Holland: first two weeks of Graduate School

E por mais incrível que pareça (pelo menos para nós que estamos aqui), já se passaram três semanas e meia. É mesmo incrível o quão depressa o tempo passa. E o mais estranho é que parece que ainda não fiz muita coisa – embora já tenha lido que nem uma maluca. Eu penso que isto se deva ao meu horário. De momento, só tenho aulas em três dias e no máximo só tenho duas aulas por dia. É um horário super leve mas dá muito trabalho. Mesmo apenas só com duas semanas de aulas decorridas, já deu para encontrar bastantes diferenças em relação a Portugal (e em relação ao que são as licenciaturas). A primeira grande diferença é que temos uma faculdade só nossa. Em Portugal, faculdades específicas só mesmo as de Medicina. E aqui, não só é uma faculdade para nós, como temos (quase) um edifício só para nós – e novinho em folha (podem ver uma imagem-modelo aqui; não sei se o edifício irá ter mesmo este aspecto, porque ele ainda está em obras, mas suponho que sim). Se eu já achava que o edifício antigo era muito bom, então este edifício parece saído do futuro. Até temos direito a sofás no hall de entrada (por assim dizer).

Esta é a primeira grande diferença. Depois, segue-se o modo como o ano académico é organizado. Continua a haver a divisão em dois semestres, mas agora cada semestre está dividido em dois blocos. Há cadeiras que são leccionadas em mais do que um bloco, mas a maioria deles só tem a duração de um bloco. Por exemplo, o bloco 1 dura de 1 Setembro a 17 Outubro. Em média, dá um total de cerca de 8 aulas. E isto faz com que seja tudo muito mais intensivo. Temos menos aulas mas o ensino é mais intensivo. Para além disto, a quantidade de trabalho que temos de fazer é muito maior do que se fazia para a licenciatura. Para ser sincera, é muito mais trabalho do que eu estava inicialmente à espera. De um modo geral, temos sempre uns dois artigos (e não dos mais pequenos) para ler para cada aula. E depois temos quase sempre que fazer um “paper” ou “essay” acerca destes artigos. E já fiz o meu primeiro trabalho de grupo, com apresentação oral. Eu nunca gostei de trabalhos de grupo, e muito menos de apresentações orais, mas a verdade é que este deve ter sido um dos melhores trabalhos em que já participei – o sucesso foi tanto que os professores deram-nos um 9.5 (as notas aqui vão do 1 ao 10). Outro detalhe interessante: as aulas aqui também têm a duração de 2h, mas a verdade é que acabamos apenas por usar 1h30. As aulas começam sempre 15 minutos depois (suponho que para dar tempo a toda a gente para chegar e para resolver problemas técnicos com computadores e afins) e temos sempre um “coffee break” de 15 minutos a meio da aula. É certo que estava habituada as minhas aulas de 2h, mas assim é muito melhor. A pausa a meio é óptimo para refrescarmos as ideias e para despertarmos um pouco também.

Outras diferenças… O facto de os professores serem, no geral, bastante novos. Honestamente, há um que parece que acabou de terminar agora o seu Doutoramento. Eu penso que isto é algo bastante positivo, pois faz com que haja sangue novo no departamento; é uma maneira de se inovar – e isto fazia uma grande diferença na minha antiga universidade, em Portugal. Neste sentido, sinto que este departamento de Arqueologia tem uma variedade de projectos muito maior; não só a nível nacional, mas especialmente a nível internacional.

Até ao momento, estou a gostar bastante desta experiência. Os professores parecem-me ser muito bons e até cativam, pois as aulas estão a ser bem mais interessantes do que estava à espera (incluindo mesmo a aula de teoria). Não tenho queixas em relação aos meus colegas. Ainda não houve muitas oportunidades de nos conhecermos todos, mas parece que estamos num bom caminho. Verdade seja dita, as turmas costumam estar um bocado divididas em dois grupos – os alunos internacionais (já nos conhecemos devido à semana de orientação) e os alunos holandeses. De qualquer maneira, damo-nos todos bem e falamos uns com os outros sempre que necessário. Vamos ver como correm os próximos dias!

Para quem já está em aulas, ou para quem vai começar brevemente, boa sorte!

studying 9
It seems totally unbelievable (at least for us staying here) that it’s been already three weeks and a half since I got to the Netherlands. It’s really incredible how fast time passed. And the strangest thing is that it feels like I haven’t done much yet – even though I’ve already read like crazy for my modules. I think this is due to my schedule. At the moment, I only have classes on three days, and I never have more than two classes per day. It’s a super light schedule, yet very laborious. Even though I only had two weeks of classes so far, I’ve already found quite an amount of differences between here and Portugal (and I can say the same for bachelor vs master). The first big difference is that here we have a faculty of our own. In Portugal, faculties this specific are only those for Medicine. And here, it’s not only a faculty just for us, but we (almost) also have a building just for us – and brand-new (you can see a picture of it here; not sure if it’s going to look like that, since the building is still under construction, but I guess it will). If I already thought that our old building was really good, now this building appears to come from the future. We even have sofas in the entrance hall (so to speak).

That is the first big difference. Then, there’s the way how our academic year is organised. There’s still the normal division in two semesters, but now each semester is divided in two blocks. There’s modules that are taught in more than one block, but most of them only last for one block. For example, block one goes from 1st September to 17th October. In average, it’s about a total of 8 classes. This makes it a lot more intensive. We have fewer classes but the teaching is way more intensive. Apart from this, the amount of work we have to do is much more than what we used to do for the bachelor. Honestly, it’s a lot more work than I was initially expecting. In a general way, we always have a couple of articles (and not the little ones) to read for each class. And then we almost always have to do a “paper” or an “essay” on them. And I’ve already done my first group assignment and oral presentation. I never liked working in groups, much less doing oral presentations, but I must say that this has to be one of the best group assignments I’ve ever worked in – we had so much success that the professors gave us a 9.5 (the grades here go from 1 to 10). Another interesting detail: our classes here also last for 2h, but the truth is that we only end up by using 1h30 of it. Our classes always start 15 minutes later (I suppose that’s to prevent people from arriving too late; and it gives us time to deal with technical problems with the computer), and we always have a 15-minute coffee break. I know I’m used to 2h-classes but this is so much better. The pause in the middle of the class is great to refresh our ideas and to wake-up a bit more.

Other differences… The fact that our professors are, generally-speaking, quite young. Honestly, there’s one that looks like he just finished his Phd. I think this is something really positive, since it’s like having new blood pumping in the system; this is a way of innovating – and would make a hell of a difference in my old university, in Portugal. In this way, I feel that this Archaeology department has a great variety of projects, not only in a national level, but especially in an international level.

Until this moment, I’m really loving this experience. My professors seem to be really good and they’re actually captivating, because classes are a lot more interesting than what I was expecting (even including our theory module – which is always a pain in the ass). I don’t have any complaints about my colleagues. There haven’t been many opportunities for us to know everyone else, but we seem to be heading in the right path. Truth be told, my classes are usually divided into two groups – the international students (since we’ve already known each other from the orientation week) and the Dutch students. Anyway, we all get along and everyone speaks to everyone every time it’s necessary. Let’s see how the next days go!

For those of you who are already in classes, or for those of you about to start them, good luck!

10 thoughts on “Holland: first two weeks of Graduate School

  1. alexis says:

    Adoro ler sobre esta tua nova experiencia. Adorava ir estudar para fora, mas em parte falta-me a coragem de me separar dos amigos e da família. Desejo-te a maior sorte para cumprires todos os teus objectivos!!
    Beijinhos

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  2. Cátia Reis says:

    Olá querida, pelo que li vejo que andas bem pelo “teu” novo país. Na minha faculdade, os professores na maioria estão em campos de investigação, pelo que trazem sempre novidades.
    Espero que tudo continue a correr às mil maravilhas!

    Até eu queria a camisola do ultimo outfit, é mesmo gira!
    Beijinhos.

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  3. Margarida C: says:

    Ainda bem que estás a gostar, espero que continue assim! Pela imagem que mostraste, gostei da arquitetura do edificio!🙂

    R: Por acaso as minhas aulas são no Strand Campus e, algumas delas, são mesmo naquela capela lindíssima! Até achei estranho quando tive a primeira aula lá, não é algo muito frequente🙂

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  4. Ânia Morouço says:

    Maria, será que podias fazer uma publicação sobre o que é necessário caso se queira estudar fora como tu estás? Gostava de fazer mestrado fora, mas não faço ideia de como me candidatar, burocracias, licenciaturas e tudo mais. Se tiveres tempo claro!
    Beijinhos e boa sorte🙂

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