La Comédie Musicale: Notre-Dame de Paris

Para além dos artigos que tenho para ler durantes estes dias, também me cabe a mim (re)aprender um bocado de francês. É certo que vou trabalhar com uma equipa americano-canadiana (ainda que com um francês ou outro pelo meio), mas a verdade é que vou trabalhar para França, o que me vai obrigar, numa qualquer altura, a usar o francês para comunicar. O problema até se resolvia rapidamente se os franceses, por acaso, se dessem ao trabalho de aprender a falar inglês, mas pronto, não vou entrar por aqui.

Como é comum a tantos outros alunos, eu tive Francês do 7º ao 9º anos. No entanto, ensinaram-nos tão pouco que mais vale dizer que nem fiz esta disciplina. Mas mesmo assim, se não me engano foi no 7º ano que tivemos umas estagiárias a darem-nos as aulas e, aqui, já posso dizer que aprendemos alguma coisa de jeito. Depois, o nosso professor é que não desenvolvia muito e chegava ao cúmulo de nos ajudar nos testes. Enfim. Há professores e professores.

Eu pensava que as minhas aulas de Francês iam ficar por aqui, mas a verdade é que acabei por fazer Francês como opção nos 10º e 11º anos, uma vez que na minha secundária não me deixaram fazer Geografia (só a turma de Economia é que pôde fazer esta disciplina). A nossa professora sabia que não tinhamos escolhido Francês como opção e, foi simpática o suficiente para nos ensinar basicamente tudo, já que as nossas bases eram péssimas. Ela não foi, de longe, umas das melhores professoras que tive, mas admito que até aprendemos bastante com ela. Nunca fui muito boa a Francês, mas com esta professora consegui acabar a disciplina com 16 valores. Depois, o problema foi eu ter deixado de ter aulas e ter deixado de praticar a língua. O “falar” nunca foi o meu forte e, agora, está completamente enferrujado. Ainda sou capaz de formular frases, do mais básico que há, mas nada mais do que isso. No meio disto tudo, a minha salvação, por assim dizer, é que ainda compreendo o Francês escrito e falado (desde que não a pessoa ou pessoas não falem muito depressa).

french
Do mesmo modo que fiz com o Inglês que, até ir para o Cambridge School e o British Council, era mal dado na escola, tenho estado a tentar aprimorar o meu fraco Francês a ouvir e cantar músicas. Sempre me disseram (e isto é algo com que eu concordo) que uma boa maneira de se aprender uma língua, é a cantar músicas. Não só isto faz com que tenhamos que prestar atenção à letra da música (aumentando, por exemplo, o nosso vocabulário), como ao cantá-la estamos a desenvolver o nosso “falar”. Não sei se isto irá funcionar para o Francês porque, garanto-vos, que a minha pronúncia é horrível; mesmo horrível.

Algures, no 10º ano, a minha professora de Francês pôs-nos a ver um musical inteiramente em Francês e, se não me engano, sem qualquer tipo de legendas. Foi um bom desafio para exercitarmos a nossa mente. Eu gostei bastante do musical e, aliás, na altura, andei várias semanas a ouvir as músicas do mesmo. Por isso, achei que era, agora, boa altura para o rever e, aproveitar para tentar melhorar qualquer coisa do meu Francês.

Notre-Dame de Paris” é um musical franco-canadiano que estreou a 16 de Setembro de 1998. Como o próprio nome o indica, este musical foi baseado na aclamada obra, “Notre-Dame de Paris”, do escritor francês Victor Hugo. A música foi composta por Riccardo Cocciante e as letras escritas por Luc Plamondon. Para quem estiver curioso, pode ver aqui todo o musical (o vídeo tem legendas em inglês, francês e russo). Este musical foi produzido duas vezes em França (1998 e 2001), e em mais oito países, entre 1999 e 2010: Estados Unidos da América, Canada, Reino Unido, Espanha, Itália, Russia, Coreia do Sul e Bélgica. O elenco principal francês contou com a participação de Hélène Ségara (Esmeralda), Garou (Quasimodo), Daniel Lavoie (Frollo), Bruno Pelletier (Gringoire), Patrick Fiori (Phoebus), Luck Mervil (Clopin) e Julie Zenatti (Fleur-de-Lys), nos principais papéis.

Eu li a obra que, desde já vos digo que é muito boa (sem dúvida um dos melhores livros que já li), e considero que este musical fez uma muito boa adaptação à mesma. Gostei muito da actuação deles e de toda a coreografia. Mas sem dúvida que aquilo que se destaca são as vozes deles: cada uma mais perfeita do que a outra. Penso que não tenho ninguém favorito entre os sete actores, mas, se tivesse que escolher alguém, escolheria ou o Bruno Pelletier (podem ver o quão fantástica é a sua voz no primeiro vídeo, abaixo) ou o Garou. Em baixo deixo-vos três das minhas músicas favoritas (e podem ver aqui e aqui, outras duas). O que é que acham?



Alguém conhece este musical ou a história (que não a da Disney)? Que métodos é que usam (ou usavam) para melhorem o vosso conhecimento de uma língua? Que línguas é que sabem falar? E quais aquelas em que têm maior dificuldade?

8 thoughts on “La Comédie Musicale: Notre-Dame de Paris

  1. Raquel Alexandra says:

    é uma cidade porreira, tranquila, é boa para passear nos fins-de-semana, assim se quiseres algo calmo.
    eu adoro tirar fotografias!

    eu também tive francês no 7º ano mas não me lembro de absolutamente nada. é terrível.

    Like

  2. Sweet woman says:

    Tenho a certeza que com o tempo, o treino e a prática vais conseguir familiarizar-te mais com a língua.
    Eu confesso que não sou nada boa a línguas o que tenho muita pena, além de não ter grandes bases a minha facilidade outras línguas não é tanta assim, mas tenho pena e sinto falta disso porque é algo sem dúvida muito importante e queria ver se mudava isso. Mesmo assim safo-me com o Espanhol por ser uma língua muito próxima da nossa, fora isso nem por isso.
    Beijinhos.

    Like

  3. Fashion Dream says:

    Também tive francês do 7º ao 9º ano mas, tal como tu, tinha uma professora que nos deixava copiar à vontade (a sério, era impossível ela não reparar!). Depois no 10º e 11º tive inglês, por isso também perdi completamente o contacto com a língua e hoje em dia, sei muito pouco. Mas parece-me que o método de ver filmes e ouvir canções em francês é muito bom.

    Beijinhos

    Like

  4. Margarida says:

    Eu tive francês do 7º ao 9º por isso já lá vão alguns aninhos desde que deixei de ter contacto com a língua! Mesmo assim ainda há umas semanas fiquei admirada pois estava a ler algo em francês e estava a perceber muitas coisas! Ao ler ainda me vou safando na lingua mas ouvir falar não, ser eu própria a falar muito menos!
    Há uns tempos fiz um curso de alemão e a professora disse-nos para ver alguns filmes em casa, mesmo com legendas pois aprende-se sempre algo, e passou-nos umas músicas mas era um curso básico🙂

    Like

  5. Cat's says:

    Ahaha…alguém que me compreenda…aquelas pausas entre episódios dão comigo em doida :s
    Não conhecia este musical, mas os actores têm cá uns vozeirões! Francês não é de todo uma língua que goste, tive 3 anos e odiei a disciplina… Os métodos que costumo usar para treinar o meu inglês e espanhol são precisamente ouvir e cantar músicas, ver filmes sem legendas e ler nessas línguas… Por acaso vou amanhã para França, nem sei como me vou desenrascar é que eu nem do básico me lembro :s beijinhos

    Like

  6. mafalda says:

    eu sou fluente em inglês e tive frânces do 7º ao 9º também. no entanto não sei absolutamente nada de francês a não ser os números até 10 e dizer como me chamo xD
    Mas gostava imenso de aprender mais linguas este verão!

    Like

  7. Sweet Stuff says:

    Engraçado que uma das minhas “resoluções” para este ano ( mais propriamente para este Verão) é melhorar o meu Francês, porque é uma língua que adoro e à qual, infelizmente, perdi completamente o contacto.
    Só tive Francês do 7º ao 9º ano, depois no 10º e 11º tive Alemão e é com tristeza que afirmo que em nenhuma das línguas sou fluente. A verdade é que eu acho que, as línguas estrangeiras não são bem leccionadas nas escolas, ou pelo menos a minha experiência indica-me isto.
    No caso do Francês a minha professora só queria que tivéssemos uma positiva no final do período e não exercitava o “falar”. Na verdade, excepto na leitura de textos não me lembro de alguma vez falar Francês numa aula da disciplina.
    No caso do Alemão, o trauma foi bem maior, Alemão é uma língua muito mais complexa que o Francês e o nosso ÚNICO objectivo era aprender e exercitar a componente escrita da língua, isto é a gramática. Porquê? Porque estávamos ali para estudar para um exame escrito. O objectivo era somente preparar os alunos para a realização de um exame em que se esperava que eles fossem bem sucedidos e não prepará-los para uma verdadeira aprendizagem global da língua. E isto claro tira a motivação a qualquer um. A matéria complica-se, as notas começam a baixar e o entusiasmo inicial de “yay vou aprender uma nova língua” depressa desaparece.
    Agora, quando digo a alguém que gostava de voltar a aprender Francês, olham-me de lado e dizem-me que o Alemão “é muito mais útil”. Pois, talvez seja mas o trauma do secundário foi tão grande que eu perdi mesmo o interesse pela língua. Sei que em breve, o meu conhecimento de Alemão irá-se resumir a “Hallo wie geht’s?” e pouco mais, mas prefiro investir numa língua que gosto e que me dá gozo aprender, do que numa que exige imenso trabalho e persistência e com a qual não me identifico minimamente.
    Concluindo, a única língua em que me sinto realmente à vontade é no Inglês, nunca tive uma aprendizagem fora da escola mas sinto que onde evoluí realmente foi no secundário.
    Quanto aos métodos que perguntas, bem os meus “investimentos” para melhorar o meu Alemão baseavam-se em vídeos da net e no Extr@. Não sei se conheces, mas o Extr@ é um programa do Discovery Education que dá para acompanhar pelo youtube, cada vídeo é um episódio diferente (não sei se dá mesmo na TV ou não, eu pelo menos nunca vi a dar). Eu via o Extr@ Deutsch mas também existe o Extr@ French, podes ver os vídeos aqui: http://www.youtube.com/playlist?list=PLFBE0BB9B0A14ECE1 e talvez te ajude um pouco a “desenferrujar” o Francês.
    Ah e claro que a música também facilita, o facto de um dos meus melhores amigos ser fã de Rammstein ajudou-me bastante a nível de vocabulário. Quanto ao Francês, tens a vantagem de a variedade ser bem maior, quer na música, quer no cinema (o único filme que vi em Alemão foi o Die Welle e sinceramente foi traumatizante) podes sempre ver uns filmes fofinhos com a Audrey Tautou e ouvir um pouco de Edith Piaf e vais ver que a coisa fica logo melhor.
    Espero ter ajudado e perdoa-me o testamento! Pelos vistos estava a precisar de desabafar :p

    Beijinhos*

    Like

Say what's on your mind

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s