Random | Parenting lessons from Vogue

gender roles 2Que o meu relógio biológico já bate desde há vários anos para cá, isso já eu bem sei. Mas que se podiam encontrar alguns artigos interessantes e bem elaborados sobre parentalidade na Vogue, isso é que eu não estava à espera. Umas quantas aulinhas de Psicologia no Secundário e BAM… de pequenos seres vivos passam a pequenos seres vivos super frágeis e maleáveis. É óbvio que é assustador o facto de serem super frágeis – por mais pequeno que seja o acidente, ele pode acabar por ser fatal – mas a verdade é que os miúdos são também super resistentes. Mas o que eu tenho vindo a achar que é mais assustador é o facto de serem maleáveis. Quero eu dizer, qualquer má influência, por mais minúscula que seja, é capaz de dar para o torto. E uma vez encaminhados numa má mentalidade, é um problema para os voltarmos a colocar no percurso certo. Isto até é capaz de ser um exagero mas tenho quase a certeza absoluta que é mesmo assim nalguns casos – provavelmente os apoiantes todos do Trump, que além de terem tido uma péssima educação, sobretudo em temas como moral/ética e civismo, devem ter todos batido com a cabeça num tijolo quando nasceram.

Eu penso que este artigo na Vogue não podia começar de melhor maneira. Deixo-vos aqui em baixo com um excerto do primeiro parágrafo:

[…] my husband […] asked if we could please tell the grandmothers to stop referring to our [five-month-old] daughter as a princess or a doll. ‘All dolls and princesses have to do is sit and look pretty’, he said. ‘Is that the kind of message you want her to grow up with?’”.

Este artigo dá mesmo que pensar… Não é preciso muito para percebermos o quão diferente é o modo como as pessoas falam com raparigas e rapazes. E não digo isto apenas para quando somos pequenos. Quantas vezes, nós raparigas, não levamos com o discurso interrogatório das pessoas mais velhas das nossas famílias acerca de se gostávamos de alguém ou se tínhamos algum namorado? É questão de perguntar, o valor de uma rapariga mede-se mesmo pelo marido que ela arranja? É mesmo esse o único motivo para o qual nós servimos, para procriar – e pelo andar da carruagem trazer para este mundo mais seres com mentalidades do tamanho de meia ervilha? Eu sei que ainda podemos argumentar que isto são coisas ditas por pessoas de há duas gerações atrás, que muitas mentalidades já foram mudadas no entretanto… O problema é que estes discursos não saem só da boca de pessoas já com os seus 80 e 90, mas sim também de muita gente ainda nos seus 20 e 30.

gender rolesA mãe que escreveu este artigo vai mencionando uns quantos estudos realizados nos Estados Unidos, cujos resultados são, mais do que outra coisa qualquer, assustadores. Com umas hipérboles à mistura, é como se preparássemos as raparigas apenas para se preocuparem com o seu aspecto exterior e tornarem-se em modelos ou donas de casa, e preparássemos os rapazes para terem pouca empatia e serem bons em ciências. Não quero ofender de todo quem se encontra neste cubinhos, de modo algum, até porque há boas e más pessoas em todo o lado; só queria apenas mostrar os extremos referidos, directa ou indirectamente, neste artigo. Deixo-vos em baixo com mais um excerto fundamental:

Dr. Brown suggests that when it comes to buying toys, parents should focus on skill rather than gender. ‘All kids should have dolls, because it teaches empathy, perspective taking, and nurturing’, she explained. ‘All kids should have Legos because it teaches spatial skills’”.

E esta mãe, no final do seu artigo, não podia estabelecer uma melhor conclusão. Dar uma educação neutra a um filho não implica privar-nos de inscrever um rapaz numa equipa de futebol e uma rapariga numa turma de ballet. Esta educação neutra implica é que se deixe todas as portas abertas para a criança, a qual deveria ser livre de escolher o percurso que queira, sem se preocupar se isso é para “menino” ou “menina”. E outro aspecto que esta mãe conclui muito bem, é que é mais fácil – nalguns casos, está claro, porque isto não é assim tão preto no branco – uma rapariga, por exemplo, brincar com carros do que um rapaz brincar com barbies. É bom ver que há algum progresso neste tema, mas ainda temos muitos quilómetros que percorrer para chegar à meta ideal, ou algo próxima dela.

4 thoughts on “Random | Parenting lessons from Vogue

  1. alexis says:

    Infelizmente a diferenciação entre rapazes e raparigas ainda é uma coisa muito comum na nossa sociedade, especialmente em locais mais pequenos, ai sim eu sinto que as pessoas ainda vivem no século passado…
    P.S. adorei a referencia ao Trump!!

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  2. Miguel says:

    Eu adoro o verão pela envolvência que tem. O calor, os dias longos, as noites mais quentes, enfim… Dá uma liberdade maior. A Primavera, por seu turno, é uma época que, embora seja transitória, transmite imensa harmonia, serenidade. É, a meu ver, uma época de renascimento! gosto bastante por causa disso😀
    Antes também não gostava muito de casacos de ganga mas, o que é facto, é que descobri o quão versáteis são e quão bem conjugados podem ficar com as peças mais básicas. Aquela é uma camisa/casaco/camiseiro conforme lhe queiram chamar sendo que o tecido é polyester. É super versátil!

    Ohn, muito obrigado. Fico mesmo feliz por ler isso. Conhecer pessoas de jeito, com alguma maturidade e discernimento não, é de todo, tarefa fácil nem possível nos dias que correm. Contudo, sempre aparecem algumas que nos fazem mudar de ideias como é o teu caso😀

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  3. Miguel says:

    O meu infelizmente é lavado todos os dias e, consequentemente, seco😦 Contudo, denoto que tenho vindo a melhorar porque já cheguei a lavá-lo duas vezes. Não sei… Mas irrita-me e incomoda-me o facto de o sentir sujo e oleoso /: Tal como tu, também denoto que o condicionador apazigua a situação o que é bom😀

    Confesso que já havia pensado sobre esta temática. Há uma verdadeira distinção não só no modo de falar como, também, na forma como se abordam as diversas temáticas. Acho mal. Muito mal… E ainda pior quando sinto isso com familiares, aqui em casa. Tenho uma prima minha que, falar com ela sobre diversas coisas, é como se fosse uma afronta… E tenho outra, mais nova, que fala de forma super open mind! Mas também reparo que já foi pior. As coisas estão a mudar tal como se pode constatar pelo artigo. Valha-nos ao menos isso!

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