Holland: one afternoon @ Katwijk aan Zee

Há cerca de duas semanas (mais coisa menos coisa), eu e mais o meu grupo da semana de orientação (e mais umas quantas pessoas) passamos uma tarde na praia. Foi uma tarde muito bem passada, não só pela companhia e pelo sítio em que estávamos, mas porque também deu para relaxar e para nos afastarmos de toda a trabalheira que têm sido estas últimas semanas. A praia a que fomos fica em Katwijk aan Zee (estância balnear localizada no Mar do Norte), que fica a cerca de 10km de onde estamos a viver. Decidimos, à boa moda holandesa, irmos para lá de bicicleta. Muito as minhas pernas se queixaram ao final do dia (o que não admira; não estou habituada a fazer muito exercício físico, e numa só tarde fiz 20km numa bicicleta), mas o passeio foi excelente, especialmente pela paisagem. As imagens que vos mostro abaixo foram tiradas na praia. Elas foram alteradas usando o programa “pixelmator“.

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About two weeks ago (leave it or take it), me and my group from the orientation week (along with some other people), we spent an afternoon at the beach. It was a well spent afternoon, not only because of the company and the landscape, but also because we managed to relax and to get away from all the hard work that has been the last few weeks. The beach that we went to is in Katwijk aan Zee (seaside resort located on the North Sea), and it is 10km away from where we are living. We decided, in a true Dutch fashion, to cycle there. My legs really complained at the end of the day (what doesn’t surprise me; I’m not use to do much physical exercise, and I did cycled 20km in one afternoon), but it was well worth because the cycling was great, thanks to the landscape. The photos that I show you above were taken at the beach. They were all altered using the program “pixelmator“.

FashionSkribo apresenta… “The Equalizer”

Hoje trago-vos mais uma sugestão cinematográfica. Na minha opinião, penso que estamos a entrar naquela época do ano em que há uma maior diversidade de filmes, e em que há também uma maior concentração destes. Honestamente, acaba por ser para o fim do ano que estreiam os melhores filmes (ou não). Este é um dos meus géneros cinematográficos favoritos, por isso não havia como não sugerir este filme aqui. E além do mais, o enredo parece-me ser muito bom e, o filme tem dois actores de que eu gosto bastante (Denzel Washington e Chloë Moretz).

The Equalizer_movie poster
McCall é um homem que acredita ter deixado para trás o seu misterioso passado e se dedica a uma vida nova e tranquila. Mas, quando conhece Teri, uma jovem controlada por um grupo de gangsters russos ultra-violento, não consegue manter-se como observador neutro – tem de a ajudar. Armado com as suas capacidades secretas que lhe permitem vingar qualquer ataque aos desprotegidos, McCall sai do seu retiro auto imposto e descobre que o seu desejo de justiça se mantém vivo.

Realizado por Antoine Fuqua (“Training Day“, “King Arthur“, “Brooklyn’s Finest” e “Olympus Has Fallen“), “The Equalizer” conta com a participação Denzel Washington (“Glory“, “Training Day“, “American Gangster“, “Unstoppable” e “Flight“), Marton Csokas (“The Lord of the Rings” trilogy, “The Bourne Supremacy“, “Kingdom of Heaven” e “Noah“), Chloë Grace Moretz (“(500) Days of Summer“, “Diary of a Wimpy Kid“, “Kick-Ass“, “Let Me In“, “Carrie” e “If I Stay“), David Harbour (“Brokeback Mountain“, “War of the Worlds“, “Revolutionary Road“, “Quantum of Solace” e “End of Watch“), Bill Pullman (“1600 Penn“, “Scary Movie 4“, “Peacok” e “Red Sky“), Melissa Leo (“All My Children“, “Frozen River“, “The Fighter” e “Prisioners“), Haley Bennett (“The Haunting of Molly Hartley“, “Marley & Me” e “Things People Do“), David Meunier (“Jericho“, “Justified“, “Pirates of the Caribbean: At World’s End” e “The Incredible Hulk“), entre outros.

Até ao momento, este filme conta com uma classificação de 59% (com base em 102 críticas), no site de críticas – rottentomatoes. Este site apresenta a seguinte descrição acerca do filme: “The Equalizer‘ is more stylishly violent than meaningful, but with Antoine Fuqua behind the cameras and Denzel Washington dispensing justice, it delivers“.

The Equalizer_movie picture
The Equalizer” estreia hoje (26 Setembro) nos Estados Unidos da América. No entanto, a sua estreia em Portugal foi ontem (25 Setembro).

As informações foram retiradas dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org, cinema.sapo.pt e rottentomatoes.com.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme?

Let they inspire you #11

I haven’t done one of these posts in a while, so here you have another outfit inspirational post. I don’t know if these outfits are in any way usable in Portugal right now (I feel sorry for you guys; that bipolar weather must suck), but here in the Netherlands, they’re just perfect for the weather we’re having now. I never expected to have so many sunny days in a row – I know it’s still Summer and all but I really thought I would only get cloudy and rainy days (as my first days here). All these outfits were taken from the lookbook.nu website.

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Higher Education in a foreign country #Graduate School

Eu fiz este post a pedido da Ânia (do blog “Born to be a Fashionista”), mas de certeza que este tema poderá interessar a muitas mais pessoas. Cada vez é maior o número de alunos portugueses que decidem prosseguir os seus estudos no estrangeiro, quer seja ao nível da Licenciatura, ou ao nível das Pós-Graduações. Apesar de existirem estas duas saídas, este post vai apenas referir-se às Pós-Graduações, e mais precisamente, aos Mestrados. Porém, se estiverem interessados em licenciaturas, podem dar uma espreitadela neste post. De certo modo, este vai ser um post genérico (pois acredito que o processo seja semelhante para a maioria dos países da União Europeia), mas vai ser baseado na minha experiência – eu candidatei-me não só para os Países Baixos (onde estou agora), como também para Inglaterra (eu não falo no Reino Unido, pois não sei se há diferenças ou não para o País de Gales, Escócia e Irlanda do Norte, mas suponho que não). O post vai ser dividido por tópicos para facilitar a leitura do mesmo.

Pré-Preparativos
A primeira informação que precisam de saber é que, ao contrário do que é a norma em Portugal, as candidaturas começam um ano antes do início do curso para o qual nos estamos a candidatar. Por exemplo, se quiserem começar o vosso mestrado em Setembro/Outubro 2015, têm que começar já a pensar na vossa candidatura. E digo isto porque os prazos de candidatura acabam normalmente por volta de Março/Abril (e quanto mais cedo mandarem, melhor; pelo menos é o rumor que corre). Não saber esta espécie de prazo é um erro bastante comum e que pode deitar os nossos planos por água abaixo (este prazo, se lhe quisermos chamar isso, também se aplica para as licenciaturas, sobretudo se quiserem ir para o Reino Unido).

Ir para o estrangeiro significa que temos de dispensar muito mais dinheiro do que se ficássemos no nosso país, por isso tirem algum tempo para pensar nisto, pensar se é realmente isto que querem, para que país é que querem ir, para que cidade, que tipo de curso é que querem e para que área, etc. É claro que na altura de aceitarem ofertas podem sempre recusá-las, mas a verdade é que já estão a gastar dinheiro na candidatura em si (não muito; irei falar sobre isto mais à frente). E além do mais, este é um processo trabalhoso e que leva tempo a concluir. E como qualquer decisão que tomemos, convém sempre ter certeza (ou alguma) daquilo que estamos a fazer.

Processo de candidatura
Geral
Em Portugal, para quem não tem conhecimento, e dentro daquilo que me apercebi ao logo de três anos na FLUL, as candidaturas são bastante simples. Elas são feitas no Verão entre o fim da nossa licenciatura e o início do nosso mestrado, e envolvem apenas o preenchimento de um formulário e provavelmente a entrega do nosso Certificado de Conclusão da Licenciatura. Contudo, as candidaturas para países estrangeiros envolvem muitos mais passos, alguns mais demorosos do que outros.

Em primeiro lugar, as candidaturas são feitas online, o que faz com que não haja a necessidade de nos deslocarmos à universidade em si. No entanto, nalguns casos, uma ida à universidade pode ser importante (mas é claro que isto depende muito das vossas possibilidades monetárias e do curso para o qual querem ir). Lá fora, mais do que em Portugal, existem vários dias abertos (open days). Estes eventos são uma boa oportunidade para ficarem a conhecer a universidade/faculdade, o departamento no qual está inserido o vosso curso, os professores e ainda alguns alunos. Por exemplo, no meu caso, ir a estes eventos foi bastante importante para a minha candidatura. Eu fui ao dia aberto da UCL, em Londres (uma das universidades inglesas para as quais também me candidatei) e tive a oportunidade de conhecer não só alguns alunos, como também um dos professores – que fez questão de dizer para eu mencionar na minha candidatura que tinha falado com ele. E depois fui ao dia aberto da universidade onde agora estou. Aqui falei com o director do meu curso, com outros professores e ainda com alguns dos alunos (aliás, passei uma boa tarde com eles, até porque já conhecia uma das pessoas do grupo). Neste caso, foi algo chave para a minha candidatura porque foi graças a estes “meetings” que me ofereceram este lugar. Como podem ver, estes eventos podem fazer a diferença, pois é uma maneira de expressarmos a nossa motivação e o nosso interesse pelo curso, mas isto é algo completamente relativo, pois depende do curso para o qual nos estamos a candidatar.

Em segundo lugar, a candidatura tem uma taxa; ou seja, o envio da candidatura tem um preço fixo. Este preço pode ir dos 25€ até aos 100€, mas algumas universidades não requerem qualquer pagamento no acto da candidatura.

Em terceiro lugar, as candidaturas envolvem o envio de documentos extra: uma carta de motivação, uma ou mais cartas de recomendação, certificados de unidades curriculares, certificado de licenciatura, exames de língua (nomeadamente inglês), CV, etc. ( eu uso o etc. aqui porque, para a minha candidatura para os Países Baixos, também tive que enviar o meu certificado do secundário).

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Carta de Motivação (Personal Statement)
Este é um documento bastante importante, pois é graças a ele que podemos mostrar a nossa paixão pelo curso, a bossa motivação e os nossos pontos mais fortes. No fundo, sob a forma de um texto, esta é a nossa oportunidade para nos vendermos (se é que me faço entender). Eu deixo-vos com este link para terem uma ideia do que é que estes textos envolvem. Uma maneira que eu encontrei para fazer este texto foi respondendo a umas questões-chave. No fim, é tentar juntar tudo num texto coerente e do nosso agrado. Um conselho: mostrem o vosso texto a familiares, amigos, a alguém que possa dar a sua opinião de forma construtiva. E certifiquem-se que alguém corrige o vosso inglês (ou qualquer que seja a língua usada). Deixo-vos aqui com alguns exemplos destas questões:
– why do you want to do this course/research?
– why this subject?
– why this university?
– what academic skills have you got to offer?
– what is the relevance of your first degree to this study?
– what personal skills can you offer?
– what are your strengths?
– what are your career aims?
– why X (país para o qual se vão candidatar)?
– do you have any previous experience?
– how can you show that you can successfully complete a higher education course that is taught in English?

Estes são apenas alguns exemplos de temas que devem abordar no vosso “personal statement“. Há que ter em conta, contudo, que nem todas estas questões podem ser úteis para vocês, pois o que nós escrevemos depende muito do curso para o qual nos estamos a candidatar.

Eu mentiria se dissesse que esta etapa não leva muito tempo. Por um lado não leva assim tanto tempo (acho eu), mas por outro lado, convém que seja feita com pés e cabeça, com tempo para fazer mil e uma alterações. E é também importante ter este texto, nem que seja só um rascunho, na altura em que pedirem as vossas cartas de recomendação. Último conselho: se há universidades que não estabelecem qualquer limite de palavras, há algumas que o fazem – têm de ter muita atenção a isto.

Cartas de Recomendação (References)
Esta foi para mim a pior parte. E digo isto porque levou imenso tempo para que os meus professores me dessem as cartas (e admito que fiquei um tanto ou quanto desapontada, mas pelo menos prejudicada não fui de certeza). O mais comum é ser-vos pedidas duas cartas de recomendação, e porque o objectivo é terem, sobretudo, professores a incentivarem a que sejam aceites, escolham bem a quem vão pedir as cartas. Podem ser professores, patrões, algo do género; mas convém acima de tudo que seja alguém que vos conheça bem (e como é óbvio, que não seja da vossa família). Quando pedirem a alguém, entreguem-lhe o que já tiverem do vosso “personal statement” (pois ajuda sempre saber quais são os vossos objectivos, etc.), o programa do curso (para o qual se estão a candidatar) e quaisquer outras informações que agem necessárias, e que achem que o/a possa ajudar a fazer a carta. E certifiquem-se que a carta é escrita em inglês e assinada pela pessoa.

Certificados
Para quem já tenha acabado a sua licenciatura, este passo é bastante fácil, pois irá-te apenas ser pedido que envies o teu Certificado de Conclusão da Licenciatura. Atenção: este e qualquer outro certificado tem de ser traduzido para inglês e tem de ser autenticado por um notário.

Para quem ainda está a acabar a licenciatura, irá precisar de Certificados de Unidades Curriculares. Ou seja, vão precisar de certificados das cadeiras que realizaram nos anos anteriores (no fundo, é um certificado em que listam as vossas cadeiras, com as respectivas notas). Mais uma vez, estes documentos têm de ser traduzidos e autenticados. Peçam estes documentos com tempo, pois nem sempre as universidades são muito rápidas a emitirem estes papéis.

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Exames de língua
– e aqui está talvez uma das partes mais demorosas. Se já tiverem um destes exames, óptimo. Mas para quem não tem, isto não só vai vos custar dinheiro (e não pouco), como também tempo. No geral, o aconselhável é fazer os exames da Cambridge University, que eu passo a enumerar:
IELTS (International English Language Testing System);
CAE (Certificate in Advanced English);
CPE (Certificate of Proficiency in English).

Embora tenham preços diferentes (tanto as aulas de preparação como os exames em si), a verdade é que este detalhe não é muito importante. Os dois últimos exames são os mais aconselháveis pois são vitalícios, enquanto quenquém o primeiro só tem uma validade de dois anos. Pessoalmente, prefiro o primeiro exame, mas em termos de utilidade e validade, é melhor fazer um dos últimos dois. Em relação às notas que têm que obter, este é um detalhe que está sempre disponível nos websites das universidades.

Oferta
A candidatura para o estrangeiro é feita com base em ofertas (“offers“). Para quem já tem todos estes documentos e tem todos os requisitos, se for aceite, recebe uma “unconditional offer“. Mas para quem ainda está a acabar a licenciatura, irá receber apenas, inicialmente, uma “conditional offer“, que como o nome indica, envolve obtenção do quer que seja que eles pedem nas condições. Por experiência própria há dois cenários possíveis (o primeiro é mais comum):
– pedem-vos uma média superior a 15/16 valores e uma classificação de X em determinado exame de inglês (no formulário de candidatura, podemos escolher que exame é que queremos fazer);
– pedem-vos apenas que concluam a licenciatura e uma classificação de X em determinado exame de inglês (no formulário de candidatura, podemos escolher que exame é que queremos fazer).

De momento, não me ocorre mais nenhum detalhe sobre as candidaturas. Espero que este post vos seja útil (para quem se quem candidatar para o estrangeiro). E caso alguém tenha dúvidas/questões, podem deixá-las na secção de comentários ou enviá-las para o email do blog.

FashionSkribo apresenta… “The Maze Runner”

Há já algum tempo que não vos trazia um post desta rubrica. E hoje voltamos a um post só em português (há que ir variando um bocadinho, não é?). Hoje trago-vos mais uma adaptação cinematográfica de um livro – “young-adult post-apocalyptic science fiction” (só para que não haja confusões, ou mal interpretações desta minha frase, este é apenas o género literário da obra). Estou certa que este filme (e livro) já foi comparado com a trilogia “The Hunger Games” ou com o “Divergent”, mas pelo que já li, penso que as comparações são totalmente desnecessárias. Enfim… Eu quero ver se leio o livro antes de ver o filme, por isso penso que tão cedo não irei ver este filme. Para além de ter bastante interesse em conhecer a história, também estou muito curiosa para ver o Dylan O’Brien.

The Maze Runner_movie poster
The Maze Runner” segue a história de um rapaz, Thomas, que acorda num lugar estranho chamado de “Glade“, sem qualquer memória, além do seu nome próprio. “Glade” é uma estrutura fechada e habitada por outros rapazes, e é cercada por paredes de pedra altas que os protegem de monstros chamados “grievers” que vivem no labirinto (“maze“), que envolve as paredes em volta do “Glade“. Todos os dias, algumas das crianças que são “runners” aventuram-se no labirinto, tentando mapear o padrão de mutação das paredes, de modo a tentarem encontrar uma saída. Assim que Thomas chega, coisas incomuns começam a acontecer e os outros começam a suspeitar dele. O labirinto (“maze“) parece familiar a Thomas, mas ele não é capaz de fazer sentido do local em que está, apesar das suas habilidades extraordinárias como “runner“. Quando a primeira rapariga chega ao “Glade“, ela traz uma mensagem: ela será a última a chegar, visto que o fim está próximo.

Realizado por Wes Ball, “The Maze Runner” conta com a participação de Dylan O’Brien (“Teen Wolf“, “High Road“, “The First Time” e “The Internship“), Kaya Scodelario (“Skins UK“, “Clash of the Titans“, “Now Is Good” e “Southcliffe“), Will Poulter (“The Chronicles of Narnia: The Voyage of the Dawn Treader“, “Wild Bill” e “We’re the Millers“), Thomas Brodie-Sangster (“Game of Thrones“, “Love Actually“, “Nanny McPhee” e “Nowhere Boy“), Patricia Clarkson (“Six Feet Under“, “Far from Heaven“, “The Station Agent” e “Pieces of April“), Aml Ameen (“The Bill“, “Harry’s Law“, “Red Tails” e “The Butler“), Alexander Flores (“Twelve“, “The English Teacher” e “Delivery Man“), Jacob Latimore (“Vanishing on 7th Street“, “Black Nativity” e “Ride Along“), Chris Sheffield (“The Rookie“, “Transformers: Dark of the Moon” e “General Education“), Joe Adler (“The Mentalist” e “Prom“), Ki Hong Lee, Blake Cooper, Dexter Darden, Randall D. Cunningham, entre outros.

Até ao momento, o filme conta com uma classificação de 63% (com base em 70 críticas), no site de críticas – rottentomatoes. Neste site, o filme tem a seguinte descrição: “with strong acting, a solid premise, and a refreshingly dark approach to its dystopian setting, ‘The Maze Runner‘ stands out from the crowded field of YA sci-fi adventures”.

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The Maze Runner” estreia hoje (19 Setembro) nos Estados Unidos da América. No entanto, o filme já estreou ontem (18 Setembro) em Portugal.

As informações foram retiradas dos seguintes sites: movieweb.com, en.wikipedia.org, rottentomatoes.com e cinema.sapo.pt.

Quem é que tem curiosidade em ver este filme?

Holland: first two weeks of Graduate School

E por mais incrível que pareça (pelo menos para nós que estamos aqui), já se passaram três semanas e meia. É mesmo incrível o quão depressa o tempo passa. E o mais estranho é que parece que ainda não fiz muita coisa – embora já tenha lido que nem uma maluca. Eu penso que isto se deva ao meu horário. De momento, só tenho aulas em três dias e no máximo só tenho duas aulas por dia. É um horário super leve mas dá muito trabalho. Mesmo apenas só com duas semanas de aulas decorridas, já deu para encontrar bastantes diferenças em relação a Portugal (e em relação ao que são as licenciaturas). A primeira grande diferença é que temos uma faculdade só nossa. Em Portugal, faculdades específicas só mesmo as de Medicina. E aqui, não só é uma faculdade para nós, como temos (quase) um edifício só para nós – e novinho em folha (podem ver uma imagem-modelo aqui; não sei se o edifício irá ter mesmo este aspecto, porque ele ainda está em obras, mas suponho que sim). Se eu já achava que o edifício antigo era muito bom, então este edifício parece saído do futuro. Até temos direito a sofás no hall de entrada (por assim dizer).

Esta é a primeira grande diferença. Depois, segue-se o modo como o ano académico é organizado. Continua a haver a divisão em dois semestres, mas agora cada semestre está dividido em dois blocos. Há cadeiras que são leccionadas em mais do que um bloco, mas a maioria deles só tem a duração de um bloco. Por exemplo, o bloco 1 dura de 1 Setembro a 17 Outubro. Em média, dá um total de cerca de 8 aulas. E isto faz com que seja tudo muito mais intensivo. Temos menos aulas mas o ensino é mais intensivo. Para além disto, a quantidade de trabalho que temos de fazer é muito maior do que se fazia para a licenciatura. Para ser sincera, é muito mais trabalho do que eu estava inicialmente à espera. De um modo geral, temos sempre uns dois artigos (e não dos mais pequenos) para ler para cada aula. E depois temos quase sempre que fazer um “paper” ou “essay” acerca destes artigos. E já fiz o meu primeiro trabalho de grupo, com apresentação oral. Eu nunca gostei de trabalhos de grupo, e muito menos de apresentações orais, mas a verdade é que este deve ter sido um dos melhores trabalhos em que já participei – o sucesso foi tanto que os professores deram-nos um 9.5 (as notas aqui vão do 1 ao 10). Outro detalhe interessante: as aulas aqui também têm a duração de 2h, mas a verdade é que acabamos apenas por usar 1h30. As aulas começam sempre 15 minutos depois (suponho que para dar tempo a toda a gente para chegar e para resolver problemas técnicos com computadores e afins) e temos sempre um “coffee break” de 15 minutos a meio da aula. É certo que estava habituada as minhas aulas de 2h, mas assim é muito melhor. A pausa a meio é óptimo para refrescarmos as ideias e para despertarmos um pouco também.

Outras diferenças… O facto de os professores serem, no geral, bastante novos. Honestamente, há um que parece que acabou de terminar agora o seu Doutoramento. Eu penso que isto é algo bastante positivo, pois faz com que haja sangue novo no departamento; é uma maneira de se inovar – e isto fazia uma grande diferença na minha antiga universidade, em Portugal. Neste sentido, sinto que este departamento de Arqueologia tem uma variedade de projectos muito maior; não só a nível nacional, mas especialmente a nível internacional.

Até ao momento, estou a gostar bastante desta experiência. Os professores parecem-me ser muito bons e até cativam, pois as aulas estão a ser bem mais interessantes do que estava à espera (incluindo mesmo a aula de teoria). Não tenho queixas em relação aos meus colegas. Ainda não houve muitas oportunidades de nos conhecermos todos, mas parece que estamos num bom caminho. Verdade seja dita, as turmas costumam estar um bocado divididas em dois grupos – os alunos internacionais (já nos conhecemos devido à semana de orientação) e os alunos holandeses. De qualquer maneira, damo-nos todos bem e falamos uns com os outros sempre que necessário. Vamos ver como correm os próximos dias!

Para quem já está em aulas, ou para quem vai começar brevemente, boa sorte!

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It seems totally unbelievable (at least for us staying here) that it’s been already three weeks and a half since I got to the Netherlands. It’s really incredible how fast time passed. And the strangest thing is that it feels like I haven’t done much yet – even though I’ve already read like crazy for my modules. I think this is due to my schedule. At the moment, I only have classes on three days, and I never have more than two classes per day. It’s a super light schedule, yet very laborious. Even though I only had two weeks of classes so far, I’ve already found quite an amount of differences between here and Portugal (and I can say the same for bachelor vs master). The first big difference is that here we have a faculty of our own. In Portugal, faculties this specific are only those for Medicine. And here, it’s not only a faculty just for us, but we (almost) also have a building just for us – and brand-new (you can see a picture of it here; not sure if it’s going to look like that, since the building is still under construction, but I guess it will). If I already thought that our old building was really good, now this building appears to come from the future. We even have sofas in the entrance hall (so to speak).

That is the first big difference. Then, there’s the way how our academic year is organised. There’s still the normal division in two semesters, but now each semester is divided in two blocks. There’s modules that are taught in more than one block, but most of them only last for one block. For example, block one goes from 1st September to 17th October. In average, it’s about a total of 8 classes. This makes it a lot more intensive. We have fewer classes but the teaching is way more intensive. Apart from this, the amount of work we have to do is much more than what we used to do for the bachelor. Honestly, it’s a lot more work than I was initially expecting. In a general way, we always have a couple of articles (and not the little ones) to read for each class. And then we almost always have to do a “paper” or an “essay” on them. And I’ve already done my first group assignment and oral presentation. I never liked working in groups, much less doing oral presentations, but I must say that this has to be one of the best group assignments I’ve ever worked in – we had so much success that the professors gave us a 9.5 (the grades here go from 1 to 10). Another interesting detail: our classes here also last for 2h, but the truth is that we only end up by using 1h30 of it. Our classes always start 15 minutes later (I suppose that’s to prevent people from arriving too late; and it gives us time to deal with technical problems with the computer), and we always have a 15-minute coffee break. I know I’m used to 2h-classes but this is so much better. The pause in the middle of the class is great to refresh our ideas and to wake-up a bit more.

Other differences… The fact that our professors are, generally-speaking, quite young. Honestly, there’s one that looks like he just finished his Phd. I think this is something really positive, since it’s like having new blood pumping in the system; this is a way of innovating – and would make a hell of a difference in my old university, in Portugal. In this way, I feel that this Archaeology department has a great variety of projects, not only in a national level, but especially in an international level.

Until this moment, I’m really loving this experience. My professors seem to be really good and they’re actually captivating, because classes are a lot more interesting than what I was expecting (even including our theory module – which is always a pain in the ass). I don’t have any complaints about my colleagues. There haven’t been many opportunities for us to know everyone else, but we seem to be heading in the right path. Truth be told, my classes are usually divided into two groups – the international students (since we’ve already known each other from the orientation week) and the Dutch students. Anyway, we all get along and everyone speaks to everyone every time it’s necessary. Let’s see how the next days go!

For those of you who are already in classes, or for those of you about to start them, good luck!

My Orientation Week to life in the Netherlands

Eu sei que disse que ia deixar posts agendados nos meus primeiros dias nos Países Baixos, mas a verdade é que não tive mesmo oportunidade de fazê-los. Estas duas semanas têm sido bastante atarefadas (física e mentalmente), por isso é que não consegui vir aqui muitas vezes. Mas hoje estou aqui para contar as minhas últimas novidades. Digam-me se este tipo de posts tem interesse ou não que é para eu saber se devo continuar a publicá-los. E aproveito já para agradecer os vossos comentários; podem ter a certeza que ainda me deixaram com mais alguma força de vontade.

Eu cheguei aos Países Baixos há cerca de duas semanas e meia. Os primeiros dias não foram os mais fáceis, devo admitir. Eu penso que não tanto por ter saudades de casa, da família e dos amigos (o que obviamente tinha), mas talvez mais pelo facto de estar sozinha numa cidade inteiramente nova, onde não conhecia ninguém e onde falam uma língua bastante estranha (embora quase toda a gente fale um inglês quase perfeito). Penso que o meu problema foi o facto de eu estar sozinha, e ao só ter-me a mim, fez com que o meu subconsciente começasse a pensar em mil e um problemas; problemas estes que não são problemas de todo, mas nestas situações são sempre aumentados. Os dias também não foram os mais bonitos – recebi um bom pacote de boas vindas: nuvens e muita chuva. No entanto, sempre deu para dar umas voltitas pela cidade e revisitar algumas ruas (isto porque já aqui tinha estado no início do ano quando vim ao Dia Aberto de Arqueologia). Mas o meu estado de espírito, felizmente, mudou rapidamente. No fim-de-semana (há duas semanas atrás), conheci quatro colegas. Eu não sei bem o que lhes chamar porque apesar de estarmos todos a fazer Mestrados em Arqueologia, as nossas especializações são completamente diferentes. Mas de qualquer modo são colegas de curso. Neste sentido, eu passei o sábado e o domingo com eles, e foi mais do que óptimo ter companhia.

A parte mais interessante começou na segunda-feira passada – a nossa “Orientation Week“. Só vos digo uma coisa, esta foi a minha melhor semana que tive em meses. É verdade que teve dois pequenos pontos baixos, mas foi a semana perfeita para relaxar, conhecer os meus futuros colegas de curso e para conhecer a minha nova universidade e a cidade. De certo modo, esta semana é suposto ser uma espécie de semana de “praxes”, como a que temos em Portugal, mas honestamente foi muito mas muito melhor. É uma semana em que não temos aulas (pois é a semana antes do início do ano lectivo), e é realmente uma semana em que o objectivo é integrar os alunos na universidade e na comunidade estudantil. E é também uma semana para nos habituarmos à nova cidade. E apesar de haver excepções nas nossas “praxes”, eu senti uma grande diferença. Resumindo, esta é uma semana para alunos internacionais (embora existissem alguns holandeses pelo meio), os quais são divididos em grupos de cerca de 15 pessoas. Cada grupo tem dois guias (um holandês e um internacional). Eu já tinha conhecido algumas pessoas de Arqueologia antes desta semana e fiquei com pena quando descobri que eles não iam ficar no meu grupo durante esta “semana de orientação”, mas depois de ter conhecido o meu grupo, até que fiquei bastante feliz. Eu sei que tive imensa sorte neste aspecto porque até nos tornámos numa espécie de família, sendo que os nossos “pais” eram os nossos dois guias (uma holandesa e um italiano). Conheci imensas pessoas super simpáticas e queridas ao longo desta semana, pessoas de imensas nacionalidades – estão nesta universidade pessoas de 80 países diferentes (por isso podem ver o quão internacional é a universidade). Para além de uns quantos jogos, passeios de barco (pelo rio e canais da cidade), a oportunidade de experimentar diversos desportos, uma tarde inteira passada num dos parques da cidade (foi um autêntico dia de Verão holandês), passámos duas manhãs em conferências: uma delas nas nossas respectivas faculdades, para que ficássemos a conhecer melhor os nossos cursos, o modo como a faculdade funciona e tudo isso; e outra mais geral, que abrangia alguns aspectos sobre os holandeses e os Países Baixos (sim porque é errado referirmo-nos ao país como Holanda).

De um modo geral, foi assim que eu passei a minha primeira semana e meia nos Países Baixos. As minhas aulas entretanto já começaram, no passado dia 1. Mas vou deixar este assunto para um outro post. E porque as minhas aulas já começaram, e porque temos muito muito mais trabalho para fazer, eu não faço ideia como irão ser as próximas semanas. Eu espero poder vir algumas vezes ao blog, mas não prometo nada. Por último, abaixo, podem ver uma espécie de resumo da nossa “Orientation Week”.

I know that I said I was going to leave some scheduled posts for my first days in the Netherlands, but the truth is that I had no chance of doing them, neither when I was back in Portugal nor when I got here. These past two weeks were very laborious (physically and mentally), and that’s why I didn’t write/publish anything. But here I am today to tell you some of my new adventures. Please let me know if you find this kind of posts interesting or not, so I know if I should keep doing them. And I’ll take this chance right now to thank you guys for all your comments; you can be certain that they left me with more willpower.

I arrived at the Netherlands about two and half weeks ago. The first couple of days weren’t that good, I must admit. I think that it wasn’t too much because I missed home, my family and friends (which I obviously did), mas it was perhaps more because I was by myself in a new city, where I knew no-one and where people spoke a strange language (even though pretty much everyone one speaks and almost perfect English). I think my major problem was the fact that I was by myself, and by just having me, it made my subconscious starting to think in millions of problems; problems which weren’t problems at all, but in these situations they are all huge. These first few day weren’t the most pretty ones – I got a good welcome package: clouds and lots of rain. However, I managed to wonder around the city and revisit some streets (this is because I’ve been here already, at the beginning of this year when the university held an Open Day for the Archaeology masters). But my state of mind, fortunately, changed rapidly. At the weekend (about two weeks ago), I met four colleagues. I’m not exactly sure what to call them because in spite of the fact that we’re all doing masters in Archaeology, our specialisations are completely different. But anyway they’re still my course colleagues. So I spent Saturday and Sunday with them, and it was more than amazing having company.

The most interesting part started exactly two weeks ago – my “Orientation Week”. I’ll tell you this much, this was the best week I’ve had in months. Is true that it had its two low points, but it was the perfect week to relax, meet my future course colleagues, and meet my new university and city. In a certain way, this week is suppose to be a sort of “praxes” (something very common in Portugal), but honestly it was so much better. This is a week when we have no classes whatsoever (since it’s the week before all the classes start), and it’s truly a week designed to integrate the new students in the university and its student community. It is also a week for us to settle in the new city. Even though I know that there are plenty of good exceptions to our “praxes”, I still felt that there was a big difference. Summarising, this week is meant for international students (even though there were a few Dutch students among us), whom are divided into groups of about 15 people. Each group has its own two guides (one Dutch and one international). I had already met some people doing Archaeology before this week, so I was kinda sad when we figured we weren’t going to be in the same group. However, after I met my group, I was pretty satisfied with it. I know I was pretty damn lucky because we kinda became some sort of a family, wherein our “parents” were our two guides (one Dutch girl and one Italian boy). During this week, I met so many wonderful, amazing, and nice people from different nationalities – in this university, there’s people from 80 different countries around the world (you can see how much international this university actually is). Apart from a few games, boat rides (through the city river and canals), the opportunity of experimenting several sports, one afternoon spent in one of the city’s parks (this was actually an authentic Dutch Summer day), we spent two mornings in conferences: one of them in our respective faculties, so that we could get to know our course, the way the faculty works and all of that; and the other being more general, since it covered broad aspects about the Dutch people and the Netherlands (yes, because it’s totally incorrect to say Holland when we’re referring to the country).

Generally speaking, this was how I spent my first week and a half in the Netherlands. My classes have already started on the 1st September. But I leave this matter for another post. And because my classes have already started, and because we have so much coursework to do, I have no idea how the next few weeks are going to be. I hope I can come here sometimes, but I won’t make any promised. Lastly, above, I leave you guys with a sort of summary of our “Orientation Week”.