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Não sei muito bem que direcção é que este post irá seguir, mas penso que poderá servir como uma espécie de seguimento a este, publicado há uns dias. As minhas aulas ainda não começaram mas honestamente a rotina a que estamos habituados como estudantes já chegava – se bem que para a semana já me vejo a queixar com a quantidade de artigos e essays que vou ter de ler e preparar. Esta já é a minha terceira semana em Londres – só me apercebi agora que este tempo todo já tinha passado -, e a última foi basicamente passada entre a zona onde vivo e o campus universitário. Eu sei que há praxes e praxes, mas duvido que alguma vez seja profundamente convencida de que elas servem para inserir os novos alunos na comunidade e vida académicas. A semana passada foi a Welcome Week para os alunos internacionais, e esta semana é a Fresher’s Week para todos os caloiros. Eu adoro este espírito de entre-ajuda e convivência, onde não estamos limitados ao pessoal do nosso curso e em meia dúzia conhecemos dezenas de pessoas de todos os cantos do mundo. E graças a deus há muitos mais eventos para além das típicas festas onde o pessoal se embebeda a torto e a direito quando se vêem fora da alçada dos seus pais. Esta semana para mim só funciona como a semana em que temos todas as nossas sessões de recepção e de introdução à nossa faculdade e cursos. Na semana passada até já tive a oportunidade de falar com dois (futuros) professores, uma delas também será a minha tutora. E acima de tudo conheci imensa gente dos mais diversos países, EUA e Porto Rico, Canadá, Brasil, Chile, Dinamarca, Bulgária, Grécia, França, Alemanha, China, Singapura, Austrália, Índia… Esta universidade é realmente internacional, não fosse também Londres uma cidade totalmente internacional.
E em duas semanas já fiz vários quilómetros a pé por Londres, já andei ao longo do Tamisa, já fui ao British Museum – pela quarta vez, e sim ainda não vi tudo -, já fui à National Gallery – e sim, também não vi tudo -, já andei pela Oxford e Regent streets umas quantas vezes, já andei de metro e ainda não me fartei, já fui a uma entrevista de emprego e saí de lá a morrer, já fui ao nosso consulado – talvez o único sítio onde veja a nossa função pública a funcionar minimamente bem -, já entreguei uma dúzia de currículos, já me candidatei a tantos outros empregos, já apanhei uma molha… E sabe-se lá mais o que eu já fiz. Estas duas últimas semanas têm sido recheadas de momentos, uns melhor e outros pior passados. Desde a primeira vez que visitei Londres que sempre senti que esta cidade era a minha verdadeira casa. A decisão do Brexit foi uma enorme facada neste sentimento, mas a adoração à cidade continua cá. É simplesmente diferente passar-se cá umas semanas como turistas, do que estar previsto passar cá os próximos dois anos. A saída da zona do conforto é do caraças, enfrentar o desconhecido é do caraças, mas é assim que realmente nos tornamos verdadeiros adultos, e é assim que realmente crescemos como pessoas. E é sobretudo assim que seguimos os nossos sonhos.
Isto é capaz de ser bastante fútil – who cares, really – mas talvez o ponto mais alto dos últimos dias foi o facto de eu ter conhecido os Bastille e de ter não só uma fotografia com eles, mas também os seus autógrafos. E isto aconteceu tudo nas minhas primeiras horas em Londres – lucky right?