London Diaries: First Two Weeks

london-2Não sei muito bem que direcção é que este post irá seguir, mas penso que poderá servir como uma espécie de seguimento a este, publicado há uns dias. As minhas aulas ainda não começaram mas honestamente a rotina a que estamos habituados como estudantes já chegava – se bem que para a semana já me vejo a queixar com a quantidade de artigos e essays que vou ter de ler e preparar. Esta já é a minha terceira semana em Londres – só me apercebi agora que este tempo todo já tinha passado -, e a última foi basicamente passada entre a zona onde vivo e o campus universitário. Eu sei que há praxes e praxes, mas duvido que alguma vez seja profundamente convencida de que elas servem para inserir os novos alunos na comunidade e vida académicas. A semana passada foi a Welcome Week para os alunos internacionais, e esta semana é a Fresher’s Week para todos os caloiros. Eu adoro este espírito de entre-ajuda e convivência, onde não estamos limitados ao pessoal do nosso curso e em meia dúzia conhecemos dezenas de pessoas de todos os cantos do mundo. E graças a deus há muitos mais eventos para além das típicas festas onde o pessoal se embebeda a torto e a direito quando se vêem fora da alçada dos seus pais. Esta semana para mim só funciona como a semana em que temos todas as nossas sessões de recepção e de introdução à nossa faculdade e cursos. Na semana passada até já tive a oportunidade de falar com dois (futuros) professores, uma delas também será a minha tutora. E acima de tudo conheci imensa gente dos mais diversos países, EUA e Porto Rico, Canadá, Brasil, Chile, Dinamarca, Bulgária, Grécia, França, Alemanha, China, Singapura, Austrália, Índia… Esta universidade é realmente internacional, não fosse também Londres uma cidade totalmente internacional.

E em duas semanas já fiz vários quilómetros a pé por Londres, já andei ao longo do Tamisa, já fui ao British Museum – pela quarta vez, e sim ainda não vi tudo -, já fui à National Gallery – e sim, também não vi tudo -, já andei pela Oxford e Regent streets umas quantas vezes, já andei de metro e ainda não me fartei, já fui a uma entrevista de emprego e saí de lá a morrer, já fui ao nosso consulado – talvez o único sítio onde veja a nossa função pública a funcionar minimamente bem -, já entreguei uma dúzia de currículos, já me candidatei a tantos outros empregos, já apanhei uma molha… E sabe-se lá mais o que eu já fiz. Estas duas últimas semanas têm sido recheadas de momentos, uns melhor e outros pior passados. Desde a primeira vez que visitei Londres que sempre senti que esta cidade era a minha verdadeira casa. A decisão do Brexit foi uma enorme facada neste sentimento, mas a adoração à cidade continua cá. É simplesmente diferente passar-se cá umas semanas como turistas, do que estar previsto passar cá os próximos dois anos. A saída da zona do conforto é do caraças, enfrentar o desconhecido é do caraças, mas é assim que realmente nos tornamos verdadeiros adultos, e é assim que realmente crescemos como pessoas. E é sobretudo assim que seguimos os nossos sonhos.

Isto é capaz de ser bastante fútil – who cares, really – mas talvez o ponto mais alto dos últimos dias foi o facto de eu ter conhecido os Bastille e de ter não só uma fotografia com eles, mas também os seus autógrafos. E isto aconteceu tudo nas minhas primeiras horas em Londres – lucky right?

Emilio Pucci @ Milan Fashion Week Fall 2016

Hoje apresento-vos a nova colecção de Outono/Inverno de Emilio Pucci. Esta é uma casa de moda italiana fundada pelo próprio Emilio Pucci, em 1947. Durante a sua carreira no mundo da moda, este designer vestiu celebridades como Marilyn Monroe e a Sophia Loren, e também a Primeira-Dama Jacqueline Kennedy. Recentemente, esta casa de moda fez os fatos para a tour da Rita Ora. Para além de uma colecção de pronto-a-vestir, a Emilio Pucci também tem uma colecção de roupa para casa.

Today I present you guys the new Emilio Pucci’s Autumn/Winter collection. This is an Italian fashion house founded by Emilio Pucci himself, in 1947. During his career in the world of fashion, this fashion designer dresses several celebrities, such as Marilyn Monroe and Sophia Loren, and the late First Lady Jacqueline Kennedy. Recently, this fashion housed designed the costumes for one of Rita Ora’s tours. Apart from a ready-to-wear collection, Emilio Pucci also counts with a homewear collection.

emilio-pucci-fall-2016-1 emilio-pucci-fall-2016-2We are once more in the presence of an extremely vibrant and colourful collection. I am sure that in the last couple of years the idea that Autumn/Winter collections must be sober and devoid of colour has been destroyed bit by bit. This collection is strongly inspired on ski resorts, and it stands out due to the strong presence of oversized pieces of clothing (outfits 2, 3, 4, 7, 8, 10 and 12), and due to the abundance of patterns. This collection is also characterised by the presence of skinny jeans (outfits 1, 4 and 7) and pencil skirts (outfits 2, 3 and 6). But there’s still a couple of details worth mentioning: transparency (outfit 6) and fur (outfit 3).

Estamos mais uma vez na presença de uma colecção bastante vibrante e colorida. Estou certa que aos poucos tem-se vindo a destruir aquela ideia de que colecções de Outono/Inverno têm de ser obrigatoriamente sóbrias, desprovidas de cor. Esta colecção tem uma forte inspiração nas estâncias de ski, e destaca-se pela forte presença de peças oversized (conjuntos 2, 3, 4, 7, 8, 10 e 12) e pela abundância de padrões. Esta colecção aposta sobretudo em skinny jeans (conjunto 1, 4 e 7) e em saias-lápis (conjuntos 2, 3 e 6). Pode-se ainda encontrar alguns outros detalhes: transparência (conjunto 6) e pêlo (conjunto 3).

O que acham desta colecção? Quais são os vossos conjuntos favoritos? | What do you think of this collection? Which outfits are your favourites?

FashionSkribo apresenta… “Queen of Katwe”

queen-of-katwe_movie-posterPara Phiona Mutesi, de dez anos, e a sua família, a vida num bairro pobre de Katwe em Kampala, Uganda, é uma luta constante. Quando Phiona conhece Robert Katende, um jogador de futebol que se tornou num missionário e que ensina xadrez às crianças locais, ela é cativada. Phiona é impressionada pela inteligência e astúcia que este jogo requere e, imediatamente mostra potencial. Reconhecendo a aptidão natural de Phiona para o xadrez e o seu espírito de lutadora, herdado da sua mãe (Harriet), Katende começa a orientá-la, mas Harriet mostra-se relutante em fornecer qualquer tipo de incentivo, não querendo ver a sua filha decepcionada. À medida que Phiona começa a ter sucesso em competições locais de xadrez, Katende ensina-a a ler e a escrever, a fim de prosseguir a sua escolaridade. Ela avança rapidamente na hierarquia em torneios, mas separa-se da sua família para se focar na sua própria vida. A sua mãe eventualmente apercebe-se que Phiona tem uma oportunidade para se destacar, e junta-se a Katende para ajudá-la a realizar o seu potencial extraordinário, escapar uma vida de pobreza e salvar a sua família.” (x)

Realizado por Mira Nair e produzido por John Carls e Lydia Dean Pilcher, “Queen of Katwe” conta com a participação de Madina Nalwanga, Lupita Nyong’o, David Oyelowo, Martin Kabanza, Taryn Kyase, Ivan Jacobo, Nicolas Levesque, Ronald Ssemaganda, Ethan Nazario, Nikita Waligwa, Edgar Kanyike, Esther Tebandeke, Maurice Kirya e Ntare Mwine, entre outros. Este filme é baseado na obra de Tim Crothers, “The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster”, cujo argumento para o grande ecrã foi escrito por William Wheeler.

For 10-year-old Phiona Mutesi and her family, life in the impoverished slum of Katwe in Kampala, Uganda, is a constant struggle. When Phiona meets Robert Katende, a soccer player turned missionary who teaches local children chess, she is captivated. Phiona is impressed by the intelligence and wit the game requires and immediately shows potential. Recognizing Phiona’s natural aptitude for chess and the fighting spirit she’s inherited from her mother (Harriet), Katende begins to mentor her, but Harriet is reluctant to provide any encouragement, not wanting to see her daughter disappointed. As Phiona begins to succeed in local chess competitions, Katende teaches her to read and write in order to pursue schooling. She quickly advances through the ranks in tournaments, but breaks away from her family to focus on her own life. Her mother eventually realizes that Phiona has a chance to excel and teams up with Katende to help her fulfill her extraordinary potential, escape a life of poverty and save her family.” (x)

Directed by Mira Nair and produced by John Carls and Lydia Dean Pilcher, “Queen of Katwe” stars Madina Nalwanga, Lupita Nyong’o, David Oyelowo, Martin Kabanza, Taryn Kyase, Ivan Jacobo, Nicolas Levesque, Ronald Ssemaganda, Ethan Nazario, Nikita Waligwa, Edgar Kanyike, Esther Tebandeke, Maurice Kirya, and Ntare Mwine, amongst others. This film is based on Tim Crothers’ novel, “The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster”, whose adaptive screenplay was written by William Wheeler.

Até ao momento, este filme tem uma classificação de 89% (com base em 76 críticas) no website rottentomatoes, que apresenta o seguinte comentário: “Queen of Katwe‘ tem a sua quota parte de clicés, mas é uma história edificante – e com uma excelente prestação de Lupita Nyong’o -, pelo que compensa as suas falhas”. Os críticos parecem acreditar que o filme perde-se um pouco num tema – xadrez – difícil de cativar a atenção da audiência, mesmo para aqueles que são fãs deste desporto ou que conhecem a história de Phiona, mas o filme não deixa de ter os seus trunfos. O principal destaque deste filme vai mesmo para o seu elenco principal. Dos três actores principais, a Lupita Nyong’o é a mais prezada pela sua prestação (Catherine Shoard, The Gardian; Geoff Berkshire, Variety; Stephen Whitty, NY Daily News).

So far this film has a score of 89% (based on 76 reviews) on the rottentomatoes website, which presents the following comment: “Queen of Katwe‘ is not without its share of clichés, but its uplifting story — and Lupita Nyong’o’s outstanding performance — more than compensates for its flaws”. From critics’ opinions it seems that the film loses a bit of its momentum in a genre – chess – that fins it difficult to captive audiences, even those that are fans of the sport or that may know Phiona’s story. However, it has its golden moments. The main highlight goes to its main cast. From the three main actors, Lupita Nyong’o is the most praised one (Catherine Shoard, The Gardian; Geoff Berkshire, Variety; Stephen Whitty, NY Daily News).

queen of katwe_movie pictureQueen of Katwe” estreia hoje (23 Setembro) nos Estados Unidos da América. De momento ainda não há uma estreia prevista para Portugal. O conteúdo apresentado neste post foi retirado dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org e rottentomatoes.com.

Queen of Katwe” premieres today (September 23rd) in the United States. It will premiere in a few other countries, such as United Kingdom, Chile, Brazil, and Germany, until February 2017. The information provided in this post was taken from the following websites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com and imdb.com.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme? | Anyone interested in watching this film?

A dream eight years in the making

Some people dream of going to Harvard or Yale or Brown or UPenn – and basically any other prestigious Ivy League university in the States -, others dream of going to Sorbonne in France or Oxford and Cambridge in England – or maybe even St Andrews in Scotland due to the Duke and Duchess of Cambridge. And I have always dreamed of going to UCL – University College London, just to make it even more clear peps. Despite the fact that the department isn’t in great shape right now, I wouldn’t probably say no to UPenn if I had a chance just because some of my favourite researchers work there, but considering you have more chances of dying from a mass shooting in an American university campus than by a shark attack in Australia, I prefer to stay put in Europe, and besides too long flight journeys, like please no. Sorbonne has a big language barrier – I think it’s time for you guys to step down from your patriotic tower ’cause this ain’t the 1780’s anymore -, and besides it never caught my attention. And then Oxbridge was never my thing at all but great research location, like seriously mine-gold location as hell. However, for eight years now that UCL has been my obsession and I guess third time’s a charm ’cause this time I’m definitely gonna study there – or should I say here, since I’m in London already?

Algumas pessoas sonham em ir para Harvard ou Yale ou Brown ou para a UPenn – e basicamente para qualquer outra das prestigiosas universidades americanas da Ivy League -, outros sonhos em ir para a Sorbonne em France ou para Oxford e Cambridge em Inglaterra – ou talvez até mesmo para St Andrews na Escócia devido ao Duque e à Duquesa de Cambridge. E eu sempre sonhei em ir para a UCL – University College London, só para tornar a sigla mais compreensível. Apesar do facto de que o departamento não está num bom estado agora, eu até que não diria que não à UPenn se eu tivesse hipótese, mal que não seja por alguns dos meus investigadores favoritos trabalharem lá, mas considerando que tenho muitas mais hipóteses de morrer vítima de um tiroteiro num campus universitário americano do que vítima de um ataca de tubarão na Austrália, eu prefiro manter-me bem quietinha na Europa, até porque longas viagens de avião não são para mim. A Sorbonne tem uma barreira linguística gigante – não é por mal meus, mas acho que já é tempo de sairem da vossa torre patriótica, que os anos 1780 já acabaram há imenso tempo -, e atém do mais, a universidade nunca captou muito a minha atenção. E depois Oxbridge nunca foi a minha cena, apesar de serem uma óptima localização para investigação, ao ponto daquilo ser quase uma mina de ouro para nós – arqueólogos, obviamente. À parte disto tudo, desde há oito anos para cá que a UCL tem sido a minha obsessão e, penso que à terceira é que é, porque desta vez vou mesmo estudar lá – ou melhor cá, visto que já estou em Londres.

UCLI know I said I would write on the day after my arrival in London, but these first few days have been a bit crazy and quite busy. This is basically my fifth day in London and I feel like it has happened a lot since I arrived here. Even though this isn’t going to be my first time studying a Master degree in a foreign country, this academic year is going to bring a lot of novelties for me. The majority of (taught) Masters in Europe only last for one year – and that was exactly what I did in the Netherlands – but this time I will be doing a Masters in two years, as I will be doing it as a part-time student. This means I will be working part-time at the same time. I won’t lie that this decision was made purely on monetary reasons – I love London but damn this city is hella expensive – but two years does really give you more time and freedom to develop a better thesis and to establish equally good relationships with scholars. It may feel weird for some that I am doing a second Master degree, but to be honest nowadays a Bachelor isn’t enough anymore, probably not even a single Masters is enough. And if we wanna invest in a proper academic career path – i.e. research/scientific research – we gotta have at least a PhD. Call me biased all you want – it won’t be a lie – but this gotta be one of the hardest career paths out there, but absolutely the most fulfilling of them all. And as I am changing my specialisation within the Archaeology field, there’s no better way of doing that by doing a second Master degree.

Eu sei que tinha dito que iria escrever no dia a seguir à minha chegada a Londres, mas estes primeiros dias têm sido bastante atarefados, e algo estranhos. Este é basicamente o meu quinto dia em Londres, e eu já sinto que aconteceram mil e uma coisas desde que eu cheguei. Apesar de esta não ser a primeira vez que estou a fazer um Mestrado no estrangeiro, a verdade é que este ano académico vai trazer-me muitas novidades. A maior parte dos Mestrados na Europa só duram um ano – que foi exactamente aquilo que fiz nos Países Baixos -, mas desta vez vou fazer um Mestrado em dois anos, visto que vou fazê-lo a tempo parcial. Isto significa que vou tentar trabalhar ao mesmo tempo que estudo. Não vou mentir que esta decisão não foi puramente financeira – eu adoro Londres mas esta cidade é excessivamente cara -, mas realmente dois anos dão-nos mais tempo e liberdade para desenvolver uma melhor tese, e para estabelecer relações igualmente boas com investigadores. É capaz de ser esquisito para alguns o facto de eu estar a fazer um segundo Mestrado, mas para ser muito sincera, nos dias de hoje uma Licenciatura já não chega, e provavelmente nem um único Mestrado. E se queremos investir num verdade percurso académico – i.e. investigação/investigação científica -, temos de ter pelo menos um Doutoramento. Podem-me chamar tendenciosa à vontade – o que não será mentira nenhuma -, mas esta é um dos percursos profissionais mais difíceis que existem, mas absolutamente o mais gratificante deles todo. E como eu estou a mudar de especialização dentro do ramo de Arqueologia, não há melhor maneira de o fazer que não com um segundo Mestrado.

208I’ve only been in my new student residence for a few days, so I haven’t had much time to form a proper opinion on it, but so far it doesn’t seem too bad. This time I am sharing a flat with other five people, but each one of us has her/his own bedroom and bathroom. There weren’t that many pictures of the rooms at this residence online, but from past experiences I wasn’t expecting much. However it turned out to be better than I though. A few changes wouldn’t be a mad idea but so far there isn’t much I can complain. And the kitchen is a lot bigger than I thought it would be, which is also great since it’s gonna be six of us in that space. The fact that is close to my faculty – well a good 20+ minutes walk – is definitely a plus, as I wanna spend as little as possible on public transports here. They do work better – even if some of the tube lines are on strike – but they’re super expensive, especially for a student budget. Finding a part-time job has been a bit tricky as not all kinds of jobs are suitable to perform at the same time we study. Finding something in London to do is not difficult at all – there’s plenty of offer, that I can assure you -, but something to our liking might not be that easy to find. Let’s just see how this new stage of my life develops.

Eu ainda só estive uns poucos dias na minha nova residência universitária, por isso ainda não tive muito tempo para formar uma opinião mais concreta, mas até agora não parece ser má de todo. Desta vez eu estou a partilhar um apartamento com mais cinco pessoas, mas cada um de nós tem os seus próprios quartos e casas-de-banho. Não existem muitas imagens dos quartos desta residência na internet, mas por experiências antigas eu não estava à espera de muito. No entanto até acabou por ser melhor do que eu pensava. Umas quantas mudanças não lhe fariam mal nenhum, mas até agora não me posso queixar muito. E a cozinha é bem maior do que eu pensava que seria, o que é óptimo porque seremos seis a usar aquele espaço. E o facto de a residência ficar ao pé da minha faculdade – ok são mais de uns 20 minutos a pé – é definitivamente um plus, visto que vou tentar gastar o menor possível em transportes públicos aqui. Eles trabalham melhor – até mesmo quando algumas linhas estão em greve – mas eles são super caros, especialmente para os recursos de um estudante. Encontrar um trabalho a tempo parcial tem sido um pouco complicado, visto que nem todos os trabalhos são ajustáveis com os nossos estudos. Encontrar qualquer coisa em Londres não é difícil de todo – há montes de oferta, isso posso-vos assegurar -, mas encontrar algo que nos agrade por completo é que não é assim tão fácil de encontrar. Vamos lá ver como é que esta nova etapa da minha vida se desenvolve.

Dolce & Gabbana at Milan Fashion Week Fall 2016

E hoje apresento-vos a nova colecção de Outono/Inverno da Dolce & Gabbana. Esta casa de moda de luxo italiana foi criada em 1985, na cidade italiana de Milão, por Domenico Dolce e Stefano Gabbana. Foi a partir dos apelidos dos seus criadores que esta casa de moda obteve o seu nome. Esta marca está presente nas áreas de roupa (para Homem e Mulher), de acessórios (como óculos, relógios e malas), de calçado e, ainda, na área de perfumaria. Até 2012 existiam duas sub-marcas (D&G e Dolce & Gabbana), que se fundiram na actual e única Dolce & Gabbana.

Today I present you guys the new Dolce & Gabbana’s Autumn/Winter collection. This luxury Italian fashion house was created in 1985, in the Italian city of Milan, by Domenico Dolce and Stefano Gabbana. It was from the surnames of its creators that this fashion house obtained its name. This brand is present in the areas of clothing (both for Men and Women), accessories (such as glasses, watches and bags), footwear, and perfumery. Until 2012 there were two sub-brands (D&G and Dolce & Gabbana) that, in the meantime, merged and funded the current and only Dolce & Gabbana.

Dolce & Gabbana Fall 2016 (1) Dolce & Gabbana Fall 2016 (2)Apart from pieces of clothing more or less irreverent, every single collection from Dolce & Gabbana are always unique, especially in regard to the used patterns and prints, present in pretty much every outfit in the pictures above. This time this inspiration was based on some of the classic stories we watched as kids, such as Cinderella, Sleeping Beauty, Snow white, and the Nutcracker. From this collection we can highlight the following trends: velvet (outfit 3), pencil-skirts (outfits 6 and 8), midi-dresses (outfits 4, 9, 10 and 11), and the ever-so-traditional Winter coats (outfit 1). It might not be the most conventional piece of clothing, but I quite like the dress in outfit 7.

Peças mais ou menos irreverentes à parte, as colecções da Dolce & Gabbana são sempre únicas, sobretudo no que diz respeito aos padrões e estampados utilizados, presentes em quase todos os conjuntos das imagens acima. Desta vez a inspiração recaiu nalguns dos clássicos que víamos enquanto crianças, como a Cinderela, a Bela Adormecida, a Branca de Neve e o Quebra-Nozes. Desta colecção destacam-se as seguintes tendências: veludo (conjunto 3), saias-lápis (conjuntos 6 e 8), vestidos midi (conjuntos 4, 9, 10 e 11) e os tradicionais casacos de Inverno (conjunto 1). Não é a peça mais convencional, mas pessoalmente gosto muito do vestido do conjunto 7.

O que acham desta colecção? Quais são os vossos conjuntos favoritos? | What do you think of this collection? Which outfits are your favourites?

Off to London

londonÀ hora a que lerem este post já estarei por terras de sua majestade.
Vende-se muito que o começo de um novo ano é sempre um novo começo para nós. E vá que até faz o seu sentido, visto que efectivamente estamos a entrar num novo ano. Mas isto para mim nunca fez assim tanto sentido. Gosto muito mais da ideia de cada ano lectivo novo ser um novo começo para nós.

Enquanto estive no ensino obrigatório isto sempre foi um bocado treta, porque todos os anos era a mesma pasmaceira de sempre. E maldita seja a minha sorte, mas à medida que os anos avançavam, pior era a pasmaceira. Ir para a universidade até que foi um novo começo – ainda que não bem aquele que eu tinha imagino, mas na realidade nunca mudei de ares. Deixei de andar em escolas ao pé da minha casa para ir para a Cidade Universitária, mas a cidade continuava a ser a mesma, e pouco mudou. A pasmaceira rapidamente se voltou a instalar. Até que decidi ir fazer um mestrado para os Países Baixos. Aí sim foi um novo começo. Não daqueles em que nos tornamos numa pessoa totalmente diferente, mas daqueles em que entramos numa completa e nova aventura.

E porque não há uma sem duas, eis que o meu novo começa hoje. Mais uma vez, num país totalmente diferente – ainda que vezes e vezes muito mais familiar que os Países Baixos alguma vez foram, sem ofensa – e numa cidade completamente diferente e gigantesca. E já que acho que a nossa capital já está demasiado cheia de gente, toma lá com 10 milhões de pessoas e sabe-se lá quantos milhares de turistas só em Londres. Amanhã trago as novidades propriamente ditas, escritas já directamente de Londres.

Music review | Bastille’s Wild World

bastilleThree years and one hundred and eighty-nine days later we’ve got ourselves a new album. Bastille’s second studio album was released yesterday (9th March) and it titled as “Wild World”. Before starting to write anything else, first things first, let’s just thank the gods for that – and by gods I mean Dan, Kyle, Will and Woody, because they’re really music gods. I’m sorry if this is gonna sound too mean but we gotta admit it’s the bloody truth for most cases, usually good music works take years and years to make; and it’s not like they’ve been sitting on their asses doing nothing all this time. My totally biased opinion aside, I believe they’ve been doing such a great job since “All This Bad Blood”. They’ve released four smaller-albums – one mixtape and three EPs – and sung several unreleased songs. It’s been quite the wait but I believe they’ve certainly made it worth it. And the way they promoted their new album, we couldn’t have been more spoiled than this.

To be completely honest, I have no idea what my favourite part from this album is. Is it Dan’s falsettos? Is it Dan’s voice in general? Is it the backing vocals? Is it the brilliantly orchestrated instrumental part of each song? Is it the lyrics? Is it the introductory citations? Is it the presence of different music genres in just a single album – much to OPH style? Is it their new ballads? Is it their weird, quirky music videos? Is it the freedom in the production of this album? There’s just too many positive aspects about this album. Can we also talk about the guitars and the basses? Even though we already knew around eight songs – from nineteen in total -, this album was definitely a blessing, such a wonderful gift to us fans.

*not gonna put here the “cleaner” version just because people can’t see boobs and not get aroused, like for fuck sake, we all have them, just fucking control yourselves

I am super inclined to say my favourite songs so far are exactly those eight we had already heard – “Good Grief”, “The Currents”, “Two Evils”, “Send Them Off!”, “Blame”, “Fake It”, “Snakes”, and “Campus” -, but damn “An Act of Kindness” is just one of the most beautiful things I have listened to lately. Either way, “Good Grief” does have one of my favourite lyrics from this album, and “Fake It” , “Blame”, “Snakes” and “Send Them Off!” have some of the best beats/instrumental parts of this album. The lyrics of “Lethargy” were quite interesting to listen too. And in terms of vocals, “Two Evils” will win any battle ever. And I gotta say that “War Beyond” is kinda up-beat in its own way, I love it. Guess I just found the perfect album to accompany me on the upcoming academic year.

This didn’t turn out into a very “professional” review, but what can I do, I really cannot be biased when it comes to Bastille. It was definitely one of the best discoveries I made in 2013/2014. I have always been severely inclined to artists in the alternative/indie niche, since my early teenage years, so I couldn’t have found a better fit then them. I honestly haven’t listened to much R&B, electronic, pop and so on since I was a teenager, and it’s all thanks to Bastille that I’ve been sort of re-discovering this music genres now. They must have ears of genius – or they’re really gods – because their mixtapes are seriously the best thing I’ve listened to of this kind. And their remixes are works of genius too – I’m sorry but adding a DJ vibe to a song doesn’t make up for a good remix, it’s just a bloody normal song with a disco beat.

Don’t to be too pretentious or anything like that, but I just love that they’re not mainstream at all. I have literally stopped listening to some artists because they’re really not innovating at all, and their lyrics are so vague and soulless. With the due credit to other artist that I listen and have listened before,  Bastille does have some of the best lyrics I’ve seen in the last couple of years; kinda just like those films where you can truly identify with the characters portrayed, here you just identify yourself with Dan’s words and thoughts. In this respect, I do am a little sad that one of my favourite unreleased songs from them – “Grip” – was not included on this album. I couldn’t recommend more “Wild World” to everyone.