Food for Thought | Hollywood’s whitewashing ideals

266Shame on me por nunca ter pensando muito neste assunto, mas honestamente, até que acredito que mais vale tarde do que nunca. E a verdade é que nunca é tarde para vermos os erros do nosso julgamento e melhorar as nossas falhas. É mais do que humano cometer-se erros, só temos é de aprender a reconhecê-los e a emendá-los. E isto para dizer… Porque raio é que toda a santa personagem neste mundo – e por este mundo refiro-me ao universo de Hollywood – tem de ser branca ou caucasiana (qualquer que seja a palavra que prefiram)? Se estivermos a falar de uma história originalmente caucasiana, ok faz todo o sentido, embora alguma diversificação não faça mal a ninguém, minha gente. Mas agora, porquê retirar uma característica intrínseca à nossa espécie e à cultura humana no geral, como é neste caso a côr da pele das pessoas? Qual é a necessidade de tornar toda a minha santa personagem oriental ou de origem oriental, por exemplo, em personagens caucasianas? Quer dizer, eu sei qual é o objectivo, mas caramba peps, já chega, não? Quando é que vamos acabar com a interminável corrente de whitewashing, minha gente?

O que não faltam são exemplos destes, e sobretudo da transformação de personagens negras – e não, a palavra não é feia nem ofensiva; quem deu uma conotação negativa a esta palavra (e outras que tal) é que devia ser crucificado em praça pública – em personagens caucasianas. Mas optei por fazer este post apenas na direcção das personagens orientais, depois de ter visto o trailer de “The Great Wall”, um filme de Zhang Yimou, com a participação de Matt Damon, Pedro Pascal e Willem Dafoe. Ok até que aplaudo a inclusão de um actor latino – o Pedro Pascal fyi – num filme, mas talvez este não seja o filme mais indicado para isso porque, talvez não sei, o filme é suposto passar-se num período histórico – séculos X a XII – no Oriente, durante o qual os caucasianos ainda estavam muito sossegados no seu canto. É certo que o Matt Damon dá prestígio a um filme – imagino que seja por isto que tenham feito mais um Jason Bourne com ele, deixando de parte o que quer que tenham construído com o Jeremy Renner há uns anos – mas caramba, não havia mais nenhum actor oriental neste mundo que pudesse ser incluído? E ainda por cima parece que a sua personagem é uma das principais ou mais importantes, tal é o tempo de antena que tem no trailer, e tendo em conta que é o único actor cujo nome aparece no mesmo. Só assim de cabeça e com uma minúscula pesquisa como quem não quer a coisa, que tal estes actores: Ken Watanabe, Godfrey Gao, John Cho, Daniel Dae Kim, Steven Yeun, Daniel Henney, Lee Byung-hun? Not good enough, huh Hollywood?

E nestes exemplos não pode faltar um dos próximos filmes da MARVEL, “Doctor Strange”. E aqui não se fica só pela contratação do Benedict Cumberbatch, mas também pela contratação da Tilda Swinton. É certo que também incluíram no elenco alguns actores de côr, como Chiwetel Ejiofor, Benedict Wong e Benjamin Bratt, mas acho que desta a MARVEL não se safa das críticas – o que também, diga-se a verdade, já é mais do que habitual para estes estúdios. E aqui escrevo claramente que não tenho nada contra a Scarlett Johansson, até porque gosto muito da actriz, mas o mesmo já não posso dizer dos produtores em Hollywood que continuam a insistir na contração da Scarlett, para papéis de personagens asiáticas, em detrimento de actrizes de origem oriental. Depois de “Lucy”, agora a questão de whitewashing coloca-se em relação a “Ghost in the Shell”. E só assim de cabeça e com uma minúscula pesquisa como quem não quer a coisa, que tal estas actrizes: Constance Wu, Jamie Chung, Maggie Q, Rila Fukushima, Jessika Van, Arden Cho, Lucy Liu? Eu sei que o objectivo é fazer com que os filmes tenham o maior sucesso nas bilheteiras possível, e é mais do que claro que o dinheiro é o motor que faz o nosso mundo funcionar, mas quando é que a arte e a cultura podem-se livrar deste constrangimento?

E estes são alguns dos exemplos mais recentes porque, infelizmente, o que não falta por este mundo são casos destes. E quem diz filmes, diz séries, que este universo também não é imune a estas injustiças sociais.

267And while we’re at it, can we erase the word ‘race’? I’d say it’s inhumanely but that’s only because of the negative meaning that it was given… though the real reason lies in the fact that scientifically-speaking, there’s no such thing in our species. We can however be divided in roughly three human types, not races; that’s for dogs, people.

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6 thoughts on “Food for Thought | Hollywood’s whitewashing ideals

  1. K says:

    No que ao Hotch diz respeito, vai sair porque o Thomas Gibson decidiu dar um pontapé a um escritor. E acho que não foi a primeira vez em que foi agressivo.:/
    O Shemar Moore saiu para se poder focar noutros projectos. E assim se vai desmoronando a série, na minha opinião.

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  2. K says:

    Mas se as minorias se atrevem a apontar esse facto, é logo uma revolução. Dizem logo que, se não conseguem os papéis, é porque não os merecem. Não existe cá essas coisas de whitewashings e discriminações, eles são é uns queixinhas. Lol
    Obrigada por tocares nestes assuntos que tanto me revoltam, mas que, se falo neles, tenho logo uma dúzia de chatos a dizer-me que estou a ver problemas onde não existem.
    (É sempre melhor conformarmo-nos com estas injustiças, pelos vistos. Pfff!)

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  3. sweet says:

    Percebo a tua indignação, mas para mim um exemplo ainda mais escandalosa é a indústria publicitária. Mesmo pessoas negras, quando representadas, sofrem Photoshop para parecerem mais brancas (exemplo muito claro disso é Beyoncé). Hollywood ainda tem muito para aprender não só em questões de raça, mas também de género, entre outras.

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  4. Daniela Pinto says:

    Confesso que este assunto me passava despercebido até porque não sou a pessoa mais interessada em filmes ou que mais acompanha hollywood, mas deixa-me uma mágoa que ao fim de tantos anos e depois de tanta coisa aparecer para abrir mentalidades tal ainda ocorra… Não sabia de todo que a Scarlet andava a interpretar personagens orientais e fico “chocada” pois ela nem traços tem. É que ao menos arranjavam alguma atriz com esses traços e que muitas há, mas claro o ideal seria abrirem as portas a atores internacionais, neste caso do oriente. Já existem exemplos de quando abrem as portas a outras culturas, outros traços e outras cores que esses atores e atrizes conseguem fazer algum sucesso com os filmes. Não sei porquê que ainda há este complexo… Pensei que vivíamos num mundo moderno em que as coisas que custassem ainda aceitar fossem relacionadas com a tecnologia como por exemplo a inteligência artificial, mas afinal estamos em 2016 mas ainda agarrados à idade média…
    Desculpa o texto longo, mas o que contaste incomodou-me…

    Beijinhosss

    Fashion Under Construction

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