Acesso ao Ensino Superior

Como se tem vindo a verificar nos últimos anos, cada vez mais é importante ter uma qualificação académica. É claro que para certas profissões, empregos ou trabalhos basta ter o 12.º ano, mas como é óbvio, nem todos os casos são assim. Para exercer diversas profissões é necessário termos, no mínimo, uma licencitatura. Por isso, decidi fazer um post dedicado unicamente ao acesso ao Ensino Superior.
Acabei o Secundário este ano, candidatei-me para o Ensino Superior, mas não foi para nenhuma universidade nacional (mas sim para o esrangeiro), por isso vou apenas falar da pré-candidatura, isto é, de todo o processo até ao dia em que nos candidatamos pela internet. Depois disso, apenas sei que os resultados saem, este ano, a 19 de Setembro e que, provavelmente, basta ir ao mesmo site (DGES) onde se inscreveram para verem os resultados. Mas tou certa que para quem se tenha candidatado, saiba mais sobre este aspecto do que eu.

Escolha do curso:
Na altura em que se faz as matrículas para o 10.º ano e se escolhe o curso, é necessário que se tenha a certeza que se escolheu o percurso certo. Mas caso te depares no final do 10.º ou 11.º ano que não estás no curso certo, não desesperes. Só tens de pensar melhor no teu caso e escolher melhor desta vez para qual curso queres ir. É certo que terás de repetir um ou dois anos, mas assim, terás a certeza que estás no percurso certo.

Para além de ser importante escolhermos um curso do qual se realmente goste, tens de ter em atenção quais são as disciplinas que necessitas para entrar para a universidade. Para além dos sites directamente relacionados com a Direcção Geral do Ensino Superior, http://aeiou.guiadoestudante.pt/ge-categorias.asp, este site é bastante bom. Para além de te apresentar quais são as discplinas necessárias para a candidatura, também te apresenta a média do último candidato aceite no ano anterior, quantas vagas é que o curso tem, entre outras importantes informações.

Para ser mais fácil explicar este último ponto, vou ilustrá-lo com alguns casos. [os nomes foram puramente inventados e, os dados que vou mencionar são da Universidade de Lisboa e para a candidatura do próximo ano (2012)]

Tome-se o caso da Madalena que quer candidatar-se para Engenharia Física:

  • as provas de ingresso são: Física e Química e Matemática A
  • 1ª situação: a Madalena gosta bastante da área de Ciências, é boa aluna nesta área e opta por escolher o curso de Ciências e Tecnologias
  • 2ª situação: a Madalena gosta bastante da área de Ciências e é boa aluna nesta área mas receia que não possa obter notas altas a Matemática A. Como precisa desta disciplina para o atingir o seu sonho de estudar Engenharia Física, a Maria escolhe Ciências e Tecnologias, evai-se empenhar a 100% na Matemática, para obter a melhor nota possível de modo a conseguir entrar na Universidade
  • 3ª situação: a Madalena não se sente confiante em relação a ir para Ciências e Tecnologias, mas como este curso é o único que tem as disciplinas para ela se candidatar ela opta por este curso. Se vir que no final do 10.º ano não está na área certa para si, tem a opção de escolher um novo rumo e, se calhar optar por um diferente curso académico.

Tome-se o caso da Carolina que quer candidatar-se para Psicologia:

  • as provas de ingresso são: um dos seguintes conjuntos: Biologia e Geologia e Matemática A, ou Biologia e Geologia e Português, ou Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Português
  • Como podem ver, a Carolina pode escolher dois cursos, entre Ciências e Tecnologias ou Línguas e Humanidades
  • 1.ª situação: a Carolina interessa-se bastante por Ciências, é boa aluna nesta área e opta por ir para Ciências e Tecnologias
  • 2.ª situação: a Carolina interessa-se bastante por Ciências mas tem receio de não vir a ter boa nota no exame de Matemática e opta por ir para Ciências e Tecnologias, pois pode candidatar-se com a nota do exame de Português
  • 3ª situação: a Carolina interessa-se por Ciências mas tem receio de não se encaixar bem no curso de Ciências e opta por ir para Línguas e Humanidades
  • 4.ª situação: a Carolina prefere a área de Letras, é boa aluna nesta área e opta por ir para Línguas e Humanidades

Tome-se o caso da Vera que quer candidatar-se para História ou Arqueologia:

  • as provas de ingresso são: História; História da Cultura e das Artes; Português
  • 1ª situação: a Vera é apaixonada pela área de Letras/Humanidades, é boa aluna nesta área e opta por ir para o Curso de Línguas e Humanidades, já que tem a hipótese de no 12.º ano, quando se candidatar, de escolher qual a sua prova de ingresso entre História A e Português
  • 2ª situação: a Vera é apaixonada por Artes, é bastante dotada nesta área e opta por ir para Artes Visuais, já que também poderá escolher entre História da Cultura e das Artes e Português, como provas de ingresso
  • 3ª situação: a Vera gosta bastante de Ciências e de Humanidades também e é boa aluna em ambas as áreas. Como se pode candidatar só com Português, a Vera decide ir para Ciências e Tecnologias
  • 4ª situação: a Vera gosta bastante de Ciências e de Humanidades também e é boa alunas em ambas as áreas. Como acha que é necessário fazer a disciplina de História no Secundário, a Vera opta por ir para Línguas e Humanidades

Notas:
Passei o meu 9.º ano todo a ouvir que convinha ter boas notas para entrar para a Secundário para onde fui. Mas acontece que as notas não eram assim tão importantes, várias pessoas na minha turma entraram com notas bastante baixas. Agora no Secundário, as notas importam e importam bastante. São elas que nos asseguram a entrada na Universidade. Desde o primeiro dia de aulas do 10.º ano que deves ter em mente que todos os momentos contam para a média final, e que te deves esforçar ao máximo para obteres os melhores resultados possiveis nos exames.

Como calcular a nota de candidatura:
Para além de leres esta minha explicação, deves dar uma vista de olhos no site que indiquei no início do post. Nós candidatamo-nos com base em duas notas: a nossa média do secundário e a nota da(s) provas(s) de ingresso. Cada uma destas notas tem um peso na candidatura, que varia de universidade para Universidade, e de curso para curso. Para perceberes como se calcula vou dar dois exemplos, de universidades diferentes, em que as notas têm pesos diferentes. Tal como os outros exemplos, os nomes e dados são fictícios.

Como calcular a nota de candidatura:
Para além de leres esta minha explicação, deves dar uma vista de olhos no site que indiquei no início do post. Nós candidatamo-nos com base em duas notas: a nossa média do secundário e a nota da(s) provas(s) de ingresso. Cada uma destas notas tem um peso na candidatura, que varia de universidade para Universidade, e de curso para curso. Para perceberes como se calcula vou dar dois exemplos, de universidades diferentes, em que as notas têm pesos diferentes. Tal como os outros exemplos, os nomes e dados são fictícios.

Tome-se o caso da Inês que se vai candidatar para a Universidade de Lisboa, para o curso de Ciências da Linguagem.

  • fórmula: NC = MS x 0.5 + PI x 0.5 [NC – nota de candidatura; MS – média do secundário; PI – prova de ingresso]
  • notas: média do secundário – 16,6; prova de ingresso – 17,3
  • nota de candidatura: NC = MS x 0,5 + PI x 0,5; NC = 16,6 x 0,5 + 17,3 x 0,5; NC = 8,3 + 8,65; NC = 16,95 – como a nota de candidatura é de 0 a 200 – NC = 169,5

Tome-se o caso da Bárbara que se vai candidatar para a Universidade do Porto, para o curso de Ciências da Linguagem.

  • fórmula: NC = MS x 0.6 + PI x 0.4 [NC – nota de candidatura; MS – média do secundário; PI – prova de ingresso]
  • notas: média do secundário – 16,6; prova de ingresso – 17,3
  • nota de candidatura: NC = MS x 0,6 + PI x 0,4; NC = 16,6 x 0,6 + 17,3 x 0,4; NC = 9,96 + 6,92; NC = 16,88 – como a nota de candidatura é de 0 a 200 – NC = 168,8

Notas de candidatura:
Tecnicamente, o requesito para se entrar num curso é ter uma nota de candidatura superior à nota  do último candidato do ano anterior, e da mesma fase em que te estás a candidatar. Contudo, de certeza que nem toda a gente que se candidate a um determinado curso vai obter resultados superiores aos dos anos anteriores. Por isso penso que, se na altura em que fores à tua escola ver os resultados dos teus exames, não desesperes se não tiveste as notas que esperavas porque nem tudo está acabado. Eu penso (mas como é óbvio não tenho a certeza, uma vez que nem se quer cheguei a candidatar-me) que os primeiros lugares são dados aos alunos que superaram a nota candidatura do último colocado do ano passado, e os restantes lugares são dados aos alunos que se seguem, que tiveram resultados abaixo do último colocado do ano passado.

Nota mínima de candidatura:
Como poderão verificar no site que coloquei no início do post, quando tiverem a ver os dados de um curso, vão ver que existe uma nota mínima de candidatura. Esta nota estabelece um limite em relação às notas de candidatura. Isto é, a tua nota de candidatura tem de ser sempre superior à nota mínima.

2ª e 3ª fase:
Os lugares disponíveis para a segunda e terceira fase de candidatura abrem-se para os cursos que deixaram lugares vagos após a primeira fase.
Se um curso tiver 30 vagas, mas apenas se tiverem candidato 20 pessoas, os 10 lugares que sobram vão estar disponíveis para a 2ª fase. E se não forem todos ocupados, irão estar disponíveis na 3ª fase.
Se um curso tiver 30 vagas e se 30 pessoas tiverem-se candidatado, não siginifica necessáriamente que esse curso não vá ter vagas durante a 2ª fase. Imagine-se que desses 30 candidatados, apenas 25 obtiveram uma nota de candidatura superior à nota mínima de candidatura. Neste caso, só 25 vagas vão ser ocupadas e as restantes 5 vão estar disponíveis para a 2º fase.

Exames-Fases:
Existem sempre todos os anos bastantes dúvidas em relação a que exames é que são compatíveis com cada uma das fases.

  • 1ª fase: podes te candidatar com os exames da 1ª fase e, com os da 2ª fase. Se te quiseres candidatar com exames da 2ª fase, só o podes fazer se não tiveres feito nenhum exame na 1ª fase.
  • 2ª fase: candidatas-te com os exames da 2ª fase.

A única coisa que não sei é se nos podemos candidatar na 2ª fase com exames da 1ª fase.

Espero que estes esclarecimento venham a ajudar alguém. Já sabem que se tiverem algum questão, é só perguntarem.

E já agora, boa sorte para toda a gente à espera dos resultos para entrar para a Universidade.

5 thoughts on “Acesso ao Ensino Superior

  1. Patricia says:

    No caso dos exemplos nas notas de candidatura se tivermos 2 provas de ingresso como fazemos a conta, podes dar outro exemplo com esse caso?

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