RWSP17 #Abril – Um filme baseado numa história verídica

*non-spoiler free

A incrível história de Katherine Johnson, Dorothy Vaughn e Mary Jackson – mulheres afro-americanas brilhantes que trabalham na NASA e são os cérebros por trás de uma das maiores operações da história: o lançamento do astronauta John Glenn para a órbita, um incrível feito que restaura a confiança da nação, agita a Corrida Espacial e reanima o mundo. O trio visionário atravessa género e raças para inspirar as gerações a sonharem alto.” (x)

Ver filmes é um dos hobbies que me dá mais satisfação. E se há anos em que os vejo às dezenas e dezenas, há outros em que basicamente posso usar os dedos das minhas mãos para os contar. Acho que este ano irá ser sem dúvida o último caso. O tempo livre para filmes não tem sido muito, e bem sei que, até ao final do ano, a situação não irá melhorar, mas mesmo assim, consegui ver este filme três vezes. Eu quando descobri este projecto e vi qual era o objectivo para Abril, soube logo que era a perfeita desculpa para rever este filme por uma segunda vez, levando o total de visualizações para três.

A repetição pode levar ao enjoo, mas eu seria bem capaz de ver este filme umas boas dezenas de vezes. O conjunto de sentimentos que se sentem a ver o filme pela primeira vez, repetiu-se pelas restantes vezes que o vi, mesmo sabendo já o que iria acontecer. Todos os momentos de contestação à segregação racial e ao privilégio branco fizeram-me chorar que nem uma madalena arrependida, mesmo tendo os visto por uma terceira vez. Se esta não é uma das melhores maneiras de demonstrar a qualidade deste filme, não sei quais serão. Mesmo não sendo a minha história, é com orgulho e felicidade que vejo o lugar das mulheres afro-americanas na nossa História ser reconhecido. A verdade é que a História não é feita, nem foi feita, só por homens, e muito menos só por cidadãos brancos, por isso, sabe-se lá que detalhes e que personagens são nos totalmente desconhecidos ainda hoje, mesmo com a toda a investigação ao passado que é feita actualmente.

Eu tenho estado a ser muito esquisita com os filmes para ver este ano. O tempo não é infinito para vê-los, por isso há que fazer o meu tempo valer, e como tal, tenho estado a escolher a dedo os filmes para ver. Mas apesar de estar a escolher filmes de muito boa qualidade – bem, com uma pequena excepção; se eu soubesse dos detalhes todos, nem teria visto esse filme, Manchester By the Sea -, este não deixou de se destacar sempre que o vi. Este é um filme simplesmente fantástico, não só pela história que conta ou pelo brilhante elenco feminino que tem, mas também pelos detalhes que decidiram incorporar e pela música sonora. Embora não retire o mérito à Octavia Spencer pela sua mais recente nomeação para um Oscar, a Taraji P. Henson e a Janelle Monáe também deveriam ter sido reconhecidas pela Academia pelas suas brilhantes prestações. Só por este filme dá-me vontade de dizer que deveria existir uma categoria de “melhor elenco”, especialmente feito para estas três mulheres espectaculares.

SPOILERS ALERT
O único detalhe de que sou menos fã é quando o director do Space Task Group decide abolir a segregação em termos de casas de banho dentro da NASA. Embora filmes como este sejam inspirados ou baseados em factos verídicos, há sempre detalhes externos que são incorporados para fins de romantizar a história. Por isso é que tenho muitas dúvidas em relação a esta cena. Estes eventos aconteceram realmente como foram relatados e executados no filme? Ou este é mais um daqueles casos em que o Branco vem salvar a civilização?

Mas colocando este detalhe à parte, este é um filme mesmo extraordinário. Se ainda não o viram, aconselho-vos vivamente a fazê-lo.

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6 Months Update


It has been a while since I have last written in here. It has actually been half a year, but who is counting, right? I still published a few posts in the meantime – well a while ago last year -, but those were mostly scheduled texts. I am not sure if this is me getting back into the blogosphere, but for now I am leaving this tiny update of the past half a year.

I would say that the main reason for being away was that I did not have much time to actually fully write something and publish it here. I did have a little free time, but honestly, in a matter of days, I really lost interest in writing for this blog. The thing is, the past two semesters – yeah; perks of not having extended Christmas holidays until February is that we get to finish our lectures at the end of March – were absolutely exhausting, in so many levels but mostly psychologically, so the little free time I had was basically used to catch up with my family and friends back home – yap, still in ‘terras de sua majestade’ (i.e. London) – and to watch tv shows. I have continued to check (the usual) blogs, but the will to write never really came back. Maybe now it is the time, maybe not.

I have always had a problem in judging my academic years until I had every single final result for all my modules, so I am not really sure how well or not this first year of my Masters is going. So far everything has been in the Distinction range, so hopefully it will at least stay there, though the goal is to reach Merit. But apart from that, I think it has been a good first year. The students have not pissed me off – though I cannot say the same about the people I live with, bloody lousy freshers -, the professors have not pissed me off, neither have the modules that I was doing – one final 4000-word-essay and I will be done for this year -, so this is basically the perfect academic experience ever. And finally I did not have my (future) thesis supervisor just throw a bloody random dissertation theme at me. Quite the contrary actually. Not only the professor gave me different options to choose from, he even let me know that other two professors had collections of their own that I could use for my thesis. And oh my, those two collections. Without saying much, they are from two extremely well-known and important sites in the United Kingdom and Tanzania – so, no pressure at all if I end up doing a thesis on one of them. As I still have another academic year ahead of me, nothing is decided yet, but the perspectives for my thesis dissertation are way better than they were for the past two I have written.

One of the best parts of this Masters is that it is mostly practical. Obviously there will always be theory behind it, otherwise it would be a very shitty science what we are doing, but I have never had this much amount of practical modules before – well, except for my year in Geology at FCUL. It was very exciting but at the same time quite stressful because that meant we had a lot of extra work to do. Funny part is that most of us had such a filled first semester, that it seemed we were doing nothing in the second one. The more I see how different universities work, and how different their Archaeology curricula are, the more I sort of do not dislike the idea of an administrative position.

Being doing this Master as a part-time student, us being way far away from the richest periods of this century, and the fact that I am old enough to not depend entirely on my parents, meant it was time to find a part-time job. There are not that many part-time jobs that allow you to only work on specific days, so that whenever you have lectures you will not have to work. This basically means we are confined to work on retail. I am bloody grateful for the job that I have now, despite all the stress it has caused me. More than me being flexible, it is actually the managers that are quite flexible, which is more than great. I am not going to sugar coat it because most times it has been a nightmare to juggle my student and worker responsibilities. Even though I have only been working the minimum hours, most times it still meant I only had one free day during the week, and weekends off were frequently non-existent. This meant that the little free time I had was used to study, write my essays, and so forth. After a while it was easy to not have any will to write in here as I was mostly exhausted by the time I was free after dinner. And having this job meant that from October until now I only had two days of real holidays. Because I am working on retail and stores barely close – like really, we only close two days a year, Sunday Easter and Christmas Day -, and Christmas is our busiest time of the year, it meant no Christmas holidays at all, no New Years holidays at all, no going back home at all. This was bloody difficult to swallow because as students, no matter what, we are always too used to our weekends free, to our extensive holidays, and this was the moment that I basically realised that I am never getting that back again, even if I start working in academia. I guess it was about time to get into real adulthood. I am sorry but until you start working or until you have a family, you really do not have that many responsibilities. The life of a student is a blessing and a great privilege. Do not take it for granted. Adult responsibilities suck!

So basically these have been my last six months in London. It has not been pretty most of the time, but there is not much I can complain about. Or, I mean, I can complain but I cannot forget the privilege stool in which I am standing on top of. As I said, I do not know what this post really means, if I am coming back for real, if it will only be temporary. I guess we will see soon.

FashionSkribo apresenta… “Fantastic Beasts and Where to Find Them”

fantastic-beasts_movie-poster‘Fantastic Beasts and Where to Find Them’ começa em 1926 quando Newt Scamander tinha acabado de completar uma excursão global para procurar e documentar variedade extraordináriaia de criaturas mágicas. Chegando a Nova Iorque para uma breve pausa, ele poderia ter vindo e ido sem quaisquer problemas… se não fosse por um No-Maj (americano para muggle) chamado Jacob, uma mala mágica perdida, e a fuga de algumas das criaturas fantásticas de Newt, o que poderia significar um grande problema para o mundo mágico como muggle” (x)

Realizado por David Yates e produzido por David Heyman, J. K. Rowling, Steve Kloves e Lionel Wilgram, “Fantastic Beasts and Where to Find Them” conta com a participação de Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Folger, Alison Sudol, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo, Colin Farrell, Ron Perlman, Josh Cowdery, Ronan Raftery Johnny Depp, Faith Wood-Blagrove, Jenn Murray, Sean Cronin, Gemma Chan e Zoë Kravitz, entre outros. Este filme é baseado na obra homónima de J. K. Rowling, cuja adaptação cinematográfica foi escrita pela mesma.

“‘Fantastic Beasts and Where to Find Them’ opens in 1926 as Newt Scamander has just completed a global excursion to find and document an extraordinary array of magical creatures. Arriving in New York for a brief stopover, he might have come and gone without incident…were it not for a No-Maj (American for Muggle) named Jacob, a misplaced magical case, and the escape of some of Newt’s fantastic beasts, which could spell trouble for both the wizarding and No-Maj worlds” (x)

Directed by David Yates and produced by David Heyman, J. K. Rowling, Steve Kloves, and Lionel Wigram, “Fantastic Beasts and Where to Find Them” stars Eddie Redmayne, Katherine Waterston, Dan Folger, Alison Sudol, Ezra Miller, Samantha Morton, Jon Voight, Carmen Ejogo, Colin Farrell, Ron Perlman, Josh Cowdery, Ronan Raftery Johnny Depp, Faith Wood-Blagrove, Jenn Murray, Sean Cronin, Gemma Chan, and Zoë Kravitz, amongst others. This film is based on J. K. Rowling’s eponymous novel, whose adapted screenplay was written by the same author.

Até ao momento, este filme tem uma classificação de 77% (com base em 149 críticas) no website rottentomatoes, o qual apresenta o seguinte comentário: “‘Fantastic Beasts and Where to Find Them’ baseia-se na mitologia rica de Harry Potter para nos entregar um spin-off que deslumbra-nos com a sua própria magia”. Peter Bradshaw (The Guardian) diz que este é “um entretenimento rico, barroco e intrincadamente detalhado”. Há espaço igualmente para momentos divertidos e sérios. Ambos Eddie Redmayne e Katherine Waterston são altamente prezados por este crítico. Aliás, as suas prestações são prezadas por vários críticos, entre eles, Joe Dziemianowicz (NY Daily News) e Richard Lawson (Vanity Fair). Contudo, a densidade de cenas para capturas cada uma destas criaturas é capaz de ser um pouco demais (Helen O’hara, Empire). O filme em si é mesmo capaz de ser demasiado denso devido à quantidade de desenvolvimento do enredo que nos é dado (Stephanie Zacharek, Time).

So far this film has a score of 77% (based on 149 reviews) on the rottentomatoes website, which presents the following comment: “‘Fantastic Beasts and Where to Find Them’ draws on Harry Potter’s rich mythology to deliver a spinoff that dazzles with franchise-building magic all its own”. Peter Bradshaw (The Guardian) says that this is “a rich, baroque, intricately detailed entertainment“. There’s equal room for fun and serious moments. Both Eddie Redmayne and Katherine Waterston are highly praised by this critic. Actually, their performances have been praised by several critics , such as Joe Dziemianowicz (NY Daily News) and Richard Lawson (Vanity Fair). However, the density of scenes to capture each one of these creatures may be a little too much (Helen O’hara, Empire). The film itself may actually be too dense due to the amount of plot development we are given (Stephanie Zacharek, Time).

fantastic-beasts_movie-pictureFantastic Beasts and Where to Find Them” estreia hoje (18 Novembro) nos Estados Unidos da América. A sua estreia em Portugal deu-se ontem, dia 17 Novembro. O conteúdo apresentado neste post foi retirado dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com e mag.sapo.pt/cinema.

Fantastic Beasts and Where to Find Them” premieres today (18th November) in the United States and United Kingdom. It will have premiered in several countries by the end of this month. The information provided in this post was taken from the following websites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com and imdb.com.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme? | Anyone interested in watching this film?

Georges Hobeika @ Paris Fashion Week Fall 2016

Hoje apresento-vos a nova colecção de Outono/Inverno de Georges Hobeika. Esta é uma casa de moda de alta costura libanesa, fundada em 1995 pelo próprio Georges Hobeika. Esta casa de moda tem quatro linhas de roupa diferentes, tanto no grupo de pronto-a-vestir como no grupo de alta costura: Georges Hobeika Couture, Georges Hobeika Bridal, Georges Hobeika Signature e GH by Georges Hobeika. Ele já vestiu dezenas de celebridades, incluindo Diane Kruger, Marion Cotillard e Elle Fanning.

Today I present you guys the new Georges Hobeika’s Autumn/Winter collection. This is a Lebanese haute couture fashion house created in 1995 by Georges Hobeika himself. This fashion house has four different lines of clothing, either in the haute couture or ready-to-wear groups: Georges Hobeika Couture, Georges Hobeika Bridal, Georges Hobeika Signature and GH by Georges Hobeika. He has dressed dozens of celebrities, such as Diane Kruger, Marion Cotillard and Elle Fanning.

georges-hobeika-fall-2016-1 georges-hobeika-fall-2016-2 georges-hobeika-fall-2016-3This is the first time that I am seeing and writing about a collection from this fashion house, but this without a single doubt one of my favourite collections from this season. This is a more formal collection than those I usually present here, but even so I believe it is still perfectly adequate for our lives. The use of neutral colours, such as black and white, is one of the main highlights of this collection, but also the use of dark colours, as purple and red. This collections presents the following trends: asymmetry (outfits 1, 5 and 10), transparency (outfits 1, 2, 3, 7, 8 , 14, 17 and 18), laced details (outfits 1, 2, 7, 8, 9, 15, 15 and 17), embroidery (outfits 4, 7, 10, 14, 16 and 17), and patterns (outfits 4, 5 and 6). And I am utterly in love with outfit 6.

Esta é a primeira vez que vejo e que falo de uma colecção desta casa de moda, mas esta é sem dúvida uma das minhas colecções favoritas desta estação. É uma colecção um pouco mais formal do que algumas que tenho vindo a apresentar, mas mesmo assim penso que é perfeitamente aplicável às nossas vidas. A aposta em cores neutras, como o branco e o preto, é o principal destaque desta colecção, mas também o seu uso de cores escuras como o roxo e o vermelho. Esta colecção apresenta as seguintes tendências: assimetria (conjuntos 1, 5 e 10), transparência (conjuntos 1, 2, 3, 7, 8, 14, 17 e 18), rendilhado (conjuntos 1, 2, 7, 8, 9, 14, 15 e 17), bordados (conjuntos 4, 7, 10, 14, 16 e 17) e padrões (conjuntos 4, 5 e 6). E eu estou simplesmente apaixonada pelo conjunto 6.

O que acham desta colecção? Quais são os vossos conjuntos favoritos? | What do you think of this collection? Which outfits are your favourites?

FashionSkribo apresenta… “The Girl on the Train”

the-girl-on-the-train_movie-posterThe Girl on the Train‘ é a história da vida de Rachel Watson após o seu divórcio. Todos os dias, ela apanha o comboio para trabalhar em Nova Iorque, e todo os dias o comboio passa pela sua casa antiga. A casa onde ela vivia com o seu marido, que ainda mora lá, com a sua nova mulher e filho. Enquanto ela tenta não focar-se na sua dor, ela começa a observar o casal que mora algumas casas abaixo – Megan e Scot Hipwell. Ela cria uma vida de sonho maravilhosa para este casal na sua cabeça, sobre como eles são a perfeita família feliz. E num dia, quando o comboio passou pela casa do casal, ela vê algo chocante que a enche de raiva. No dia seguinte, ela acorda com uma ressaca horrível, várias feridas e contusões, e sem memória da noite anterior. Ela apenas tem um pressentimento: algo de mau aconteceu. Em seguida vêm os relatórios televisivos: Megan Hipwell está desaparecida. A Rachel começa a investir o seu tempo no caso e a tentar descobrir o que aconteceu à Megan, onde é que ela está, e exactamente o que é que ela própria fez na mesma noite em que a Megan desapareceu.” (x)

Realizado por Tate Taylor e produzido por Marc Platt, “The Girl on the Train” conta com a participação de Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Édgar Ramirez, Lisa Kudrow e Laura Prepon, entre outros. Este filme é baseado na obra homónima de Paula Hawkins, cuja adaptação para o grande ecrã foi escrita por Erin Cressida Wilson.

The Girl on the Train’ is the story of Rachel Watson’s life post-divorce. Every day, she takes the train in to work in New York, and every day the train passes by her old house. The house she lived in with her husband, who still lives there, with his new wife and child. As she attempts to not focus on her pain, she starts watching a couple who live a few houses down — Megan and Scott Hipwell. She creates a wonderful dream life for them in her head, about how they are a perfect happy family. And then one day, as the train passes, she sees something shocking, filling her with rage. The next day, she wakes up with a horrible hangover, various wounds and bruises, and no memory of the night before. She has only a feeling: something bad happened. Then come the TV reports: Megan Hipwell is missing. Rachel becomes invested in the case and trying to find out what happened to Megan, where she is, and what exactly she herself was up to that same night Megan went missing.” (x)

Directed by Tate Taylor and produced by Marc Platt, “The Girl on the Train” stars Emily Blunt, Rebecca Ferguson, Haley Bennett, Justin Theroux, Luke Evans, Allison Janney, Édgar Ramirez, Lisa Kudrow, and Laura Prepon, among others. This film is based on Paula Hawkins’ eponymous novel, whose adapted screenplay was written by Erin Cressida Wilson.

Até ao momento, este filme tem uma classificação de 46% (com base em 138 críticas) no website rottentomatoes, o qual apresenta o seguinte comentário: “o excelente desempenho de Emily Blunt não é suficiente para prevenir que ‘The Girl on the Train‘ descarrile lentamente até um melodrama explorador”. Owen Gleiberman (Variety) escreve que como um thriller este filme é assim-assim, mas como 112 minutos de um mau comportamento psico-dramático, o filme é capaz de captar a atenção da sua audiência. O filme parece não ser capaz de captar a nossa imaginação para desvendar os seus mistérios, e os plot twists pouco impacto têm (Jonathan Pile, Empire; Stephanie Zacharek, Time). De destacar que a prestação de Emily Blunt é prezada por estes críticos, com a excepção de Jonathan Pile (Empire).

So far this film has a score of 46% (based on 138 reviews) on the rottentomatoes website, which presents the following comment: “Emily Blunt’s outstanding performance isn’t enough to keep ‘The Girl on the Train‘ from sliding sluggishly into exploitative melodrama”. Owen Gleiberman (Variety) writes that as thriller this film is just so-so, but as 112 minutes of psychodramatic bad-behaviour, it may just be capable of catching its audience’s attention. This film seems to not be able of capturing our imagination to unlock its mysteries, and the plot twist have little to no impact (Jonathan Pile, Empire; Stephanie Zacharek, Time). It is worth highlight that all these critics have praised Emily Blunt’s performance, with the exception of Jonathan Pile (Empire).

the-girl-on-the-train_movie-pictureThe Girl on the Train” estreia hoje (7 Outubro) nos Estados Unidos da América. A sua estreia em Portugal deu-se no dia passado dia 5 de Outubro. O conteúdo apresentado neste post foi retirado dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com e mag.sapo.pt/cinema.

The Girl on the Train” premieres today (7th October) in the United States. This film has premiered in a few countries do far, including United Kingdom, Philippines and Macedonia; it will premiere in several more countries until the end of November. The information provided in this post was taken from the following websites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com and imdb.com.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme? | Anyone interested in watching this film?

My 2016 in Movies #4

Este ano tem sido mesmo horrível para ver filmes. Sem dúvida devido à falta de organização, mas também falta de paciência. Sabe-se lá mas estas férias passei por uma daquelas fases em que consigo aguentar várias horas seguidas de uma série, mas umas duas horas para ver um filme já parece uma eternidade. Enfim… Mas lá adicionei mais uns cinco filmes à minha lista deste ano. Aproveitando que em Londres não há grandes problemas em os filmes estrearem, mais mês menos mês, quero ver se vejo alguns filmes que não teria hipótese de ver se ainda estivesse em Portugal – os preços é que não são os mais amigáveis de sempre.

This year has been really terrible for me to watch films. There’s no doubt that it is mostly due to my lack of organisation, but also due to a lack of will and patience. God knows why but these holidays I went through a phase of managing to binge-watch hours of tv shows, but a couple of hours for a film always seemed like too much to handle. Oh well… I eventually added five more films to this year’s list. Taking advantage of being in London right now, and that here we don’t have much problems with films premiering here, I really wanna see a few films that otherwise I wouldn’t have a chance to seeing in Portugal – though the prices here are not friendly at all.

burntGenre: Drama | Comedy
Year: 2015
Director: John Wells
Tomatometer: 29%
My rating: ★★★

Eu basicamente não conhecia nada acerca deste filme antes de o ver, mas mesmo assim de algum modo acabei por ter algumas expectativas elevadas, que eu não acho que tenham sido interinamente correspondidas. O enredo entretém-nos o suficiente, especialmente naquelas viagens de avião mais aborrecidas, embora não seja de todo original; eu tenho mesmo de dizer que este filme é algo cliché. Eu penso que o elenco principal fez um bom trabalho com as suas personagens, ainda que estas não seja de todo aquele tipo de personagens complexas que são um verdadeiro desafio. E eu devo dizer que estou um pouco desapontada com o Daniel Brühl. Demonstrar sentimentos por outra pessoa não é algo que se faça facilmente de olhos fechados, e no caso da sua personagem, não sei se o problema foi uma personagem mal escrita ou uma prestação menos boa do actor (ainda que algumas cenas tenham sido muito boas).


I didn’t know much about this film before I saw it but somehow I managed to have a few high expectations about it, which I’m not sure they were entirely met. The storyline is entertaining enough, especially for boring airplane journeys, though absolutely not original at all; I really have to say this film is quite the cliché. I think the main cast did a good job with their characters, though these weren’t exactly the complex-type ones that are really a challenge. And I do have to say I’m a bit disappointed with Daniel Brühl. Conveying feelings for someone else is not something that it’s done with your eyes close, and in his character’s case, I’m not sure if the problem here was a poorly written character or a not-so-good performance from the actor (though some scenes were actually quite well played).

suicide-squadGenre: Action | Adventure | Fantasy
Year: 2016
Director: David Ayer
Tomatometer: 26%
My rating: ★★★★

Considerando a discrepância entre as críticas e quão fantásticos são os trailers, não sei bem se tinha baixas ou altas expectativas em relação a este filme. Eu estava era mais preparada para o pior, mas à espera de ser surpreendida. E afinal o filme até nem é tão mau como o pintaram. Honestamente é tão bom como qualquer outro filme de super-heróis. Montes e montes de acção com violência pelo meio, espécies de desenvolvimento de personagens com a sua história de origem por trás, e muito bons efeitos visuais e de som. Na realidade, talvez ou não porque fui ver o filme em 2D e não em 3D, os efeitos especiais foram dos melhores que já vi para este género nos últimos anos; muito mas muito bons. Obviamente este não é o filme mais socialmente junto: é claro que tem duas personagens principais de côr e outras como secundarias, mas não deixa de ser white-dominated, estas personagens de cor continuam a ser irrealisticamente representadas por estereótipos e as mulheres ainda são vistas como objectos sexuais (contudo não posso dizer muito aqui porque não conheço bem a Harley Quinn nem o seu lugar original nesta história). E alguns bocados do enredo são parvos – vou ficar para sempre profundamente ofendida pela história de origem da Enchantress. Mas no final, os flashbacks estão na realidade bem articulados com a história, apesar de poderem ter sido melhor desenvolvidos e terem abrangido igualmente todos os membros do esquadrão; a acção levou o seu tempo para aparecer de definitivo mas não é um detalhe péssimo como muitos escreveram – caramba, eles tinham de explicar todo o objectivo de se ter este esquadrão e qual era o background destas personagens -; e o final não é assim tão confuso como o pintaram, é mas é cliché até dizer chega. O que eu concordo com estas críticas é que o Will Smith foi fantástico. Uma prestação muito boa sua e da Viola Davis. E a Margot Robbie roubou todas as atenções nas cenas em que estava – aquelas que se focavam um pouco mais nela – com uma personagem leve e divertida. Ainda, o Joker deixou-me com uma sensação agridoce. O Jared Leto fez um óptimo trabalho com a parte mais crazy da personagem, mas já não sei se consigo dizer o mesmo daquela vibe gangster – a não ser que esta tenha sido uma decisão deliberada dos argumentistas e do realizador, então aí ele também fez um bom trabalho. Por último, acho a classificação da rottentomatoes completamente absurda.


Considering the discrepancy in the reviews and how great the trailers are, I’m not really sure if I had low or high expectations about this film. I guess I was mostly prepared for the worse but hoping for the best. And it turns out it wasn’t that bad as people made it look like. Honestly it is as good as any other superhero film out there. Lots and lots of action with violence in between, sort of character development with background stories and great visual and sound effects. Actually, maybe it’s because I saw it in 2D and not 3D or maybe not, but it’s visual effects were some of the best I’ve seen for this genre in years; so so good. Obviously it’s not the most socially just film out there: it certainly had two PoC characters as leads and other PoC as secondary ones but it’s white-dominated, PoC are still characterised by their unrealistic stereotypes and women are still seen as sexual objects (though I can’t say much here because I don’t really know Harley Quinn and her original place in this whole story). Bits of the storyline are stupid as hell – I’m forever going to be truly offended by Enchantress’ background story. But then, the flashbacks were actually well articulated with the story, though they could have developed them better and equally for every member of the squad; the action took its time to make an appearance but it isn’t as bad as people say it is – for fuck sake they had to give as a context for the whole point of the squad and explain us who they were -; the ending is not that confusing and messy, it is simply cliché as hell. What I do agree most with these reviews is how amazing Will Smith was. Really great performance from him and Viola Davis as well, and then Margot Robbie does still the spotlight in every scene she’s in – the ones where her character is focused, I mean – with a light and funny character. Also, this joker feels a bit weird. Jared Leto definitely did a great job with the crazy part of his personality, but I’m not so sure with the whole gangster vibe he had – if that was entirely the writers and director’s decision, then he definitely made a good job there too. Finally, I think rottentomatoes’ score is absolutely ridiculous.

beginnersGenre: Comedy | Drama | Romance
Year: 2010
Director: Mike Mills
Tomatometer: 84%
My rating: ★★★★

Este é um filme leve, divertido, aaa, esquisito e adorável. Apesar de não ser a melhor obra-prima que verão, a verdade é que o filme consegue deixar-vos com uma sensação de satisfação depois de o verem. Não que o Christopher Plummer não seja um grande actor – não há dúvidas em relação a isso – mas na minha mais sincera opinião, o Ewan McGregor acaba por se destacar mais. Este é um filme bastante simples, com uma história igualmente simples mas bonita. Se calhar sou completamente tendenciosa porque este filme tem o Ewan McGregor e a Mélanie Laurent; se calhar não sou. Tudo o que sei é que recomendo este filme.


This is a light, funny, dorky, quirky, weird, and lovely film. Even though it isn’t the best masterpiece you’ll ever see, it can definitely leave you with a satisfying feeling inside your heart.  Not that Christopher Plummer isn’t a great actor – that’s not even a question – but in my humble opinion Ewan McGregor does stand out more. This is a really simple film with an equally simply but quite beautiful story. Maybe I’m just being too biased because it stars Ewan McGregor and Mélanie Laurent; maybe I’m not. All I know is that I recommend this film.

tronGenre: Sci-Fi | Action | Adventure
Year: 2010
Director: Joseph Kosinski
Tomatometer: 51%
My rating: ★★1/2

Para ser completamente sincera não sei o que escrever aqui. Este é um daqueles filmes que são simplesmente medianos. Não são muito bons mas também não são muito maus. É por acaso completamente indicado para aqueles dias em que estamos mesmo aborrecidos.  O seu enredo é praticamente previsível desde as primeiras cenas, não tem personagens muito bem desenvolvidas ou interessantes. Tem contudo bons efeitos especiais, e é um filme visualmente agradável de se ver, mas basicamente é só isso.


To be absolutely honest I have no idea what to say here. This is one of those films that’s just really average. It’s not too good neither too bad. It’s perfectly suitable for when you’re really bored actually. Its storyline is practically predictable from the first couple of scenes, it doesn’t have very well developed or interesting characters. It does have good special effects and it is visually appealing, but that’s about it.

eddie-the-eagleGenre: Biography | Drama | Comedy
Year: 2016
Director: Dexter Fletcher
Tomatometer: 80%
My rating: ★★★★★

Este é um filme mesmo muito bom, um dos melhores que já vi este ano (embora também não tenham sido muitos aqueles que já vi). Apesar de eu não conhecer de todo a história real por detrás deste filme, de certo modo ele até que pareceu ser bastante realístico. Honestamente acho que não tenho muito por onde criticar, provavelmente para além dos efeitos especiais – não é que eles tenham sido péssimos, mas era super fácil ver-se quando é que eram os duplos a actuar na vez dos actores.


This was such a great film, one of the best I’ve seen this year (though I haven’t watched that many this year). Even though I am in no way familiar with the real story behind this film, it somehow seemed to be very realistic. I don’t think I have much to criticise about this film, apart from probably its special effects – they weren’t really terrible but you could just literally tell when it was the actors performing or their stunts.

Já viram algum destes filmes? O que é que acharam? | Have you seen any of these films? What did you think about it?