right column of the blog).

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ERA: Porque é que tirar apontamentos é importante?

E não há uma sem duas. Eu sei que esta não é bem a citação que se costuma utilizar, mas até que este “trocadilho” fica aqui bem enquadrado. Se já não tinha pensado escrever o post anterior, muito menos tinha pensado neste. No entanto, depois de ter descoberto um artigo (que podem ler na integra aqui), no qual me baseei para escrever este post, decidi logo publicar algo sobre ele. A poucos dias ou semanas – isto porque não faço ideia quando é que começam as aulas para o ensino obrigatório – de as aulas começarem, nada melhor do que voltar a falar sobre um assunto importantíssimo: os apontamentos. Podem ver aqui um post que anteriormente tinha feito sobre esta questão.

Mais do que uma questão de sobrevivência no Ensino Superior, esta é uma óptima maneira de mantermos a nossa massa cinzenta a funcionar. Um dos temas que mais se discutem nas vésperas da ida para a universidade pela primeira vez é a necessidade de tirar apontamentos. Embora esta seja uma característica que basicamente apenas se associa a esta etapa académica, esta não deixa de ser uma ferramenta importante para qualquer ano escolar. No entanto, sou da opinião que pouca influência tem durante o Secundário e mesmo em anos anteriores, porque simplesmente nunca tirei grandes apontamentos em metade das disciplinas que fiz, mas honestamente quanto mais cedo tiverem este hábito, melhor será para o vosso futuro.

notes
1. O primeiro ponto, e talvez o mais essencial para quem está a estudar, é que à medida que estamos a tirar apontamentos, e até mesmo a passar as nossas notas a limpo em casa, estamos também a assimilar o que estamos a escrever. É claro que isto por si só não faz milagres, mas é já meio caminhado andado para depois ser mais fácil estudar até à altura do teste e/ou exame.

2. Tirar apontamentos ajuda-nos a memorizar. Um estudo realizado nos anos 70 demonstrou que quem tira notas frequentemente é capaz de memorizar factos durante uma semana, sete vezes mais do que quem não tira apontamentos.

3. Quem tira apontamentos é capaz de organizar melhor a informação que lhe está a ser fornecida e bases de dados. Este é um aspecto bastante necessário não só para alunos como também para gestores.

4. Quem tira apontamentos está melhor preparado para retirar informação de conferências e aulas. Estas pessoas não só conseguem distinguir a informação útil do que não interessa, como também costumam ir preparados com antecedência para estes eventos. No caso de aulas em que se saiba o que vai ser tratado, é sugerido que se prepare previamente a aula. A leitura de textos a serem analisados é uma boa técnica.

5. Tirar apontamentos requer que se tenha um sistema próprio. Embora a prática tenha um papel importantíssimo numa recolha de informação mais eficiente, também é aconselhável que se crie um sistema de abreviações próprio. Esta é uma maneira de se escrever mais em menos tempo.

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6. Momentos de quebra de concentração são péssimos para quem tira apontamentos. No entanto, estas pessoas desenvolveram a sua atenção para quaisquer momentos de pausa por parte do orador. Em situação de aulas, cada vez que um professor repete uma linha de pensamento, é de aproveitar para garantir que conseguimos transpor as suas palavras para as nossas notas. E qualquer momento de pausa é uma boa oportunidade para acabarmos de apontar o seu último argumento, por exemplo.

7. Estudantes que tiram apontamentos são mais prováveis de dependerem do seu próprio material de estudo. Mas não ficam por aqui. Conjugar os nossos apontamentos com o material fornecido pelo professor, e qualquer outro material de estudo em que consigamos pôr as nossas mãos, é uma mais valia para sermos bem sucedidos num teste e/ou exame.

8. Quem tira apontamentos torna-se num melhor leitor. Este processo de tirar notas melhora a nossa noção de “síntese”, ajuda-nos a distinguir o que é essencial do que é supérfluo. Na altura de ler centenas e centenas de páginas com texto, esta é uma vantagem que iremos querer ter do nosso lado.

9. Esta prática leva a que as pessoas mais frequentemente apontem as suas ideias diárias. Esta é uma maneira de não nos esquecermos do que pensámos numa determinada altura do dia.

10.Estudos publicados têm valorizado o processo de tirar apontamentos como um caminho para a melhoria dos nossos níveis de aprendizagem e para melhor atingirmos os nossos objectivos.

11. Por último, os nossos apontamentos são óptimas ferramentas para a criação de esquemas, como os desta imagem que, por sua vez, são óptimas ferramentas para estudarmos. O poder de síntese é bastante importante especialmente na universidade.

É de relembrar que este post foi feito com base neste artigo.

E vocês, quem é que tem por hábito tirar apontamentos nas aulas?

ERA: Mochilas para a Escola ou Universidade

Eu não estava a pensar fazer posts para o Regresso às Aulas deste ano, visto que já publiquei um número considerável de posts em anos passados – podem ver esse masterpost aqui. Mas com a minha nova paixão por mochilas, lembrei-me de escrever mais um post para adicionar a esta lista. Enquanto estive nos Países Baixos apenas usei pequenas malas para saídas à noite e afins, pelo que ia para a universidade sempre com uma mochila. A mudança de uma mochila para uma mala é talvez umas das mudanças que mais se verifica na transição da escola para a universidade. Contudo, continuam a existir muitas pessoas que optam por manter as suas mochilas.

Na altura de escolher uma mochila (ou mala) para usarmos para a escola ou universidade é importante ter em consideração a quantidade de material que vamos levar connosco. O número de manuais escolares para o ensino obrigatório continua a ser considerável, pelo que os modelos clássicos continuam a ser uma óptima opção. E até mesmo para a universidade quando é necessário transportar o nosso portátil, apontamentos e/ou livros ao mesmo tempo.

era_mochilas (1) era_mochilas (2)
No entanto, optar pelos modelos mais clássicos não requer optar por modelos mas aborrecidos. Não só as mochilas têm cada vez mais formatos diferentes e originais, como também têm um número cada vez mais diversificado de cores, padrões e texturas. Os exemplos das imagens acima constituem, por um lado, um elemento necessário para o nosso dia-a-dia como estudantes, e por outro lado, um acessório.

Apesar de serem vistas como uma peça menos “in” para se usar na universidade, o uso de mochilas acaba por ficar em segundo plano. Contudo, as mochilas proporcionam uma maior estabilidade no transporte de material para escola e universidade, uma vez que o peso é suportado pelas nossas costas, e não recai, pelo contrário, apenas num braço. No entanto, há que ter em atenção que não se deve abusar do poder de arrumação que as mochilas têm. Peso excessivo em mochilas acaba por ter o mesmo efeito negativo que levar tudo apenas num braço.

Apesar de continuar a adorar malas, sinto que a minha atenção é cada vez mais puxada em direcção às mochilas. E nos últimos tempos tenho andado a namorar a mochila com um padrão floral da Springfield, que podem ver na imagem acima.

Especial Regresso às Aulas 2015/2016

Com o começo de Agosto, chega mais um Especial Regresso às Aulas. Aparentemente as aulas só irão começar, no que diz respeito ao ensino obrigatório, em finais de Setembro, por isso têm bem mais do que um mês para se prepararem para mais um ano lectivo. Há cerca de dois/três anos, publiquei um conjunto de posts relativos a este tema, e é basicamente a lista destes mesmos que eu vos trago hoje.

Mochilas ou Malas (link)
Material escolar (link)
O que levar para Educação Física (link)
Organização em tempo de aulas (link)
Métodos de estudo (link)
Como tirar apontamentos (link)
Testes de consulta (link)
Relatório de seminário (link)
Cuidados de saúde (link)
Arrumação do quarto (link)

Acesso ao Ensino Superior (link)
Dicas Ensino Superior #1 (link)
Dicas Ensino Superior #2 (link)
Dicas Ensino Superior #3 (link)
Dicas Ensino Superior #4 (link)

Ensino Secundário: Cursos Científico-Humanísticos (link)
Dicas Ensino Secundário #1 (link)
Dicas Ensino Secundário #2 (link)
Dicas Ensino Secundário #3 (link)

Há que ter em consideração que estes posts foram feitos entre 2011 e 2013, pelos que alguns links podem já não estar disponíveis. E porque o objectivo desta rubrica é ajudar-vos no início de um novo ano lectivo, quer estejam a entrar numa nova etapa académica ou não, o blog está aberto a questões e sugestões. Por isso, se tiverem dúvidas ou sugestões de posts é só deixarem-nas na secção de comentários deste post, ou enviarem-nas para o email do blog (que podem encontrar na barra lateral).

Especial Regresso às Aulas #2014

Este ano o Especial Regresso às Aulas começa um pouco mais cedo. Basicamente, dentro de um mês as aulas irão começar, tanto para quem ainda está no ensino obrigatório, como também para quem já está no Ensino Superior. Pelo contrário, para mim, as aulas começam exactamente daqui a três semanas (nem acredito que falta tão pouco tempo). Este já é o terceiro ano em que faço esta rubrica, pelo que penso que já abordei os principais temas, nos anos anteriores. Por este motivo, vou deixar-vos aqui os links para os posts que já foram publicados.

Ensino Secundário Geral: 1
Ensino Secundário Dicas: 1 / 2 / 3

Ensino Superior Geral: 1
Ensino Superior Dicas: 1 / 2 / 3 / 4

Métodos de estudo: 1
Testes de consulta: 1
Relatório de seminário: 1
Apontamentos: 1

Educação Física: 1
Cuidados de saúde: 1

Material escolar: 1 / 2
Organização em tempo de aulas: 1 / 2

Espero que estes posts vos sejam úteis. Há que ter em atenção que alguns destes posts foram feitos em 2012 e 2013. O que está escrito não se altera, apenas alguns pormenores. E quando falo nestes pormenores estou-me a referir aos posts que têm links para produtos específicos.

Entretanto, se tiverem alguma sugestão, é só deixarem nos comentários.

ERA: métodos [ou melhor, dicas] de estudo

Como podem ter lido na barra lateral do blog, estou fora do país a trabalhar, pelo que o meu tempo disponível e o acesso à internet têm sido e ainda continuam a ser escassos. Deste modo, e como não queria deixar o blog sem um Especial Regresso às Aulas, tenho estado a re-publicar os posts que publiquei no ano passado. E, hoje trago-vos, o último deste posts. Caso tenham alguma dúvida ou alguma questão, porque entretanto vou regressar a Portugal e ter um pouco mais de tempo livre (ainda que não muito, porque ainda tenho mais umas semanas de trabalho pela frente), é só deixarem na secção de comentários ou enviarem um mail para o endereço do blog, que podem encontrar na barra lateral.

Como é habitual nos meus posts deste género, quero só deixar realçar alguns pontos antes de começar a escrever sobre o tema de hoje. Em primeiro lugar, como costumo referir, os “métodos” que aqui vou referir resultam comigo, mas isto não significa que o mesmo possa acontecer com vocês. Cada estudante é como cada qual e no momento de estudar somos todos completamente diferentes uns dos outros. Pode-se é conhecer os métodos de outras pessoas e adaptá-los a nós, criando um método totalmente novo e que é, então, eficaz para nós . Em segundo e, último lugar, eu não vou bem referir métodos de estudo. Este post irá sim incidir sobre algumas dicas para vos ajudar a melhorar o vosso estudo.


A importância do estudo
Muitos poucos são os casos de pessoas (neste caso estudantes) sobredutados, que têm uma capacidade inata e mais desenvolvida para aprenderem e raciocinarem do que o “comum dos mortais”. Não interpretem mal esta minha frase; de modo nenhum quero desvalorizar o trabalho de muitos de nós. Quero apenas realçar que não somos nenhumas máquinas, que não somos computadores e que não nascemos ensinados. Todos nós temos de aprender, como é óbivo, simplesmente uns mais do que outros.

Os conhecimentos não caem do céu como se fossem uma gotinhas de água quando chove. É preciso adquirir estes conhecimentos. Ainda que o nosso cérebro seja como que uma esponja, ou seja, que vá absorvendo várias coisas ao longo dos anos, relacionados ou não com as matérias leccionadas na escola, é importante que todos estes conhecimentos sejam bem organizados e consolidados, de modo a que sejam completamente compreendidos. E é por este motivo que é importante estudarmos. E que o façamos como deve de ser.

Motivação, força de vontade e objectivos
Antes de falar de qualquer método ou dica de estudo, tenho de realçar a importância da motivação. E, como ela, a força de vontade. Eu até diria que o primeiro factor a ter em atenção é que não devemos ver com maus olhos a escola, mas honestamente estaria a ser um tanto ou quanto hipócrita. Não retiro o valor devido a este aspecto, visto que é muito mais díficil fazer-se o que quer que seja quando estamos contrariados, no entanto, isto não é assim tão preto no branco. Eu admito que, sobretudo, no Ensino Secundário, quase nunca ia todos os dias com grande disposição para a escola. E não me interpretem mal, até porque se há coisa que eu mais adoro fazer é aprender. Mas as aulas que tinha nunca foram muito chamativas para mim; o que não se verifica agora na Universidade, visto que até estou com bastante vontade de voltar para as aulas.

O que eu quero dizer com isto é que, acima de tudo, devemos ter força de vontade, motivação e objectivos. Mesmo indo com pouca disposição para a escola, eu sabia muito bem que aquilo era importante para a obtenção dos meus objectivos: entrar no Ensino Superior, para o curso que queria e para a minha primeira opção. A motivação e a força de vontade são das coisinhas mais importantes que devemos ter. Em primeiro lugar, devemos dar mais relevâncias aos aspectos positivos do que aos negativos. Em segundo lugar, ter objectivos é óptimo para nos motivarmos a fazer algo. E deixo-vos aqui uma das melhores citações que já ouvi a este respeito: “Certifica-te de definir pequenos objectivos. E de ter também grandes objectivos. Certifica-te que tens metas elevadas de modo a estares sempre a trabalhar para algo.” by Ryan Lochte. Deste modo, estabelece-se objectivos pequenos, como por exemplo, fazer todos os trabalhos de casa (algo que muita gente deixa sempre para trás) ou ser mais interventivo nas aulas; e, ainda, estabelece objectivos mais altos, como por exemplo, obter uma média superior a 16/17 valores ou teres mais de 18 valores num teste.

Todavia, é sempre importante ter em mente as nossas próprias capacidades. Imagine-se que se tem imensa dificuldade a uma disciplina, em que só se tem negativas baixas. Querer subir, ainda que ao fim de três anos, para um 19 poderá parecer um pouco irrealista demais. Mas estabelecer uma primeira meta nos 10 valores ou até mesmo nos 12/13 valores, será algo mais atingível. Se se superar isso, obviamente, seria óptimo.

Aulas
O que vou dizer é um autêntico cliché, mas a verdade é que é absolutamente importante e essencial para ter sucesso na escola e, sobretudo, na universidade. Durante as aulas devemos saber separar os momentos de lazer daqueles em que devemos prestar atenção. Ainda que até ao Secundário os professores apenas digam, basicamente, aquilo que está escrito nos manuais, o certo é que podem sempre acrescentar algo de novo que, na altura de fazer o teste e/ou exame, pode fazer toda a diferença. E isto ainda mais se aplica no Ensino Superior, visto que as informações que os professores nos fornecem não estão, necessariamente, em livros. Nesta fase é mesmo extremamente importante prestar muita atenção às aulas.

Há professores que, entendendo que 90 minutos de aulas é demasiado tempo para muitas pessoas estarem concentradas, optam por fazer uma espécie de intervalo, no qual dá para descontrair e falar um pouco com os nossos colegas e/ou amigos. Mas como isto não acontece à maioria dos estudantes é importante compreender que as aulas são um local para se aprender e não para se conviver. Costumo ler em blogs e “sites” do género que, nas aulas, não nos devemos sentar ao pé de amigos, sob pena de sermos tentados a passar toda a aula a falar. Eu discordo totalmente. Até porque, pelo menos para mim, seria insuportável estar ao pé de alguém com quem não me daria bem. A questão não é se estamos ou não ao pé de alguém com quem falamos imenso; é sim uma questão de sabermos ter ou não uma boa postura na sala de aula. Durante os 12 anos de escola obrigatória (e mesmo agora na Universidade), sempre estive sentada ao lado das minhas melhores amigas e não era por isso que passava as aulas a falar. Podem sentar-se ao lado de quem se dão bem, mas devem ambos compreender que é nos intervalos que devem aproveitar para pôr a conversa em dia.

Em adição a estas óbvias razões, prestar atenção às aulas é um método muito importante de estudo, na medida em que faz com que parte das matérias fiquem logo “gravadas” na nossa cabeça. Este é meio caminho andado para que, quando necessário, seja bem mais fácil estudar e compreender determinada matéria. E, além do mais, seria muito mais complicado tentarem compreender algo de que nunca ouviram falar. Tomando como exemplo as aulas de Matemática… digam-me lá se não seria complicado tentarem resolver uma equação com duas variáveis, sem ter-se prestado atenção às aulas em que o(a) professor(a) explicou como é que se resolviam estas equações?

Apontamentos
Não me vou prolongar muito sobre este tópico, visto que já o retratei num post anterior (que podem ver aqui). No fundo, o que vou é reforçar a importância dos apontamentos para o estudo e o porquê de eles serem considerados um método de estudo, pelo menos para mim.

Como já vos expliquei no outro post, os apontamentos são como que um relatório daquilo que é leccionado nas aulas. Eles são, assim, uma forma importante para nos relembrarmos sobre aquilo que foi retratado nas aulas. E é pelo facto de serem um registo das aulas que fazem deles um dos métodos de estudo mais importantes. Especialmente no Ensino Superior, eles são a base do estudo, sendo que a eles, como é claro, se deve acrescentar toda uma bibliografia.

Trabalhos de casa
Não há muito que se possa dizer sobre este assunto. Os trabalhos de casa são algo muito menosprezado pelos estudantes. Eu própria admito que não fazia metade deles, que era uma seca fazê-los. Mas também sei o quão importantes eles são, o quão utéis são para aprendermos. Os trabalhos de casa não devem ser vistos como um castigo dados pelos professores; mas sim como um método de estudo, como uma forma de aprendermos.

O fazer-se trabalhos de casa, especialmente se todos os dias, ou dia sim dia não, obrigar-nos-á não só a prestar atenção nas aulas – cujas explicações são importantes para conseguirmos resolver os exercícios – como também a termos a matéria quase sempre fresca na nossa cabeça. E é uma óptima maneira para nos apercebermos, antecipadamente, onde é que temos dúvidas ou onde é que precisamos de trabalhar/praticar mais.


Dica #1
A primeira dica que quero realçar é algo que de certo já ouviram várias vezes, tanto dos vossos pais como dos vossos professores, o que não faz com que não seja super importante. Há que compreender que se deve estudar todos os dias. E, quando digo isto, não estou a dizer para estudarem que nem uns malucos todos os dias. Até pelo contrário, isso seria algo absolutamente contraprodutivo. Devem sim, estudar um pouco todos os dias. Em média umas duas horas por dia. Isto não só proporciona que a matéria se vá assimilando aos poucos na nossa cabeça, como também evita que nos sobrecarreguemos na altura dos testes e/ou exames.

Dica #2
Em conjunto com o que disse acima, devem também começar a estudar antecipadamente, para que não acumulem toda a matéria nas vésperas dos testes. Até o final do Ensino Secundário, para mim, bastava-me começar a estudar, realmente, uma semana antes de determinado teste. Agora que estou no Ensino Superior, começo a estudar “a sério” cerca de três semanas antes de um teste e, começo um pouco mais cedo ainda se tiver vários testes de seguida numa só semana. Pode parecer um exagero, mas garanto-vos que não é.

Por um lado, tem-se o factor de ser bastante a matéria, visto que as cadeiras são semestrais. Por outro lado, há professores que, quando escolhem que matéria é que sai no teste intermédio, optam por estabelecer o limite dessa matéria nas vésperas do teste. Já me ocorreu para um teste deste, sair matéria que dei na aula anterior ao dia do teste. Especialmente por este último aspecto, é que nunca devemos deixar todo para a última. Neste caso, se a restante matéria não estiver já bem assimilada, será muito complicado compreender-se todo em apenas dois ou três dias.

Dica #3
Ainda que o principal seja compreender-se, há certos tópicos em determinadas matérias que podem muito bem serem memorizados. Exemplo disso, são datas de acontecimentos histórias, nomes de autores ou investigadores, entre outros tantos. Nestes casos, há claro que compreender os seus contextos e tudo isso, mas pode-se optar por memorizar um conjunto de datas. Deste modo, podem optar por usar mnemónicas.

Em relação a isto pouco vos posso acrescentar, visto que não sinto necessidade de as usar. De qualquer forma, aquilo a que recorro algumas vezes é à minha memória fotográfica. Ou seja, por exemplo, à medida que vou estudando, vou associando determinados textos ou citações a partes específicas das folhas de apontamentos e resumos que uso. Depois, numa altura de teste e/ou exame, sabendo que me quero lembrar de qualquer tipo de informação, tento visualizar onde é que ela se encontrava. E é claro que, como qualquer método, ele é falível, visto que às vezes por mais que tente não me consigo lembrar de algo. Daí que seja importante compreendermos a máteria, para que não tenhamos que recorrer a métodos como este.

Dica #4
Esta dica já é mais referente aos alunos do Ensino Superior, uma vez que é algo que se verifica mais neste nível de ensino. Há algo para o qual se deve ir muito (mas mesmo muito) bem preparado… E isso são os testes com consulta. Muito ingenuamente, há imensos estudantes que pensam que estes testes são mais fáceis de fazer; mas é aqui que se enganam redondamente. Estes são, na verdade, dos testes mais complicados que poderão fazer na vossa vida. Em primeiro lugar, porque requer que tenham toda a bibliografia necessária com vocês durante o teste. Em segundo, estas bibliografia tem de estar muito bem organizada, caso contrário irão desperdiçar imenso tempo à procura das referências que necessitam. Em terceiro lugar, o nosso cérebro como esponja que é, tem uma grande tendência para memorizar algo que acaba de ler e transpôr exactamente o mesmo depois no papel. Nestes testes, temos de ter uma grande capacidade para nos abstrairmos disso, por assim dizer, e escrever tudo por nossas própria palavras, porque, caso contrário, estaremos a plagiar. Mas é claro, como em qualquer teste, especialmente neste, podemos fazer citações.

Dica #5
À medida que vais estudando todos os dias, podes optar por estudar mesmo aos bocados. Quero eu dizer que, em vez de todos os dias estudares a matéria do início ao fim, divide-a em partes e vai estudando à medida que os vais compreendo. Agora, quando te aproximares mesmo da semana em que tens esse teste, deves sim estudar toda a matéria por inteiro, certificando-te que fica tudo compreendido e nada é deixado para trás.

Por último, deixo-vos aqui um horário semanal para que possam ter uma ideia de como poderão organizar os vossos dias. Este horário foi quase na sua totalidade inventado, sendo que me inspirei no horário de aulas de um curso de 1º ano da minha faculdade.

Para quem não sabe, também no ano passado, eu publiquei uns quantos posts com dicas para ambos os Ensinos Secundário e Superior. Assim, deixo-vos aqui os links para estes posts: link 1, link 2, link 3, link 4, link 5, link 6, link 7 e link 8.

O que é que acharam destas dicas?

ERA: como fazer apontamentos

Como podem ver pelo título, o post de hoje vai ser sobre apontamentos, nomeadamente, como é que estes devem ser feitos. Embora seja uma coisa que muitas vezes (e erradamente) só se associa à Universidade, este também pode ser um bom trunfo para quem ainda está no Ensino Secundário e, até mesmo, nos últimos anos do Ensino Básico (isto é, 3.º ciclo). Os apontamentos não são propriamente uma coisa que tenha muito que se lhe diga. São até bastante fáceis de se fazerem. O certo é que convém ter em conta alguns pontos; pontos estes que vou mencionar aqui. Mas primeiro que isto, gostava de referir que os apontamentos devem ser feitos à nossa própria maneira, visto que cada um de nós tem os seus próprios métodos de estudo e métodos de assimilação da matéria; aspectos estes (apontamentos, métodos de estudo e métodos de assimilação da matéria) que se interligam.

A sua importância
No meu ponto de vista, este é um aspecto importante para garantir que se tem um maior número de informações quando chegar a altura em que se tem de estudar para algum teste e/ou exame. Ainda que eu fizesse poucos apontamentos enquanto frequentei o Ensino Secundário (algo que acontece com a sua frequência também na Universidade – desta vez já não no meu caso), tal como muitos outros tantos estudantes, isto não quer dizer que eles não sejam importantes e/ou úteis. Aliás, este é um factor importantíssimo para o Ensino Superior; pelo menos eu penso assim. Embora não seja a única coisa a que devemos recorrer quando temos de estudar (para isso também temos os livros, por exemplo), é sem dúvida algo que nos poderá ajudar bastante.

Independentemente do nível de escolaridade em que nos encontramos, os apontamentos são sempre úteis na medida em que nos permitem saber o que é que foi falado nas aulas. Ainda que no ensino obrigatório os professores não acrescentem quase nada para além daquilo que se encontra nos manuais e, ainda que no Ensino Superior os professores não façam referência a toda a matéria (daí a importância da bibliografia), o certo é que muitas vezes os professores podem acabar por falar em algo que não encontraremos em nenhuns livros. E se isto sair nalgum teste e/ou exame e não tivermos registado nos nossos apontamentos, são pontos certos que iremos perder. Além do mais, esta é uma boa maneira para estarmos sempre a par do que foi realmente leccionado em cada aula. Eu sei que há sempre os sumários e isso tudo, mas muitas vezes pode-se acabar por não dar tudo sobre o que foi estipulado ou acabar por dar mais qualquer coisa.

Organização dos apontamentos
Se bem que, como já referi acima, os apontamentos devem ser feitos à nossa própria maneira, visto que seremos nós a usá-los, estes devem ter uma certa organização pré-definida. Para que tenham uma maior variedade (ainda que um pouco limitada) no que diz respeito a este tópico, vou sugerir-vos dois modelos de organização dos apontamentos. Como nota, quero apenas dizer que nas aulas eu faço os meus apontamentos num caderno qualquer, geralmente um caderno para todas as cadeiras que tenho nesse semestre. Depois, em casa, é que passo tudo a limpo e guardo nos seus respectivos lugares. Neste tópico, a organização refere-se já aos apontamentos que estão (a ser) passados a limpo.

Este modelo de organização foi-me fornecido por um dos meus professores da faculdade, logo no início do ano lectivo passado. Por acaso, foi até bastante simpático da parte dele. Vou, então, passar a transcrever a legenda para a imagem.

  1. “(…) aqui deverão ser incluídas as notas de tema [ou seja, aqui podem optar por colocar o tema sobre o qual vai recair esta folha de apontamentos] – ex. papel da nobreza de toga”;
  2. “(…) aqui deverão ser incluídas notas o mais fielmente possível, seguindo o plano e a exposição da aula. (…) Questões eventualmente levantadas pelos alunos deverão [ser aqui incluídas] (…) O nr. 2 do apontamento deve conter quatro partes:
  • introdução (objectivos programáticos, unidade de ensino, a que aula se destina);
  • exposição;
  • crítica;
  • conclusão;”
  1. “a parte inferior da folha é destinada a reflexões críticas do aluno ou do professor, bibliografia suplementar, questões em aberto, etc”. [este ponto é o 3 da imagem – não sei porquê, mas isto não me deixou colocar o número 3 no início deste texto]


Como poderão ir perceber com este texto, o meu modelo de apontamentos abrange os mesmos aspectos que aquele do meu professor, que mostro acima. Eu, simplesmente, opto por um outro tipo de organização, que é me mais favorável.

No topo da página, para saber a que aula exacta é que pertencem determinados apontamentos, coloco não só a data da aula, como o seu próprio número. Não é que exista a lição nr. 1 ou 2, como nos ensinos Básico e Secundário, mas assim tenho a certeza que datei bem os meus apontamentos.

De seguida, em baixo, com uma ou duas linhas a separar, aponto o sumário da respectiva aula. Ainda que não seja como nos ensinos anteriores, em que os professores, no início ou no fim de cada aula, escreviam no quadro o sumário dessa aula, na Universidade continuam a existir sumários. A diferença é que os professores não os apresentam. Mas nós temos na mesma acesso a eles: nestes casos, os sumários são colocados na internet, no portal académico da nossa faculdade/universidade. Como penso que os sumários são feitos após terminar cada aula, estes devem corresponder na totalidade ao que foi leccionado.

Porque ao longo de uma aula se vai falando de vários tópicos (melhor dito, temas), penso que é útil colocar-se, no início, de cada texto um título. Este pode ser criado por vocês, mediante o que trata cada texto, ou podem usar algum que tenha sido fornecido pelo(a) professor(a) – isto normalmente acontece quando as aulas são dadas com base em apresentações powerpoint. Caso seja um tema que necessite ter as suas sub-divisões, devem também colocar um sub-título. Mais tarde, quando estiverem a estudar, por irem definindo os temas abordados, será-vos mais fácil encontrar algum texto específico.

Em relação ao texto, não penso que haja muito a dizer. Devo é apenas realçar que não devem fazer um texto corrido. Optem por fazer algo como eu tenho feito nestes posts. Um parágrafo para cada assunto. Usa-se mais folhas, é certo, mas assim os textos ficam mais organizados e será mais fácil para lermos. E textos demasiado corridos tornam-se cansativos, especialmente quando estamos a estudar e a nossa disposição não é das melhores.

Por último, quando os professores fazem referência a alguma bibliografia suplementar (isto porque no início do ano é nos entregue o programa da cadeira), opto por colocar os livros ou artigos no final da folha, dentro de um pequeno rectângulo, de modo a que seja realçado para que eu não me esqueça de ver o que foi sugerido. Eu apenas uso isto quando é sugerido algum tipo de bibliografia adicional.

Qualquer um dos modelos foi feito para o Ensino Superior, mas podem ser perfeitamente usados por quem ainda está nos ensinos Básico e Secundário. Nestes casos, a única coisa que penso que muda é a parte da bibliografia. Como só são usados os manuais, podem utilizar este espaço para salientar alguma informação extra dada pelo(a) professor(a), bem como de algum programa ou artigo que tenha sido falado nessa aula.

Como tirar apontamentos nas aulas?
Visto que vão estar a escrever os vossos apontamentos um tanto ou quanto à pressa, devem utilizar um caderno qualquer para os fazerem. Guardem um outro caderno ou conjunto de folhas para passarem os apontamentos a limpo. Pode-se dizer que se estão a gastar muitas folhas e isso, mas é caso para dizer “não seja por isso”, podem sempre passar os vossos apontamentos a limpo para o computador. Mas aí também irão gastar mais dinheiro, uma vez que terão de os imprimir. De qualquer modo, o próprio passar a limpo os apontamentos é um bom modo para se estudar. Esta prática fará com que o nosso cérebro absorva algumas das informações que estamos a passar.

Não há propriamente maneiras certas e erradas de tirar apontamentos. E, além do mais, cada um deverá fazer isto à sua própria maneira. Mesmo assim, posso-vos dar algumas dicas para vos ajudar.

  • para quem não está habitudado a fazer apontamentos, uma boa táctica é praticar em casa. Quero que dizer, podem ver um documentário (ou algo do género) e ao mesmo tempo que o fazem podem ir tirando apontamentos sobre o que estão a ouvir. Assim já vão com uma ideia de como é que será em ambiente de aulas;
  • têm de ser selectivos em relação ao que querem apontar, isto é, não podem querer apontar tudo (mesmo tudinho) do que ouvem. Não que não seja possível, mas terão muita dificuldade em fazê-lo. Isto até porque nem tudo o que os professores referem é assim tão importante;
  • quanto mais prática tiverem a tirar apontamentos mais fácil será fazê-lo. As primeiras vezes, nomeadamente para quem não está habituado, será complicado apontar muita coisa, mas à medida que vão ganhando experiência, eles começarão a ficar mais completos;
  • optem por usar abreviaturas sempre que possível, mas certifiquem-se que depois irão conseguir identificar todas as palavras que escreveram com base nelas. Dou-vos aqui alguns exemplos, super básicos: que (q), também (tbm), como (c/), não (ñ). Depois, podem ir arranjando abreviaturas para palavras que vão ouvido nas vossas aulas, que serão própria à realidade escolar de cada um de vós;
  • neste sentido, podem também optar por escrever palavras em outras línguas. Isto pode parecer um tanto ou quanto idiota, mas é uma questão de que qualquer método para que façamos os apontamentos mais eficazmente é sempre bem vindo, por mais parvo que pareça. E, muitas vezes, algumas palavras em línguas estrangeiras conseguem ser mais pequenas que as correspondentes em português e, assim, poupas algum tempo. Penso que isto seja mais fácil para quem já está mais habituado a fazer apontamentos e tenha uma boa facilidade a escrever em duas ou mais línguas, sem perder a sua concentração;
  • por último, caso se percam no que estão a passar ou não tenham percebido algum assunto, não hesitem em perguntar ao(à) vosso(a) professor(a) para que vos explique o tópico X melhor. É para isto que eles lá estão, para vos ajudar.

O que se pode fazer para os apontamentos ficarem mais completos?
Isto é algo que penso que muitas pessoas não façam. Não é nada absolutamente vital para os apontamentos serem melhores que outros, mas é sempre um extra. E como se costuma dizer “conhecimento não ocupa lugar”. O primeiro aspecto a realçar sobre este tópico, é que devemos ser muito selectivos em relação às fontes a que vamos buscar os nossos extras. Desde já, a wikipedia está absolutamente fora de questão – ela é apenas útil para se fazer pequenas biografias de pessoas a que se tenha feito referência nas aulas. As melhores fontes são sem dúvida artigos ou livros científicos – estes não têm necessariamente de fazer parte da bibliografia da respectiva cadeira, devem é certificar-se que a sua informação é fidedigna.

Informações extra podem ser, por exemplo, uma pequena biografia de algum(a) autor(a); um resumo de um artigo que tenha sido referenciado na aula; datas, nomes e locais relacionados com a descoberta de algo. Mediante o que estão a passar a limpo, poderão sentir ou não a necessidade de procurarem informação extra sobre o que estão escrever.

[são três imagens; infelizmente, duas delas ficam meio sobrepostas]

Espero que este post vos seja útil. O que acharam destas “dicas”? Têm por hábito fazer apontamentos?