A dream eight years in the making

Some people dream of going to Harvard or Yale or Brown or UPenn – and basically any other prestigious Ivy League university in the States -, others dream of going to Sorbonne in France or Oxford and Cambridge in England – or maybe even St Andrews in Scotland due to the Duke and Duchess of Cambridge. And I have always dreamed of going to UCL – University College London, just to make it even more clear peps. Despite the fact that the department isn’t in great shape right now, I wouldn’t probably say no to UPenn if I had a chance just because some of my favourite researchers work there, but considering you have more chances of dying from a mass shooting in an American university campus than by a shark attack in Australia, I prefer to stay put in Europe, and besides too long flight journeys, like please no. Sorbonne has a big language barrier – I think it’s time for you guys to step down from your patriotic tower ’cause this ain’t the 1780’s anymore -, and besides it never caught my attention. And then Oxbridge was never my thing at all but great research location, like seriously mine-gold location as hell. However, for eight years now that UCL has been my obsession and I guess third time’s a charm ’cause this time I’m definitely gonna study there – or should I say here, since I’m in London already?

Algumas pessoas sonham em ir para Harvard ou Yale ou Brown ou para a UPenn – e basicamente para qualquer outra das prestigiosas universidades americanas da Ivy League -, outros sonhos em ir para a Sorbonne em France ou para Oxford e Cambridge em Inglaterra – ou talvez até mesmo para St Andrews na Escócia devido ao Duque e à Duquesa de Cambridge. E eu sempre sonhei em ir para a UCL – University College London, só para tornar a sigla mais compreensível. Apesar do facto de que o departamento não está num bom estado agora, eu até que não diria que não à UPenn se eu tivesse hipótese, mal que não seja por alguns dos meus investigadores favoritos trabalharem lá, mas considerando que tenho muitas mais hipóteses de morrer vítima de um tiroteiro num campus universitário americano do que vítima de um ataca de tubarão na Austrália, eu prefiro manter-me bem quietinha na Europa, até porque longas viagens de avião não são para mim. A Sorbonne tem uma barreira linguística gigante – não é por mal meus, mas acho que já é tempo de sairem da vossa torre patriótica, que os anos 1780 já acabaram há imenso tempo -, e atém do mais, a universidade nunca captou muito a minha atenção. E depois Oxbridge nunca foi a minha cena, apesar de serem uma óptima localização para investigação, ao ponto daquilo ser quase uma mina de ouro para nós – arqueólogos, obviamente. À parte disto tudo, desde há oito anos para cá que a UCL tem sido a minha obsessão e, penso que à terceira é que é, porque desta vez vou mesmo estudar lá – ou melhor cá, visto que já estou em Londres.

UCLI know I said I would write on the day after my arrival in London, but these first few days have been a bit crazy and quite busy. This is basically my fifth day in London and I feel like it has happened a lot since I arrived here. Even though this isn’t going to be my first time studying a Master degree in a foreign country, this academic year is going to bring a lot of novelties for me. The majority of (taught) Masters in Europe only last for one year – and that was exactly what I did in the Netherlands – but this time I will be doing a Masters in two years, as I will be doing it as a part-time student. This means I will be working part-time at the same time. I won’t lie that this decision was made purely on monetary reasons – I love London but damn this city is hella expensive – but two years does really give you more time and freedom to develop a better thesis and to establish equally good relationships with scholars. It may feel weird for some that I am doing a second Master degree, but to be honest nowadays a Bachelor isn’t enough anymore, probably not even a single Masters is enough. And if we wanna invest in a proper academic career path – i.e. research/scientific research – we gotta have at least a PhD. Call me biased all you want – it won’t be a lie – but this gotta be one of the hardest career paths out there, but absolutely the most fulfilling of them all. And as I am changing my specialisation within the Archaeology field, there’s no better way of doing that by doing a second Master degree.

Eu sei que tinha dito que iria escrever no dia a seguir à minha chegada a Londres, mas estes primeiros dias têm sido bastante atarefados, e algo estranhos. Este é basicamente o meu quinto dia em Londres, e eu já sinto que aconteceram mil e uma coisas desde que eu cheguei. Apesar de esta não ser a primeira vez que estou a fazer um Mestrado no estrangeiro, a verdade é que este ano académico vai trazer-me muitas novidades. A maior parte dos Mestrados na Europa só duram um ano – que foi exactamente aquilo que fiz nos Países Baixos -, mas desta vez vou fazer um Mestrado em dois anos, visto que vou fazê-lo a tempo parcial. Isto significa que vou tentar trabalhar ao mesmo tempo que estudo. Não vou mentir que esta decisão não foi puramente financeira – eu adoro Londres mas esta cidade é excessivamente cara -, mas realmente dois anos dão-nos mais tempo e liberdade para desenvolver uma melhor tese, e para estabelecer relações igualmente boas com investigadores. É capaz de ser esquisito para alguns o facto de eu estar a fazer um segundo Mestrado, mas para ser muito sincera, nos dias de hoje uma Licenciatura já não chega, e provavelmente nem um único Mestrado. E se queremos investir num verdade percurso académico – i.e. investigação/investigação científica -, temos de ter pelo menos um Doutoramento. Podem-me chamar tendenciosa à vontade – o que não será mentira nenhuma -, mas esta é um dos percursos profissionais mais difíceis que existem, mas absolutamente o mais gratificante deles todo. E como eu estou a mudar de especialização dentro do ramo de Arqueologia, não há melhor maneira de o fazer que não com um segundo Mestrado.

208I’ve only been in my new student residence for a few days, so I haven’t had much time to form a proper opinion on it, but so far it doesn’t seem too bad. This time I am sharing a flat with other five people, but each one of us has her/his own bedroom and bathroom. There weren’t that many pictures of the rooms at this residence online, but from past experiences I wasn’t expecting much. However it turned out to be better than I though. A few changes wouldn’t be a mad idea but so far there isn’t much I can complain. And the kitchen is a lot bigger than I thought it would be, which is also great since it’s gonna be six of us in that space. The fact that is close to my faculty – well a good 20+ minutes walk – is definitely a plus, as I wanna spend as little as possible on public transports here. They do work better – even if some of the tube lines are on strike – but they’re super expensive, especially for a student budget. Finding a part-time job has been a bit tricky as not all kinds of jobs are suitable to perform at the same time we study. Finding something in London to do is not difficult at all – there’s plenty of offer, that I can assure you -, but something to our liking might not be that easy to find. Let’s just see how this new stage of my life develops.

Eu ainda só estive uns poucos dias na minha nova residência universitária, por isso ainda não tive muito tempo para formar uma opinião mais concreta, mas até agora não parece ser má de todo. Desta vez eu estou a partilhar um apartamento com mais cinco pessoas, mas cada um de nós tem os seus próprios quartos e casas-de-banho. Não existem muitas imagens dos quartos desta residência na internet, mas por experiências antigas eu não estava à espera de muito. No entanto até acabou por ser melhor do que eu pensava. Umas quantas mudanças não lhe fariam mal nenhum, mas até agora não me posso queixar muito. E a cozinha é bem maior do que eu pensava que seria, o que é óptimo porque seremos seis a usar aquele espaço. E o facto de a residência ficar ao pé da minha faculdade – ok são mais de uns 20 minutos a pé – é definitivamente um plus, visto que vou tentar gastar o menor possível em transportes públicos aqui. Eles trabalham melhor – até mesmo quando algumas linhas estão em greve – mas eles são super caros, especialmente para os recursos de um estudante. Encontrar um trabalho a tempo parcial tem sido um pouco complicado, visto que nem todos os trabalhos são ajustáveis com os nossos estudos. Encontrar qualquer coisa em Londres não é difícil de todo – há montes de oferta, isso posso-vos assegurar -, mas encontrar algo que nos agrade por completo é que não é assim tão fácil de encontrar. Vamos lá ver como é que esta nova etapa da minha vida se desenvolve.

4 thoughts on “A dream eight years in the making

  1. Cátia Reis says:

    Olá querida! Eu sou a antiga escritora do Haute Couture e resolvi vir apresentar-te o meu novo blog, o Ariel Vibes. Fico à espera que me sigas por lá e que venhas ler as minhas aventuras e pensamentos, assim como virei visitar o teu cantinho🙂
    Estou a ver que perdi imensas novidades por aqui, mas tenciono tirar um tempinho para ler tudo…espero estar perdoada pelo meu “desaparecimento”, quero saber tudo!!! Boa sorte em Londres🙂

    Beijinhos,
    http://arielvibes.blogspot.pt/

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  2. sweet says:

    Ena tão bom! Não acho nada parva a ideia de um 2º mestrado e que bom estares UCL! Já ouvi falar muito bem dessa Universidade🙂 Espero que consigas um part-time jeitoso e que tudo te corra muitíssimo bem!

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