FashionSkribo apresenta… “The Maze Runner”

Há já algum tempo que não vos trazia um post desta rubrica. E hoje voltamos a um post só em português (há que ir variando um bocadinho, não é?). Hoje trago-vos mais uma adaptação cinematográfica de um livro – “young-adult post-apocalyptic science fiction” (só para que não haja confusões, ou mal interpretações desta minha frase, este é apenas o género literário da obra). Estou certa que este filme (e livro) já foi comparado com a trilogia “The Hunger Games” ou com o “Divergent”, mas pelo que já li, penso que as comparações são totalmente desnecessárias. Enfim… Eu quero ver se leio o livro antes de ver o filme, por isso penso que tão cedo não irei ver este filme. Para além de ter bastante interesse em conhecer a história, também estou muito curiosa para ver o Dylan O’Brien.

The Maze Runner_movie poster
The Maze Runner” segue a história de um rapaz, Thomas, que acorda num lugar estranho chamado de “Glade“, sem qualquer memória, além do seu nome próprio. “Glade” é uma estrutura fechada e habitada por outros rapazes, e é cercada por paredes de pedra altas que os protegem de monstros chamados “grievers” que vivem no labirinto (“maze“), que envolve as paredes em volta do “Glade“. Todos os dias, algumas das crianças que são “runners” aventuram-se no labirinto, tentando mapear o padrão de mutação das paredes, de modo a tentarem encontrar uma saída. Assim que Thomas chega, coisas incomuns começam a acontecer e os outros começam a suspeitar dele. O labirinto (“maze“) parece familiar a Thomas, mas ele não é capaz de fazer sentido do local em que está, apesar das suas habilidades extraordinárias como “runner“. Quando a primeira rapariga chega ao “Glade“, ela traz uma mensagem: ela será a última a chegar, visto que o fim está próximo.

Realizado por Wes Ball, “The Maze Runner” conta com a participação de Dylan O’Brien (“Teen Wolf“, “High Road“, “The First Time” e “The Internship“), Kaya Scodelario (“Skins UK“, “Clash of the Titans“, “Now Is Good” e “Southcliffe“), Will Poulter (“The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader“, “Wild Bill” e “We’re the Millers“), Thomas Brodie-Sangster (“Game of Thrones“, “Love Actually“, “Nanny McPhee” e “Nowhere Boy“), Patricia Clarkson (“Six Feet Under“, “Far from Heaven“, “The Station Agent” e “Pieces of April“), Aml Ameen (“The Bill“, “Harry’s Law“, “Red Tails” e “The Butler“), Alexander Flores (“Twelve“, “The English Teacher” e “Delivery Man“), Jacob Latimore (“Vanishing on 7th Street“, “Black Nativity” e “Ride Along“), Chris Sheffield (“The Rookie“, “Transformers: Dark of the Moon” e “General Education“), Joe Adler (“The Mentalist” e “Prom“), Ki Hong Lee, Blake Cooper, Dexter Darden, Randall D. Cunningham, entre outros.

Até ao momento, o filme conta com uma classificação de 63% (com base em 70 críticas), no site de críticas – rottentomatoes. Neste site, o filme tem a seguinte descrição: “with strong acting, a solid premise, and a refreshingly dark approach to its dystopian setting, ‘The Maze Runner‘ stands out from the crowded field of YA sci-fi adventures”.

The Maze Runner_movie picture
The Maze Runner” estreia hoje (19 Setembro) nos Estados Unidos da América. No entanto, o filme já estreou ontem (18 Setembro) em Portugal.

As informações foram retiradas dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com e cinema.sapo.pt.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme?

Holland: first two weeks of Graduate School

E por mais incrível que pareça (pelo menos para nós que estamos aqui), já se passaram três semanas e meia. É mesmo incrível o quão depressa o tempo passa. E o mais estranho é que parece que ainda não fiz muita coisa – embora já tenha lido que nem uma maluca. Eu penso que isto se deva ao meu horário. De momento, só tenho aulas em três dias e no máximo só tenho duas aulas por dia. É um horário super leve mas dá muito trabalho. Mesmo apenas só com duas semanas de aulas decorridas, já deu para encontrar bastantes diferenças em relação a Portugal (e em relação ao que são as licenciaturas). A primeira grande diferença é que temos uma faculdade só nossa. Em Portugal, faculdades específicas só mesmo as de Medicina. E aqui, não só é uma faculdade para nós, como temos (quase) um edifício só para nós – e novinho em folha (podem ver uma imagem-modelo aqui; não sei se o edifício irá ter mesmo este aspecto, porque ele ainda está em obras, mas suponho que sim). Se eu já achava que o edifício antigo era muito bom, então este edifício parece saído do futuro. Até temos direito a sofás no hall de entrada (por assim dizer).

Esta é a primeira grande diferença. Depois, segue-se o modo como o ano académico é organizado. Continua a haver a divisão em dois semestres, mas agora cada semestre está dividido em dois blocos. Há cadeiras que são leccionadas em mais do que um bloco, mas a maioria deles só tem a duração de um bloco. Por exemplo, o bloco 1 dura de 1 Setembro a 17 Outubro. Em média, dá um total de cerca de 8 aulas. E isto faz com que seja tudo muito mais intensivo. Temos menos aulas mas o ensino é mais intensivo. Para além disto, a quantidade de trabalho que temos de fazer é muito maior do que se fazia para a licenciatura. Para ser sincera, é muito mais trabalho do que eu estava inicialmente à espera. De um modo geral, temos sempre uns dois artigos (e não dos mais pequenos) para ler para cada aula. E depois temos quase sempre que fazer um “paper” ou “essay” acerca destes artigos. E já fiz o meu primeiro trabalho de grupo, com apresentação oral. Eu nunca gostei de trabalhos de grupo, e muito menos de apresentações orais, mas a verdade é que este deve ter sido um dos melhores trabalhos em que já participei – o sucesso foi tanto que os professores deram-nos um 9.5 (as notas aqui vão do 1 ao 10). Outro detalhe interessante: as aulas aqui também têm a duração de 2h, mas a verdade é que acabamos apenas por usar 1h30. As aulas começam sempre 15 minutos depois (suponho que para dar tempo a toda a gente para chegar e para resolver problemas técnicos com computadores e afins) e temos sempre um “coffee break” de 15 minutos a meio da aula. É certo que estava habituada as minhas aulas de 2h, mas assim é muito melhor. A pausa a meio é óptimo para refrescarmos as ideias e para despertarmos um pouco também.

Outras diferenças… O facto de os professores serem, no geral, bastante novos. Honestamente, há um que parece que acabou de terminar agora o seu Doutoramento. Eu penso que isto é algo bastante positivo, pois faz com que haja sangue novo no departamento; é uma maneira de se inovar – e isto fazia uma grande diferença na minha antiga universidade, em Portugal. Neste sentido, sinto que este departamento de Arqueologia tem uma variedade de projectos muito maior; não só a nível nacional, mas especialmente a nível internacional.

Até ao momento, estou a gostar bastante desta experiência. Os professores parecem-me ser muito bons e até cativam, pois as aulas estão a ser bem mais interessantes do que estava à espera (incluindo mesmo a aula de teoria). Não tenho queixas em relação aos meus colegas. Ainda não houve muitas oportunidades de nos conhecermos todos, mas parece que estamos num bom caminho. Verdade seja dita, as turmas costumam estar um bocado divididas em dois grupos – os alunos internacionais (já nos conhecemos devido à semana de orientação) e os alunos holandeses. De qualquer maneira, damo-nos todos bem e falamos uns com os outros sempre que necessário. Vamos ver como correm os próximos dias!

Para quem já está em aulas, ou para quem vai começar brevemente, boa sorte!

studying 9
It seems totally unbelievable (at least for us staying here) that it’s been already three weeks and a half since I got to the Netherlands. It’s really incredible how fast time passed. And the strangest thing is that it feels like I haven’t done much yet – even though I’ve already read like crazy for my modules. I think this is due to my schedule. At the moment, I only have classes on three days, and I never have more than two classes per day. It’s a super light schedule, yet very laborious. Even though I only had two weeks of classes so far, I’ve already found quite an amount of differences between here and Portugal (and I can say the same for bachelor vs master). The first big difference is that here we have a faculty of our own. In Portugal, faculties this specific are only those for Medicine. And here, it’s not only a faculty just for us, but we (almost) also have a building just for us – and brand-new (you can see a picture of it here; not sure if it’s going to look like that, since the building is still under construction, but I guess it will). If I already thought that our old building was really good, now this building appears to come from the future. We even have sofas in the entrance hall (so to speak).

That is the first big difference. Then, there’s the way how our academic year is organised. There’s still the normal division in two semesters, but now each semester is divided in two blocks. There’s modules that are taught in more than one block, but most of them only last for one block. For example, block one goes from 1st September to 17th October. In average, it’s about a total of 8 classes. This makes it a lot more intensive. We have fewer classes but the teaching is way more intensive. Apart from this, the amount of work we have to do is much more than what we used to do for the bachelor. Honestly, it’s a lot more work than I was initially expecting. In a general way, we always have a couple of articles (and not the little ones) to read for each class. And then we almost always have to do a “paper” or an “essay” on them. And I’ve already done my first group assignment and oral presentation. I never liked working in groups, much less doing oral presentations, but I must say that this has to be one of the best group assignments I’ve ever worked in – we had so much success that the professors gave us a 9.5 (the grades here go from 1 to 10). Another interesting detail: our classes here also last for 2h, but the truth is that we only end up by using 1h30 of it. Our classes always start 15 minutes later (I suppose that’s to prevent people from arriving too late; and it gives us time to deal with technical problems with the computer), and we always have a 15-minute coffee break. I know I’m used to 2h-classes but this is so much better. The pause in the middle of the class is great to refresh our ideas and to wake-up a bit more.

Other differences… The fact that our professors are, generally-speaking, quite young. Honestly, there’s one that looks like he just finished his Phd. I think this is something really positive, since it’s like having new blood pumping in the system; this is a way of innovating – and would make a hell of a difference in my old university, in Portugal. In this way, I feel that this Archaeology department has a great variety of projects, not only in a national level, but especially in an international level.

Until this moment, I’m really loving this experience. My professors seem to be really good and they’re actually captivating, because classes are a lot more interesting than what I was expecting (even including our theory module – which is always a pain in the ass). I don’t have any complaints about my colleagues. There haven’t been many opportunities for us to know everyone else, but we seem to be heading in the right path. Truth be told, my classes are usually divided into two groups – the international students (since we’ve already known each other from the orientation week) and the Dutch students. Anyway, we all get along and everyone speaks to everyone every time it’s necessary. Let’s see how the next days go!

For those of you who are already in classes, or for those of you about to start them, good luck!

My Orientation Week to life in the Netherlands

Eu sei que disse que ia deixar posts agendados nos meus primeiros dias nos Países Baixos, mas a verdade é que não tive mesmo oportunidade de fazê-los. Estas duas semanas têm sido bastante atarefadas (física e mentalmente), por isso é que não consegui vir aqui muitas vezes. Mas hoje estou aqui para contar as minhas últimas novidades. Digam-me se este tipo de posts tem interesse ou não que é para eu saber se devo continuar a publicá-los. E aproveito já para agradecer os vossos comentários; podem ter a certeza que ainda me deixaram com mais alguma força de vontade.

Eu cheguei aos Países Baixos há cerca de duas semanas e meia. Os primeiros dias não foram os mais fáceis, devo admitir. Eu penso que não tanto por ter saudades de casa, da família e dos amigos (o que obviamente tinha), mas talvez mais pelo facto de estar sozinha numa cidade inteiramente nova, onde não conhecia ninguém e onde falam uma língua bastante estranha (embora quase toda a gente fale um inglês quase perfeito). Penso que o meu problema foi o facto de eu estar sozinha, e ao só ter-me a mim, fez com que o meu subconsciente começasse a pensar em mil e um problemas; problemas estes que não são problemas de todo, mas nestas situações são sempre aumentados. Os dias também não foram os mais bonitos – recebi um bom pacote de boas vindas: nuvens e muita chuva. No entanto, sempre deu para dar umas voltitas pela cidade e revisitar algumas ruas (isto porque já aqui tinha estado no início do ano quando vim ao Dia Aberto de Arqueologia). Mas o meu estado de espírito, felizmente, mudou rapidamente. No fim-de-semana (há duas semanas atrás), conheci quatro colegas. Eu não sei bem o que lhes chamar porque apesar de estarmos todos a fazer Mestrados em Arqueologia, as nossas especializações são completamente diferentes. Mas de qualquer modo são colegas de curso. Neste sentido, eu passei o sábado e o domingo com eles, e foi mais do que óptimo ter companhia.

A parte mais interessante começou na segunda-feira passada – a nossa “Orientation Week“. Só vos digo uma coisa, esta foi a minha melhor semana que tive em meses. É verdade que teve dois pequenos pontos baixos, mas foi a semana perfeita para relaxar, conhecer os meus futuros colegas de curso e para conhecer a minha nova universidade e a cidade. De certo modo, esta semana é suposto ser uma espécie de semana de “praxes”, como a que temos em Portugal, mas honestamente foi muito mas muito melhor. É uma semana em que não temos aulas (pois é a semana antes do início do ano lectivo), e é realmente uma semana em que o objectivo é integrar os alunos na universidade e na comunidade estudantil. E é também uma semana para nos habituarmos à nova cidade. E apesar de haver excepções nas nossas “praxes”, eu senti uma grande diferença. Resumindo, esta é uma semana para alunos internacionais (embora existissem alguns holandeses pelo meio), os quais são divididos em grupos de cerca de 15 pessoas. Cada grupo tem dois guias (um holandês e um internacional). Eu já tinha conhecido algumas pessoas de Arqueologia antes desta semana e fiquei com pena quando descobri que eles não iam ficar no meu grupo durante esta “semana de orientação”, mas depois de ter conhecido o meu grupo, até que fiquei bastante feliz. Eu sei que tive imensa sorte neste aspecto porque até nos tornámos numa espécie de família, sendo que os nossos “pais” eram os nossos dois guias (uma holandesa e um italiano). Conheci imensas pessoas super simpáticas e queridas ao longo desta semana, pessoas de imensas nacionalidades – estão nesta universidade pessoas de 80 países diferentes (por isso podem ver o quão internacional é a universidade). Para além de uns quantos jogos, passeios de barco (pelo rio e canais da cidade), a oportunidade de experimentar diversos desportos, uma tarde inteira passada num dos parques da cidade (foi um autêntico dia de Verão holandês), passámos duas manhãs em conferências: uma delas nas nossas respectivas faculdades, para que ficássemos a conhecer melhor os nossos cursos, o modo como a faculdade funciona e tudo isso; e outra mais geral, que abrangia alguns aspectos sobre os holandeses e os Países Baixos (sim porque é errado referirmo-nos ao país como Holanda).

De um modo geral, foi assim que eu passei a minha primeira semana e meia nos Países Baixos. As minhas aulas entretanto já começaram, no passado dia 1. Mas vou deixar este assunto para um outro post. E porque as minhas aulas já começaram, e porque temos muito muito mais trabalho para fazer, eu não faço ideia como irão ser as próximas semanas. Eu espero poder vir algumas vezes ao blog, mas não prometo nada. Por último, abaixo, podem ver uma espécie de resumo da nossa “Orientation Week”.

I know that I said I was going to leave some scheduled posts for my first days in the Netherlands, but the truth is that I had no chance of doing them, neither when I was back in Portugal nor when I got here. These past two weeks were very laborious (physically and mentally), and that’s why I didn’t write/publish anything. But here I am today to tell you some of my new adventures. Please let me know if you find this kind of posts interesting or not, so I know if I should keep doing them. And I’ll take this chance right now to thank you guys for all your comments; you can be certain that they left me with more willpower.

I arrived at the Netherlands about two and half weeks ago. The first couple of days weren’t that good, I must admit. I think that it wasn’t too much because I missed home, my family and friends (which I obviously did), mas it was perhaps more because I was by myself in a new city, where I knew no-one and where people spoke a strange language (even though pretty much everyone one speaks and almost perfect English). I think my major problem was the fact that I was by myself, and by just having me, it made my subconscious starting to think in millions of problems; problems which weren’t problems at all, but in these situations they are all huge. These first few day weren’t the most pretty ones – I got a good welcome package: clouds and lots of rain. However, I managed to wonder around the city and revisit some streets (this is because I’ve been here already, at the beginning of this year when the university held an Open Day for the Archaeology masters). But my state of mind, fortunately, changed rapidly. At the weekend (about two weeks ago), I met four colleagues. I’m not exactly sure what to call them because in spite of the fact that we’re all doing masters in Archaeology, our specialisations are completely different. But anyway they’re still my course colleagues. So I spent Saturday and Sunday with them, and it was more than amazing having company.

The most interesting part started exactly two weeks ago – my “Orientation Week”. I’ll tell you this much, this was the best week I’ve had in months. Is true that it had its two low points, but it was the perfect week to relax, meet my future course colleagues, and meet my new university and city. In a certain way, this week is suppose to be a sort of “praxes” (something very common in Portugal), but honestly it was so much better. This is a week when we have no classes whatsoever (since it’s the week before all the classes start), and it’s truly a week designed to integrate the new students in the university and its student community. It is also a week for us to settle in the new city. Even though I know that there are plenty of good exceptions to our “praxes”, I still felt that there was a big difference. Summarising, this week is meant for international students (even though there were a few Dutch students among us), whom are divided into groups of about 15 people. Each group has its own two guides (one Dutch and one international). I had already met some people doing Archaeology before this week, so I was kinda sad when we figured we weren’t going to be in the same group. However, after I met my group, I was pretty satisfied with it. I know I was pretty damn lucky because we kinda became some sort of a family, wherein our “parents” were our two guides (one Dutch girl and one Italian boy). During this week, I met so many wonderful, amazing, and nice people from different nationalities – in this university, there’s people from 80 different countries around the world (you can see how much international this university actually is). Apart from a few games, boat rides (through the city river and canals), the opportunity of experimenting several sports, one afternoon spent in one of the city’s parks (this was actually an authentic Dutch Summer day), we spent two mornings in conferences: one of them in our respective faculties, so that we could get to know our course, the way the faculty works and all of that; and the other being more general, since it covered broad aspects about the Dutch people and the Netherlands (yes, because it’s totally incorrect to say Holland when we’re referring to the country).

Generally speaking, this was how I spent my first week and a half in the Netherlands. My classes have already started on the 1st September. But I leave this matter for another post. And because my classes have already started, and because we have so much coursework to do, I have no idea how the next few weeks are going to be. I hope I can come here sometimes, but I won’t make any promised. Lastly, above, I leave you guys with a sort of summary of our “Orientation Week”.

The truth behind it all

This must be the post that took me the longest to write, and also probably the post that I censored more. I wrote and re-wrote this post several times. The subject of this post is kinda sensitive but not in a way that’s overly dramatic or hard to talk about, but sensitive in a way that some things, that I really wanna say, could come out wrong. One of the downsides of having a public blog is that anyone can read whatever we publish, which is why it took me a long time to finally finish this post. The thing is that sometimes there’s stuff that’s better hidden inside our minds. I’m not sure who may read my blog, especially from my former university, so I kinda omitted some of my opinions here (but you can imagine what it can be from this post I publish a few days ago – it’s in Portuguese though). I’ve been wanting to write about this for a very long time, basically since the start of my third year at university, but this time I promised myself that I would only talk about this when I was 100% sure that my plans would go forward. Honestly, now I wonder why I did this because people eventually found out, when I tried to tell this to as little people as possible. My class at university remembers my high school, where everyone knew everything about each other. It’s like people can’t keep their mouths shut. I can also compare this to those groups of old ladies that talk bad about their neighbours behind their backs. So… my news are…

the netherlands
I’m in the Netherlands. And I’ll be here for the next two years (if everything goes as planned). Therefore I’m writing to you guys from my new home. YEAH!. I’ve talked about doing a Master in a few posts, how excited I am about it and how I’ve been needing this new stage in my life, so here it is. This is the moment and this is my chance to start from scratch. I’m going to do my Master degree in the Netherlands, and it is in English (in case you’re wondering) – thank god it’s not in Dutch because that would have been really tricky. I hope I won’t find it to hard to learn but, right now, Dutch seems to be 20x harder than French. But yeah, maybe in a few years I can add Dutch to my CV.

For those of you who don’t know, Master degrees in Portugal last for two years, whereas in countries such as the United Kingdom or the Netherlands they last for just one year. However, mine will last for two years instead. This is because I’ll will be doing a Research Master degree. The thing here is that I’m not sure if I’ll be doing (but I really hope so) because the department doesn’t accept foreign students directly into their research degrees. However, the coordinator of the master liked my application, so I’ll be doing it as a temporary student. Well me and at least another girl – not sure how many of us are. Our conditions to be admitted as permanent students are to obtain at least a 7.5 (out of 10) in one of the modules and pass on an interview. This is a tricky way of doing it but I think it will be worth it. If everything goes as planned, we will be temporary only during the 1st semester.

Even though our classes only start on 1st September, we all came early to the Netherlands. We have a mandatory Orientation Week to attend to and I’m quite excited for it to start. Luckily I won’t have to wait much longer because it start tomorrow. We can say that this week’s something like the fresher’s week in the UK or “praxes” (as we have in Portugal). Compared to the last one, the main difference is that people actually try to integrate us in the academic community. I know that we’ll be doing all sorts of activities together, we’ll have time to understand how the university and our courses work and we’ll have the opportunity of meet a whole bunch of new people.

Apart from the fact that this degree is just perfect, there’s one particular detail that I absolutely love about it: it’s miles and miles away from home. Honestly, I was needing a break from Portugal; for years. I’ve just had enough. Of course it sucks that I’m leaving my family and friends behind, but immigrating has always been one of my goals, even if for now it’s just to study. I know there’s people that get offended by these opinions, but this has been one of my goals since I was about 11 years old. I’m sorry if anyone will be offended but I’ve lost whatever connection I had with the country. Right now, I just see myself as an European citizen. And I think it is a completely normal thing since we live in a global world. It’s 2014 and people seem to not understand that we all have different points of view. As we usually watch in our national TV channels, people seem to see immigration has a last resource and as an idea they don’t like that much, but I don’t have any problem with that. I won’t say that I have no job opportunities left in Portugal, because we actually have a few (horrible ones thought), but I didn’t spend three years studying to be just a piece of cheap workforce, especially in a country where we don’t have any recognition. I’m totally aware that we all have to start at the bottom (don’t fool ourselves if you think you can start at the top) but there’s a big difference between working in the southern countries and the northern countries of Europe. Every day that goes by, Portugal sinks a little bit more into the hole we dug years and years ago (and no-one gives a damn about it, and I pretty sure that will dug an even bigger hole at the next elections, because people will commit the same mistakes), whereas in other countries, such as the Netherlands and Germany, they’re actually growing. This is a matter of seeing a good opportunity and going after it. Stuff like this doesn’t fall from the sky, only rain/snow does.

I don’t know if I’ll have internet access during this week, so I’m not sure if I’ll be around here. Just in case I won’t be able to come here, I’m leaving a few scheduled posts for the next two weeks. Let’s enjoy the last moments of our holidays!

FashionSkribo apresenta… “If I Stay”

Hoje é dia de mais uma sugestão cinematográfica. A partir deste post, esta rubrica vai voltar ao seu normal funcionamento, por assim dizer. Ou seja, cada sugestão é publicada no dia da sua estreia nos Estados Unidos, uma vez que esta corresponde à sua estreia mundial. Para além dos filmes de acção, o género dramático (se é que é assim que é designado) é também um dos meus favoritos. Eu descobri este filme através do tumblr e, depois, o seu trailer deixou-me bastante curiosa. E além do mais, eu sou fã do trabalho da Chloë Grace Moretz.

If I Stay_movie poster
Mia Hall sempre pensou que a decisão mais difícil que teria de tomar seria escolher entre seguir os seus sonhos musicais e ir para a Juilliard School ou seguir um caminho diferente de modo a poder estar com o amor da sua vida, Adam. Mas o que deveria ter sido uma viagem despreocupada em família mudou num instante, e agora a sua própria vida está em jogo. Apanhada entre a vida e a morte durante um dia revelador, Mia tem apenas uma decisão pendente, que irá não só decidir o seu futuro, como também o seu destino final. “If I Stay” é baseado no romance, de mesmo nome, da autoria de Gayle Forman.

Realizado por R. J. Cutler (“Nashville“, “American High“, “The War Room!” e “A Perfect Candidate“), “If I Stay” conta com a participação de Chloë Grace Moretz (“(500) Days of Summer“, “Kick-Ass“, “Let Me In“, “Hugo” e “Carrie“), Mireille Enos (“Big Love“, “The Killing“, “Gangster Squad“, “World War Z” e “Devil’s Knot“), Joshua Leonard (“The Blair Witch Project“, “Prom Night“, “Higher Ground” e “The Motel Life“), Stacy Keach (“Chicago Overcoat“, “Jerusalem Countdown“, “Planes” e “Nebraska“), Lauren Lee Smith (“The Last Kiss“, “Pathology“, “Helen” e “Girl Walks into a Bar“), Liana Liberato (“The Last Sin Eater“, “Trespass“, “Stuck in Love” e “Haunt“), Jamie Blackley (“London Boulevard“, “Snow White and the Huntsman“, “We Are the Freaks” e “The Fifth Estate“), Aliyah O’Brien (“Rookie Blue“, “Bates Motel“, “Indie Jonesing” e “The Woods“), Jacob Davies, entre outros.

Até ao momento, este filme tem recebido críticas mistas. O site rottentomatoes dá-lhe uma classificação de 40% com base em 55 críticas já publicadas.

If I Stay_movie picture
If I Stay” estreia hoje (22 Agosto) nos Estados Unidos da América. E tem estreia prevista para Portugal para o próximo dia 28 de Agosto.

As informações foram retiradas dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com e cinema.sapo.pt.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme?

Desabafo #12

relax
O mês de Agosto está quase a chegar ao fim, o que significa que as minhas férias também estão quase a acabar. Se bem que, na realidade, nunca senti que estivesse propriamente de férias. Mesmo já com tudo terminado, a verdade é que o meu curso de licenciatura continuou-me a dar imensos problemas e preocupações, o que excluiu qualquer possibilidade de um verdadeiro descanso. Eu cada vez que penso mais nisto, mais tenho a certeza que nunca irei aconselhar alguém a ir para a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nunca. Never. Jamais. Nem que as vacas tussam ou assim. É inacreditável a falta de organização e de profissionalismo que existe nesta faculdade. Cada vez que uma pessoa quer resolver um problema, por mais pequeno que seja, aparecem logo a seguir mais dois. Honestamente, não sei o que é que as pessoas da Secretaria/Serviços Educativos fazem durante o dia, mas trabalhar é que não é de certeza. E a parte gira é que as mulheres que lá trabalham têm uma má fama, mas uma má fama gigante que até é reconhecida pela Universidade toda. E isto já para não falar do nosso portal académico. O dia em que ele funcionar a 100% irá ser um milagre. Desde não funcionar como deve de ser durante a semana de matrículas (o que dificulta como é óbvio a inscrição nas cadeiras mais concorridas), até bloquear o acesso dos professores às pautas, o sistema informático tem problemas a toda a hora. Por causa deste mau funcionamento do sistema, por duas vezes, levou dias e dias para alguns dos meus professores conseguirem-nos dar as nossas notas. Acho que nem nos meus piores pesadelos, eu alguma vez pensei que fosse ficar tão farta desta faculdade, ao ponto de ter vontade de a ver pelos ares. Foram mais os problemas que arranjou, do que os bons momentos que proporcionou.

Enfim… Não era bem isto que eu queria escrever, mas ando com esta história entalada há meses e meses. Infelizmente estas não foram as férias com que eu estava a contar, mas espero solenemente que isto mude nas próximas 24h, porque realmente estou mesmo a precisar de descansar, e de encontrar qualquer coisa positiva que me alegre. Eu mencionei isto algures durante o início do ano, mas para quem não se lembra, eu tinha dito que não ia viajar este ano. No entanto, surgiu a oportunidade de o fazer, por assim dizer. E é basicamente isso que vai acontecer nos próximos dias. Não sei se vou conseguir ter acesso à internet, provavelmente não. E, por isso, vou deixar alguns posts agendados. Espero que vocês estejam a ter umas melhores férias.