TV Show review | Shadowhunters* **

Shadowhunters*spoiler free post
**this is a long-ass post

Shadowhunters” é uma série de fantasia norte-americana baseada em “The Mortal Instruments” de Cassandra Clare. Ela foi desenvolvida por Ed Decter e produzida pela Constantin Film. Esta série conta a história de Clary Fray que, no seu 18º aniversário, descobre que é uma shadowhunter – um humano com sangue de anjo que protege outros humanos de demónios. Durante esta mesma noite, a sua mãe é raptada por membros do “The Circle” – um grupo elitista do mundo das sombras -, pelo que Clary começa uma jornada para encontrar a sua mãe, com a ajuda do seu melhor amigo, Simon, e de outros três shadowhunters, Alec, Izzy e Jace. (x) A primeira temporada já foi totalmente transmitida nos Estados Unidos, e a segunda temporada irá começar no próximo ano.


Shadowhunters” is an American fantasy TV show based on “The Mortal Instruments” by Cassandra Clare. It was developed by Ed Decter and produced by Constantin Film. This show tells the story of Clary Fray who, on her 18th birthday, learns that she is a shadowhunter – a human with angelic blood who protects humans from demons. During this same night, her mother is abducted by members of “The Circle” – an elitist group from the shadow world -, so Clary starts on a quest to find her mother, with the help of her best friend, Simon, and three other shadowhunters, Alec, Izzy and Jace. (x) Its first season has already aired in the United States, and the second one is set to premiere next year.

Eu acredito que esta série tinha muito que penar e trabalhar para ter sucesso, especialmente tendo em conta as expectativas que se criaram à sua volta depois da adaptação para filme ter sido um desastre. Os primeiros episódios podem-nos ter deixado na dúvida em relação ao seu potencial e futuro, mas eu penso que desde então eles têm vindo a fazer um muito bom trabalho. Esta não é propriamente aquela típica série vencedora de dezenas de prémios – especialmente porque as categorias de fantasia e sobrenatural são super subestimadas; é mais aquela vossa série normal – girl/boy-next-door como se diz em inglês. Muito poucas pessoas conseguem atingir aquilo que a Shonda Rimes fez com How To Get Away with Murder, por exemplo, mas Shadowhunters também não é assim tão terrível como parece à primeira vista ou como algumas pessoa a pintaram. Eu sei que tenho de concordar com o facto de alguns actores precisarem de adicionar mais força e emoção às suas prestações, mas tem-se vindo a ver um incrível melhoramento desde o primeiro episódio. Com uma segunda temporada a ser produzida, há mais do que espaço para tratar de algumas pontas soltas, isto é, tempo para desenvolverem melhores prestações, não despedir alguém. E além do mais não há assim tantas séries que tenham primeiras temporadas absolutamente perfeitas. Porém, Shadowhunters tem mesmo a seu favor o facto de ser altamente agradável, o que eu penso ser um dos pilares das séries.

Sendo esta uma série sobrenatural e de fantasia, é mais do que óbivo que depende de efeitos especiais, que na realidade não são assim tão maus como as pessoas os têm vindo a descrever. Quer dizer, há séries que já andam por estes lados há anos – *coff* OUAT *coff* – e continuam a ter uma equipa de efeitos especiais muito má. Mas metendo este assunto de parte, eu tenho é de dar os parabéns a quem quer que esteja responsável pela banda sonora – algumas cenas, se não mesmo todas, foram imensamente reforçadas pelas músicas que tocavam no pano de fundo – e pelos efeitos de áudio desta série. Se quisermos ser mesmo muito picuinhas, estou certa que podemos encontrar qualquer coisa para reclamar mesmo nas séries mais prezadas de todos os tempos, mas para ser sincera, estes dois departamentos são cinco estrelas. Os seus efeitos de áudio são sem dúvida um dos melhores aspectos desta série.

O Matthew Daddario e a Emeraude Toubia tem algumas das melhores e mais fortes prestações nesta série. Mas para mim a maior surpresa foi o Harry Shum Jr., não porque tinha razões para duvidar das suas capacidades de actuação, mas porque nunca lhe foi dada uma oportunidade adequada enquanto ele estava no Glee – aquilo mais parecia que ele era um adereço. E o mesmo digo para o Dominic Sherwood, o Alberto Rosende e o David Castro. Ser um bom actor não implica apenas saber-se debitar uma quantidade enorme de linhas e fazê-lo parece uma qualquer conversa mundana normal. Isto também implica transmitir emoções e sentimentos através dos nossos olhos e expressões faciais. E é exactamente aqui que estes actores se têm estado a destacar nesta série.

Mas indo directamente para os aspectos que são realmente importantes acerca desta série… O seu elenco principal inclui não só um mas sim 4 actores POC e o seu elenco secundário inclui mais 5 actores POC. Dois dos seus principais actores pertencem à comunidade LGBTQ e, até ao momento, são o único casal canon na série. Isto pode não parecer muito – porque sejamos sinceros, o nosso mundo é muito mais diverso do que isto – mas este é na realidade um muito bom ponto de partida; estes detalhes são muito importantes. Apesar do que muita gente pode dizer para aí, há pessoas – especialmente os mais novos – que admiram personagens de séries e filmes, por isso é mais do que importantíssimo termos cuidado com o que lhes é apresentado. Estes detalhes na série só demonstram que todos nós importamos; demonstram que não importa qual é que é a nossa orientação sexual porque todos nós somos importantes; demonstram que não interessa de onde vimos, nós continuamos a ser importantes. Mas estes aspectos positivos não acabam aqui. Tantas mas tantas séries retratam uma quantidade gigantesca de relações tóxicas, nocivas e ilegais, o que faz com que seja impossível retirar daqui algum bom exemplo. Mas está série conseguiu de algum modo ser a excepção e estabelecer aqui um bom exemplo. E não falo aqui apenas de relações amorosas mas também de qualquer outro tipo de relação que vocês se possam lembrar. Finalmente temos irmãos que realmente se apoiam uns aos outros, raparigas que se respeitam e tratam bem umas às outras, adultos que resolvem os seus problemas e não agem como crianças mimadas – *coff* Grey’s Anatomy *coff*. Acreditem que eu poderia continuar aqui por várias horas a falar do quão espectactulares estas personagens são, mas vou deixar por terminados os meus comentários, por agora. No final, eu estou bastante feliz por ter começado a acompanhar esta série – agora é esperar que eles não estraguem o óptimo trabalho que começaram.


I believe that this show had a lot to live up to, considering all the expectations created around it after the film adaptation proved to be a complete flop. The first couple of episodes may have left us concerning about its potential and future, but I think they’ve been doing a pretty damn good job ever since. This isn’t your typical award-winning show – especially when fantasy and supernatural genres are always underestimated -; it’s more like your girl/boy-next-door kinda show. Not that many people can master or archieve what Shonda Rhimes did with How To Get Away with Murder, for example, but Shadowhunters isn’t that terrible as it may seem at first or as some people paint it. I have to agree that some of its actors need to add more strength and emotion to their acting, but there has been a considerable and clear improvement since the first episodes. With a second season on the making, I believe there’s still room to tie some loose ends, by which I mean developing a stronger acting power, not firing someone. And besides not that many shows have such strong first seasons. However, Shadowhunters does have in its favour the fact that it is really entertaining, which I think is one of the pillars of TV shows.

Being this a supernatural/fantasy TV show, it obviously relies on visual effects which aren’t that horrible as people describe them to be. I mean there are shows that have been around for quite some time – *cough* OUAT *cough* – and still have a pretty lousy visual effects team. This matter aside, I do have to congratulate whoever is in charge of the soundtrack – some scenes, if not all of them, have been immensely enhanced by the songs playing on the background – and the audio effects. If we wan to be too picky I’m sure we can find something to complain about even in the most highly praised show of all times, but to be honest these two departments are A+. Their audio effects are definitely one of their strongest best features.

Matthew Daddario and Emeraude Toubia have some of the best and strongest performances on this show. But for me the biggest surprise was Harry Shum Jr., not because I had reasons to doubt his acting skills, but because he was never given a proper chance at actually acting while he was on Glee – sometimes it actually felt like he was just a set prop. And the same goes for Dominic Sherwood, Alberto Rosende and David Castro. Being a good actor doesn’t just mean that you can drop lines making it sound like a normal mundane conversation. It also means that you can convey emotion and feelings through your eyes and facial expressions. And this is exactly what I think these actors are bringing to this show.

But moving onto the definitely important features that this show is bringing to the table… Its main cast includes not only one but four POC and its recurring cast includes five more POC actors. Two of its main characters belong to the LGBTQ community and so far they’re the only canon couple on the show. It might not seem as much – because let’s be honest, the world is far more diverse than this – but this is a really good starting point; these details are really important. No matter what we can say about this subject, people – especially young people – do look up to characters they see on shows and films, so it bloody matters what’s shown to them. These kind of things show us that we all matter; it shows us that no matter what your sexual orientation is you’re important; it shows us that no matter where you come from you matter. But these positive features don’t end just here. Sooooo many shows portray such a big amount of poisonous, hurtful and illegal relationships, that’s difficult to actually take any kind of example from them. But this show somehow managed to set up a pretty damn good example for once. And I’m not only talking about romantic relationships but also about whatever other kind of relationships you guys can think of. For once we have siblings who truly support each other, girls who respect and treat each other well, adults actually solving their crap and not acting like spoiled children – *cough* Grey’s Anatomy *cough*. I could go on and on and on about how amazing these characters are, but I’ll rest my case for now. At the end I’m really happy I started watching this show – I just hope that they don’t mess up the good work they’ve started.

251 250Quem é que também acompanha esta série? | Who also follows this show?

4 thoughts on “TV Show review | Shadowhunters* **

  1. Miguel says:

    Exatamente. Depois passa aquela adrenalina de o usar e está feito xD O que vale é que foi barato… É que nem com os caros eu me sentia “obrigado” a usar!😛

    Não conhecia, como sabes xD Mas o facto de ser sobrenatural e envolver fantasia não me atrai. Aliás, tudo quanto sejam grandes efeitos especiais e etc quer em filmes, quer em séries, não aprecio.

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