Ensino Superior: dicas, dúvidas, esclarecimentos, curiosidades… you name it

Comecei a pensar fazer estes posts lá para inícios do mês de Fevereiro, mas o certo é que só agora é que estou a ter um pouco mais de tempo livre para ir fazendo aos poucos estes posts. Mesmo assim ainda tenho trabalhos para entregar e ainda tenho de começar a preparar-me para mais uma fase de frequências (mais à frente irão perceber esta falta de “grandes períodos” de tempo livre – mas não se alarmem já). Por isso, peço desculpa por este “atraso”, embora, de certo modo, eu nunca tenha estabelecido um prazo fixo para publicar estes posts.

Como este é um assunto que dá “pano para mangas”, achei melhor dividí-lo por alguns posts para não os tornar muito longos e maçudos. E para que seja mais fácil para vocês encontrarem alguma informação particular que precisem, cada post vai estar dividido por tópicos. Assim, também consigo organizar melhor as minhas ideias pelos vários posts.

Como podem ver pelo título deste post, eu não tenciono falar-vos só de algumas curiosidades que normalmente os estudantes têm, ou esclarecer alguns “mitos” que existem… vou tentar acima de tudo esclarecer as dúvidas que foram deixando no blog, e dar-vos a conhecer “todo” o tipo de mudanças que se verificam aquando da passagem do Ensino Secundário para o Ensino Superior. E quando falo em mudanças refiro-me praticamente a mudanças positivas, até porque para mim não há assim muitos aspectos negativos para mencionar.

Antes de começar com os assuntos que me trazem hoje aqui, a este post, queria só deixar uns pontinhos explicativos acerca deste post (e dos que se lhe irão seguir). Primeiro, tudo o que vou referir tem por base a minha própria experiência académica. Isto dito, não é garantia que a vossa experiência possa a vir semelhante, até pelo contrário, já que cada um de nós vê cada situação de pontos de vista diferentes. O mais provável é que aquilo que eu achar positivo, vocês poderão não achar; aquilo que eu disser que gosto, vocês poderão não gostar… Em segundo, todos os aspectos que vou falar têm por base o que sei sobre a Universidade onde ando – o que faz com que não se possa generalizar o que quer que seja a partir daquilo que eu escrever aqui. Em terceiro e, por último, caso vejam algo com que não concordem (basicamente para quem já está na Universidade) e pensem que deveria ser rectificado, avisem-me.

Agora, em relação a este post. Como também fiz para os posts sobre o Ensino Secundário, este vai ser, de certo modo, um post introdutório ao Ensino Superior. E como foi sugerido, vou optar neste post por falar da minha experiência académica e do processo de candidatura ao Ensino Superior. É certo que já falei deste assunto aqui, mas penso que nunca é demais simplificar este ponto, até porque há sempre dúvidas que surgem à última hora e nem todos os professores são prestáveis o suficiente para explicarem este processo aos seus alunos.

Introdução: a minha opinião
Desde que era pequena que sempre ouvi, frequentemente, dizer que os melhores anos da nossa vida são aqueles em que somos estudantes. Honestamente, até entrar para a Universidade nunca tinha percebido bem qual é que era o significado disso e nunca tinha visto os meus 12 anos de escola como algo assim tão maravilhoso. Não me interpretem mal até porque é certo que sempre gostei de aprender e a educação é algo que eu valorizo bastante (mesmo), mas o tipo de professores e colegas que tive durante o Básico e o Secundário não ajudaram propriamente a que esses tivessem sido uns bons anos. Aprendi valiosas lições de vida é certo, mas penso que  esses anos poderiam ter sido mais produtivos. Contudo, após o primeiro semestre na Universidade comecei a perceber onde querem chegar com essa afirmação. Pela primeira vez, em muito tempo, vou de boa vontade para as aulas e tenho realmente interesse por aqui que estou a aprender. E, também, ao fim de muito anos, tenho professores capazes de transmitirem a sua paixão por aquilo que nos estão a ensinar a nós – os alunos -, algo que falta muito aos professores, nomeadamente no Secundário.

Não me vou prolongar muito muito sobre a minha vida académica, uma vez que vou falar nela ao longo dos posts, mas posso deixar-vos aqui só alguns dados mais genéricos:

Eu ando na Universidade de Lisboa, mais propriamente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Estou no primeiro ano e simplesmente a adorar todos os aspectos da vida académica, pelo menos naqueles em que participo (nos outros posts irão perceber onde eu quero chegar com esta afirmação). Tenho noção que o meu curso não é exactamente um curso 5* (visto que no estrangeiro ele é bem melhor), mas ele supreendeu-me bastante pela positiva. Fiz o Secundário na área de Línguas e Humanidades, tendo acabado com uma média de 156 valores. Candidatei-me com a prova de História e fiquei com uma nota de candidatura de 158 valores. Só para saberem, a nota do último candidato a entrar no meu curso – na primeira fase – foi 117 valores.

O que é o Ensino Superior?
Esta é talvez uma pergunta mais retórica do que outra coisa qualquer. Até porque se é por esta via que querem seguir, após concluírem o ensino obrigatório (para quem ainda tem dúvidas, agora é OBRIGATÓRIO fazer o 12.º ano), sabem de certo que estas duas palavrinhas significam… Como o já devem saber, o Ensino Superior constitui o nível educacional que se segue à finalização do Ensino Secundário, referindo-se normalmente a uma educação realizada em  universidades, faculdades, institutos politécnicos, escolas superiores ou outras instituições que conferem graus académicos ou diplomas profissionais. O ensino superior compreende normalmente estudos de graduação (licenciatura) e estudos de pós-graduação (mestrado, doutoramento e pós-doutoramento), bem como estudos e formação de natureza vocacional.

Segundo a Lei de Bases do Sistema Educativo (versão de 2005) e a Lei da Organização e Ordenamento do Ensino Superior, “O ensino universitário é orientado por uma constante perspetiva de investigação e de criação do saber. Visa assegurar uma sólida preparação científica e cultural e proporcionar uma formação técnica que habilite para o exercício de atividades profissionais e culturais e fomente as capacidades de concepção, de inovação e de análise crítica”.

Como é o acesso ao Ensino Superior?
Como primeira condicionante tem-se a obrigatoriedade de se completar os 12 anos de escolariedade. A segunda condicionante envolve fazer provas de ingresso. Ao longo do 12o ano os alunos devem receber na sua caixa de e-mail os seus dados para poderem, mais tarde, aceder à candidatura online no site da DGES (Direcção Geral do Ensino Superior). Todos os dados que precisam para se candidatarem vêm numa folha – a ficha ENES – que devem pedir na secretaria da vossa escola assim que sairem os resultados dos exames das respectivas fases em Julho.

O que são as provas de ingresso?
Para quem tenha ouvido falar na PGA pode, à primeira, alarmar-se com estas provas. Para quem teve familiares a candidatarem-se ao Ensino Superior nos finais da década de 80 e inícios dos anos 90, decerto que ouvia falar nesta sigla. Ela siginifica “prova geral de acesso” e consistia numa prova de acesso ao Ensino Superior, obrigatória para todos os alunos que tivessem terminado o 12o ano. E uma vez que criou uma grande hostilidade junto dos alunos que consideravam que alguns dos assuntos não eram tratados nas aulas, a PGA foi substituída por aquilo que hoje se conhece como “provas de ingresso”. Ao ouvir-se falar em semelhantes provas, uma pessoa pder ser levada ao erro de pensar que tem de fazer provas específicas só para entrar na Universidade. Mas não!

Estas provas de ingresso são nada mais nada menos do que os nossos exames nacionais do 11.o e 12.o anos. Por isso, só se têm de preocupar em fazer os exames obrigatórios para acabarem o Ensino Secundário e qualquer outro exame que seja necessário para entrarem na Universidade.

Estou em Ciências e Tecnologias ou em Ciências Económicas mas quero ir para um curso na área de Humanidades? Estou em Línguas e Humanidades mas quero ir para um curso nas áreas de Ciências Exactas ou Ciências Naturais?
Isto é algo que pode parecer esquisito e sem grande lógica (embora eu própria não me importásse de ter estado na primeira situação da questão), já que aparentemente não há uma ligação directa entre estas diversas áreas e as provas de ingresso de cada curso. Mas há excepções. E há até cursos em que a junção de estas áreas seria mais proveitoso e vantajoso para os estudantes.

Enquanto que alguém em Humanidades, tendo feito só os exames referentes à sua área, apenas consegue candidatar-se a cursos nesta área; alguém em Ciências, porque fez o exame a Português, pode candidatar-se a cursos como o meu ou o de História, por exemplo. Isto é algo raro, contudo, no meu ano, tenho três colegas que vieram de Ciências e estão, assim, num curso da área de Humanidades.

Pegando neste exemplo (em baixo), aproveito para ilustrar o que vos disse em cima e para esclarecer uma dúvida deixada no blog: as provas de ingresso que se seguem dizem respeito ao curso de Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa.

04 Economia
ou
11 História
ou
18 Português

Em primeiro lugar, esclarecendo a dúvida, os números que se encontram atrás dos nomes das disciplinas são apenas os códigos destas mesmas. Eles serão necessários para preencher as folhas de inscrição nos exames nacionais.
Em segundo, como há a possibilidade de entrar com o exame de Português, qualquer pessoa na área de Ciências e Tecnologias pode candidatar-se a este curso, uma vez que este exame é obrigatório para todos os alunos, independentemente do seu curso. A prova de História poderá ser usada pelos alunos de Línguas e Humanidades (ou de Ciências Sociais e Humanas, caso não queiram usar a prova de Português). O mesmo aplica-se para à área de Ciências Económicas, mas em relação ao exame de Economia.

Como podem ver, os alunos em Ciências e Tecnologias quase que se podem candidatar a qualquer curso que queiram, qualquer que seja a área em que se insira.


Quantas provas de ingresso é que preciso de fazer?
Radiologia: Instituto Politécnico de Lisboa                                                                         Ciências Políticas: ISCTE
02 Biologia e Geologia                                                                                                              11 História
07 Física e Química                                                                                                                   ou
ou                                                                                                                                                 16 Matemática
02 Biologia e Geologia                                                                                                              ou
16 Matemática                                                                                                                            18 Português

Há sempre mais do que uma possibilidade no que diz respeito a que exames queremos escolher como nossas provas de ingresso. Isto faz que com que a escolha seja totalmente nossa. Deste modo, quando possível, pode-se optar pelo exame em que tivemos melhor nota.

Mas, enquanto que para a maioria dos cursos basta um exame (como é o caso do curso de Ciências Políticas); cursos como o de Radiologia já requererem o uso de dois exames como provas de ingresso.

O que são as médias de entrada no Ensino Superior?
Frequentemente ouvem-se expressões como esta: “a média de entrada para o curso de História da Universidade de Lisboa é 126,5 valores”, quando se fala em notas para o acesso ao Ensino Superior.

Algo que se deve ter em mente é que apesar de se usar a palavra “média” para caracterizar esse número, ele tem pouco, ou mesmo nada, de “média”. O que ele realmente representa é a classificação do último estudante que entrou para esse curso, referente à respectiva fase de candidatura. Tomando o exemplo acima dado, teoricamente, para se entrar neste curso, para o nao, tem-se de ter mais do que 126,5 valores (ou 12,65 valores). E lá porque um curso tem uma “média” de entrada baixa (ou seja, lá porque o último candidato que entrou tinha uma nota de candidatura baixa), isso não significa que esse curso deva ser desvalorizado ou que as pessoas que o frequentam são menos inteligentes do que as de cursos com “médias” mais altas.

E eu digo teoricamente porquê? Porque, por exemplo, tendo esse curso 65 vagas e se tendo candidatado 100 estudantes e, apenas 50 candidatos tenham tido mais do que os tais 126,5 valores, as restantes 15 vagas serão preenchidas pelos estudantes que tiveram menos do que esse valor mas que mesmo assim tenham tido uma nota de candidatura superior a 95/100 valores (ou 9,5/10 valores) – estes valores são os mínimos: alguém com menos do que isto (mesmo que ainda haja vagas) não é aceite.

O que é a nota de candidatura?
Em relação a este aspecto não me vou prolongar muito. E penso que seja mais simples lerem este post que fiz onde explico isto. O site que deixei neste post já não está activo, por isso, deixo-vos este que é igualmente útil para saberem que exames precisam de fazer e qual é a “média” de entrada.


Em relação a estes dois temas penso que não há muito mais por onde acrescentar novos dados e, caso tenham alguma dúvida sobre o que falei aqui não se acanhem e perguntem. Vou estar novamente bastante ocupada nas próximas semanas, basicamente até acabar as aulas deste semestre, por isso, até ao próximo mês, estes posts vão voltar a estar em “stand-by”. Aproveito, assim, também, para tentar arranjar o maior número de informações possíveis para responder às vossas questões. E vocês podem também aproveitar para deixarem mais dúvidas ou algo do género na secção de comentários à medida que se vão lembrando.

68 thoughts on “Ensino Superior: dicas, dúvidas, esclarecimentos, curiosidades… you name it

  1. anasofiacastro2009 says:

    Bom dia, eu este ano terminei o curso profissional de turismo sendo para fazer o secundário. Na altura em que entrei no 10ano tinha-me inscrito num profissional de auxiliar de saúde mas o mesmo não abriu, logo a minha opção seria ciências ou línguas e humanidades, mas a escola que eu frequentei não tinha vaga e decidi meter os pés no profissional por causa da média ser “bem mais fácil”, só que no entanto já me sinto arrependida. Após 3 anos, no último ano é que descobri que o que realmente gosto é da área de gestão, e gostava de entrar numa faculdade pública mas a minha dúvida é: na dges, na respectiva faculdade da área que pretendo,mostra 15 cursos do secundário a que a faculdade aceita, no entanto o meu curso aparece mas são cursos que não pretendo seguir.A minha média final é 16.4 valores mas por este ano estar tão baralhada acabei por perder-me nos exames e não consegui a nota de ingresso. Tenho mesmo que ingressar no ensino privado? Posso pedir bolsa de estudo no ensino privado?
    Obrigada.

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    • Maria says:

      Olá. Eu conheço muito pouco da passagem de cursos profissionais para o Ensino Superior, visto que nunca frequentei nenhum curso profissional. Contudo, no meu entender, tal passagem é possível desde que se façam os exames nacionais que te permitam teres as provas de ingresso necessárias para o curso ao qual te vais candidatar. Eu sugiro averiguares junto à universidade/faculdade que pretendes ingressar sobre a tua candidatura. Penso que não perdes nada em tentar falar directamente com a faculdade. Eu também diria que vale a pena lutar por uma média melhor, se quiseres mesmo ir para o público. Em princípio algumas universidade privadas dão bolsas aos alunos. Eu penso que a Católica é um destes exemplos, mas não sei se todas as universidades privadas oferecem bolsas de estudo. Se vires que esta é a tua última solução, eu também te aconselhava a ires à universidade averiguar como é que as bolsas de estudo são oferecidas. Espero que tenha servido de alguma ajuda. Boa sorte!

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  2. mario says:

    ola, tenho 15 anos escolhi humanidades mas o que gosto mesmo é de ciencias queria saber se é possivel terminar o 12º em humnidades e fazer um genero de um exame para entrar na universidade em biologia marinha???

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    • Maria says:

      Olá. Pelo que sei podes acabar o Secundário no curso que preferires, desde que faças os exames (provas de ingresso) necessários para entrares no curso universitário que queres. Neste caso, desde que faças todos os exames para completares o teu Secundário, incluindo ainda o exame de Bio/Geologia ou Físico-Química ou Matemática A, em princípio poderás candidatar-te a Biologia Marinha. Vais precisar de fazer Português e História A (mais os exames das tuas duas opções de 10º e 11º anos) para efectivamente ficares com o Secundário feito. E depois a realização do exame de Bio/Geologia ou Físico-Química ou Matemática A (que segundo o site da DGES são os exames que poderás usar para te candidatares a Biologia Marinha) servirá como a tua prova de ingresso para Biologia Marinha. Contudo, aconselho-te a falares com o/a teu/tua director/a de turma sobre este assunto. E possivelmente com alguém da secretaria da tua escola. Deste modo poderás ter todas as certezas sobre o que fazer a seguir. Espero que te tenha ajudado. Boa sorte!

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  3. Sara Sobreiro says:

    Boa tarde,
    estou no 11ºano no curso de ciências e tecnologias mas não estou a gostar das disciplinas opcionais de FQ e Bio/Geologia. Estava a pensar anular estas disciplinas opcionais e fazer os exames de 10 e 11ano das opcionais de Socioeconómicas (economia e geografia) no final deste ano. Isto é possível? Posso anular já essas duas disciplinas? Há alguma repercussão para a média do secundário?
    Obrigada

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    • Maria says:

      Olá. Eu penso que sendo essas duas disciplinas opcionais, elas podem ser trocadas por outras igualmente opcionais. Eu penso que só as obrigatórias é que têm de ser feitas em correspondência com o curso em que se está. Eu conheço pessoas que anularam algumas das suas opções e foram a exame a outras (de modo a trocá-las). Contudo, não sei se isto é possível para opcionais específicas (que é o caso de FQ e de Bio/Geologia). Eu aconselho-te a perguntares na secretária da tua escola se podes mudar as tuas opcionais. Como a inscrição para os exames é só para o ano, eu aconselho-te a não teres pressa em anular FQ e Bio/Geologia antes de teres 100% de certezas que as podes substituir por outras opções. Discute este assunto com o/a teu/tua director/a de turma ou com alguém na secretária antes de tomares uma decisão final. Desde que faças o número de disciplinas necessárias para a conclusão do Secundário, não importa quais sejam as disciplinas que fazes. Quaisquer que sejam as disciplinas, elas têm todas o mesmo peso para a média do Secundário. Certifica-te sempre que estás a fazer as disciplinas necessárias para entrar no curso que queres. Espero que tenha servido de alguma ajuda.

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  4. Liliana says:

    Boa tarde, realizei os exames de 11 ano de biologia e geologia este ano. gostaria de saber se for como aluna autoproposta a essas msm disciplinas no 12 ano e obter uma classificacao inferior em relação ao 11, com qual das notas é que conta como cif.

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    • Maria says:

      Olá. Desculpa pela demora nesta resposta, mas estive ausente do blog nas últimas semanas. Respondendo à tua questão, ficarás sempre com a nota mais elevada. Ou seja, se na primeira vez que fizeres o exame tirares um 17 e, na segunda vez tirares um 10, a tua nota de exame irá ser o 17, uma vez que esta é a nota mais elevada.

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  5. Sonia says:

    Ola. Preciso que me tires uma dúvida, por favor. Eu estava no 11º ano e por motivos pessoais tive que deixar os estudos. Agora estou a frequentar o EFA e acabo já para o ano. Queria entrar muito para a faculdade de letras. Que exames tenho que realizar para conseguir aceder ao ensino superior??? Obrigada🙂

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    • Maria says:

      Olá. Estando tu no EFA não sei que exames tens de obrigatoriamente fazer para concluires o Secundário, pois admito que não conheço nada do sistema do EFA, mas falando de exames necessários para ingressar no Ensino Superior, isso vai depender muito do curso que queres seguir. De um modo geral, todos os cursos de Letras aceitam Português como prova de ingresso, seguido por História. Deixo-te aqui este link para consultares que exames é que precisarás de fazer: http://www.dges.mec.pt/guias/indest.asp Espero que isto te sirva de ajuda. Boa sorte🙂

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  6. hugo says:

    Boa noite tenho uma duvida. Sou um aluno do 12ºano de economia e tenho matematica por fazer.Ha possibilidade de fazer o exame de historia e assim concluir o 12º?

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    • Maria says:

      Olá Hugo. Fazer o exame de História não irá ser um problema, porque podemos fazer exames nacionais como “alunos externos” – a pessoa tem-se de auto-propor a esse exame, na mesma altura em que também se inscreve para os restantes. Na tua escola saberão dizer-te melhor como é que este processo decorre. Agora em relação a trocar Matemática por História é que eu não sei como é que funciona. O que o Diário da República (http://www.dge.mec.pt/sites/default/files/Legislacao/dl_139_2012.pdf) refere é que “a conclusão do nível secundário depende de aprovação em todas as disciplinas do plano de estudos do curso frequentado pelo aluno”. A uma primeira leitura, isto dá a entender que temos de fazer todas as disciplinas do curso em que estamos. Contudo, não sei se podemos trocar alguma das disciplinas específicas por outras. A nível de opcionais, eu sei que podem ser trocadas, desde que se façam os respectivos exames. A nível das disciplinas específicas dos cursos é que não sei. Em princípio alguém na secretaria da tua escola deverá ter uma resposta para esta questão. Lamento não poder servir de melhor ajuda, visto que nunca estive em contacto com alguém nesta situação. Boa sorte!

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  7. Mariana says:

    Ola… Sou estudante do ensino secundário e tenho uma pequena duvida ! Sei que o acesso ao ensino superior tem algumas facilidades como por exemplo para atletas federados… No entanto disseram -me que também havia para quem fizesse voluntariado, mas não encontro qualquer tipo de informação. A minha duvida e se isso e verdade?
    Obrigada

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    • Maria says:

      Olá Mariana. Eu como nunca estive em nenhuma destas situações, infelizmente não te posso esclarecer. A única coisa que posso confirmar é que há mesmo estatutos especiais para atletas federados. E o que te aconselho fazer é colocares esta questão junto da Direcção Geral do Ensino Superior (http://www.dges.mctes.pt/DGES/pt), uma vez que é suposto eles saberem qualquer detalhe sobre o acesso ao Ensino Superior. Espero que consigas encontrar uma resposta para a tua dúvida.

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  8. Filipa says:

    Olá! Eu estou em Línguas e Humanidades, mas já frequentei ciências e tecnologia, contudo neste momento não estou satisfeita e confesso que já tenho saudades de ciências. Quando for para a universidade posso seguir algo relacionado com ciências através de humanidades? Ou posso fazer o exame de física e química e matemática A para entrar?

    Obrigada.

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    • Maria says:

      Olá! Para entrares na Universidade podes estar numa área qualquer, mesmo que essa não seja a área do curso ao qual te vais candidatar. O que PRECISAS mesmo é de ter as provas de ingresso (isto é, os exames nacionais) certas. Podes acabar o teu Secundário em Humanidades, mas tens de TER os exames de ciências feitos. Por exemplo, para o curso de Biologia na FCUL precisas de ter um destes conjuntos de exames: a) Biologia e Geologia; 2) Física e Química; 3) Biologia e Geologia e Matemática A. Boa sorte!

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  9. Beatriz Loureiro says:

    Olá!
    Tenho uma dúvida que talvez possas esclarecer.
    Quando dizem que há duas provas de ingresso e que a nota das provas de ingresso que preciso de ter é por exemplo 9.5 , quer dizer que tenho de ter NAS DUAS mais de 9.5 ou quer dizer que a média das duas é mais de 9.5?
    Posso ter tipo 15 numa e 7 noutra e dando uma média maior que 9.5 sou aceite?

    Obrigada

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    • Maria says:

      Olá! Eu quando entrei no Ensino Superior foi apenas com uma prova de ingresso, pelo que não sei bem como é que funciona com duas provas de ingresso. Como geralmente o que apresentam nestes casos é que as provas de ingresso valem 50% da nota de candidatura (sendo que os outros 50% é a média do secundário), eu sou levada a crer que tu tens razão e que poderá ser a média das duas provas. No entanto, eu não tenho certezas, especialmente depois de ler esta página (http://www.dges.mec.pt/guiaexames/faqC.html), em que na questão nr. 28 diz que algumas instituições podem exigir um mínimo de 9,5 valores nos exames. Mas como eu não tenho a certeza, aconselho-te a colocares esta questão na tua escola; de certo que algum dos teus professores saberá responder a esta questão. Em último caso, poderás colocar a tua questão à Direcção Geral do Ensino Superior. Espero ter servido de alguma ajuda. Caso tenhas outra dúvida é só colocares.

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  10. Helena says:

    Olá, terminei agora o secundário e quero concorrer ao ensino superior. Como tal, tenho andado a pesquisar muitos cursos e universidades. Um dos fatores decisivos é o preço. Tenho visto nos ‘preçários’ das universidades e apresentam valores para ‘candidatura’ e valores para ‘matricula’. O valor da matricula só tenho de pagar na universidade em que for colocada, certo? O valor da candidatura tenho de pagar em todas as universidades que concorrer????

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    • Maria says:

      Em relação à parte da “candidatura” não te posso ajudar, pois não sei do que estás a falar. Tanto quanto me lembro, quando me candidatei online não paguei nada, por isso, lamento mas não sei mesmo o que te responder. Em relação à da “matrícula”, sim é uma taxa que se paga no dia em que se faz a matrícula na faculdade/universidade em que fores aceite. Se tiveres mais alguma questão, é só dizeres.

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    • Maria says:

      Para nos candidatarmos à Universidade temos de ter o Ensino Secundário completado. Ou seja, temos de ter feito os quatro exames obrigatórios do nosso curso e ter passado a todas as disciplinas (sejam elas opções, específicas ou gerais). Espero ter ajudado.

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  11. Carolina says:

    Olá! eu tenho uma dúvida um pouquinho diferente… Estou em Ciências e Tecnologias, já fiz o 12º ano, mas deixei a matemática para trás e só tenho o 10º ano feito. Queria fazer o exame este ano mas queria ter outra opção de lado para o caso de não o conseguir fazer. Quero ir para um curso de letras (e hoje arrependo-me de não ter ido logo para línguas e humanidades!) e disseram-me que para isso tenho que fazer os exames de história e geografia como específica do curso de humanidades e isso daria-me equivalência ao curso. A minha dúvida é, tenho que fazer estes exames, ou posso entrar com o exame de português? E a matemática A tenho mesmo que fazer o exame?

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    • Maria says:

      Olá. Em primeiro lugar, para concluires o teu Secundário tens de fazer, no mínimo, 4 exames nacionais: ou seja, tens de fazer o exame de Português (que é obrigatório para todos os alunos, independentemente do curso em que estão); tens de fazer o exame da disciplina específica (ou Matemática A ou Desenho A ou História A); por último, tens de fazer os dois exames das tuas disciplinas opcionais de 10.º e 11.º ano. Se quiseres acabar no curso de Ciências, tens de obrigatoriamente fazer o exame de Matemática A. Mas, por outro lado, se quiseres acabar no curso de Humanidades penso que, para além de História A, terás de fazer as opções deste curso, que não são iguais às de Ciências. Contudo, se o curso para o qual queres ir, aceita o exame de Português como prova de ingresso, penso que o melhor que tens a fazer é entrar com este curso, e fazer o exame de Matemática A, já que sem ele não podes terminar o Secundário.

      Espero ter-te ajudado. Eu não tenho a certeza absoluta disto, por isso, talvez possas perguntar a algum professor teu, pois eles deverão ter mais certezas do que eu.

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  12. SS says:

    preciso de ajuda :s . estou em Ciências Económicas (12ano) mas quero ir para um curso na área de Humanidades , nomeadamente Direito.. pelo que vejo as provas de ingresso são Portugues e Historia, sou literalmente obrigada a fazer exame a historia ?

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    • Maria says:

      Efectivamente isso confirma-se. Estive a ver no site da DGES e tens mesmo de fazer os dois exames: Português e História. Só encontrei duas excepções: a Universidade do Minho, que só requer uma, logo podes-te candidatar para aí só com Português; e a Universidade de Coimbra, em que te pede dois exames entre estes três: Português, Inglês e História. Se te quiseres candidatar para as restantes (Lisboa, Nova de Lisboa e Porto) tens mesmo de fazer o exame de História para além do de Português.

      Se tiveres mais alguma dúvida, é só dizeres.

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  13. Maria Rita says:

    Eu não sei bem é qual é a diferença entre Ciências da Comunicação e Ciências da Comunicação e Cultura… Tenho estado atenta para a Faculdade de Letras de Lisboa, que tem esse curso da “Ciência da Cultura” e para a Católica de Lisboa com “Comunicação Social e Cultural”. A católica apesar de ser privada, oferece oportunidades únicas… Estágios renumerados na TVI durante um ano ou na Rádio Renascença, etc. Estou mesmo interessada.

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  14. Maria Rita says:

    Obrigada querida, estes posts são com certeza uma grande ajuda! Eu gostava muito de entrar na tua faculdade, para Ciências da Comunicação mas a média é altíssima… Sabes com quanto é que entrou o último candidato para esse curso este ano?

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  15. valy says:

    sim,vivo no porto.agora sim que vou só para arqueologia,quero me sujar pelo bem da arqueologia xD depois que descobri que vivo perto de um castro romano,com certeza vou querer um curso que tenha trabalho de campo.

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  16. Cátia says:

    adorei o post! está muito completo e vou esperar pelos próximos!
    ainda não tinha cá vindo comentar porque queria lê-lo com calma e olha, está fantástico! (:

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  17. valy says:

    e como são os livros no curso?alguns são em inglês ou são todos em português? já me disseram de outros cursos que tem alguns livros em inglês.

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  18. valy says:

    A partida vou ter de escolher duas disciplinas mas parece que vai ocorrer cortes orçamentais e a escola vai nos obrigar a escolher só uma,gostava de escolher antropologia,mas minha escola não tem, por isso fico entre inglês e sociologia,penso que devo escolher inglês,pois se quero ir para o exterior é melhor desenvolve-lo.

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  19. valy says:

    estou no 11º ano e tenho media de 12,por isso se eu conseguir subir pelo menos 1 ou 2 valores no próximo ano devo conseguir entrar bem,queria media de 15,16, mas para a frente vejo se corre como esperava.

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  20. valy says:

    Adorei esse post,se pudesses fazer outro que explicasse um pouco sobre o curso de arqueologia,iria adorar.Tenho de aumentar a minha média só por segurança,será que com 16 no exame de historia entramos logo?

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  21. valy says:

    Adorei esse post,se pudesses fazer outro que explicasse um pouco sobre o curso de arqueologia,iria adorar.Tenho de aumentar a minha média senão não consigo entrar😦 ,mas de certeza que consigo aumentar 4 valores em um ano escolar.

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  22. teen glam says:

    achei o post super interessante. Eu ainda não estou na universidade, mas ja deu para ficar esclarecida sobre alguns assuntos que eu nem fazia ideia.🙂
    beijinhos

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  23. Andreia says:

    Gostei imenso! Muito obrigada pelo esclarecimento da dúvida um pouco tonta que eu tinha colocado e conseguiste me esclarecer muito mais coisas das quais eu não fazia a mínima ideia.
    Mais uma vez obrigada!🙂

    Beijinhos*

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  24. Fashion Always says:

    adorei o post, e olha identifico-me muito contigo podes ter a certeza!
    apesar de humanidades, e letras não serem bem a minha área nem a área que pretendo seguir, acho que foste bastante esclarecedora em todos os pontos
    E a mim tiras-te ainda algumas dúvidas, obrigado🙂

    Beijinhos

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