A greve de professores em dia de exames

É daquelas coisas que eu, dificilmente, algum dia irei compreender. Não por causa da greve, porque os professores devem ter os seus motivos para a fazerem e, além do mais, são livres para tal; mas sim por causa do dia que escolheram. Eu só me pergunto, com 365 dias disponíveis neste ano, porque raio é que escolheram precisamente o dia 17 de Junho? A verdade é que isto não me afecta de modo algum, visto que já acabei o Secundário há dois anos, mas não compreendo qual é que foi a necessidade de fazer a greve hoje.

Os professores até podem ter toda a razão do mundo (não vou discutir isto aqui, até porque era um assunto que dava pano para mangas), eu só não compreendo é porque teve de ser precisamente hoje. Não só os alunos precisam de fazer o exame de português para puderem concluir o Ensino Secundário, como de certeza que há centenas de alunos que têm este exame como a sua prova de ingresso para o Ensino Superior. Sei que a ideia era criarem um grande impacto e, admito, que esta até que é uma boa oportunidade. Contudo, penso que a greve acabará por ter mais impacto (especialmente negativo) nos alunos, do que propriamente no governo – que é aquilo que eu suponho que fosse a ideia inicial dos professores.

Por um lado, considero que isto foi e está a ser uma autêntica falta de consideração pelos alunos. Como professores, penso que deviam saber, melhor do que ninguém, as implicações que a não realização de um exame no Secundário pode ter. Mas por outro lado, penso que o governo podia-se ter mexido mais e ter feito qualquer coisa para solucionar o problema ao invés de estar à espera para ver o que acontecia hoje.

Dito isto, espero, para quem tem este exame, que o tenha conseguido fazer hoje e que ele tenha corrido bem. E, se se deu o caso de alguém não o ter conseguido fazer, espero que arranjem uma solução para tal.

Qual é a vossa opinião sobre este assunto? Boa sorte para os vossos próximos exames!

14 thoughts on “A greve de professores em dia de exames

  1. Inês - Fashion Brand says:

    Na minha opinião a greve foi marcada precisamente neste dia para criar mais impacto. Se a greve fosse num dia normal, não teria tido o impacto que teve, porque como deu para ver, foi notícia em todos os noticiários e capa de muitos jornais.
    A greve não me afetou porque não tinha exame nesse dia, mas ouvi uma rapariga dizer “Agora tenho de estudar tudo de novo”…achei ridículo, tendo em conta que a greve foi marcada para apenas alguns dias depois, e a menos que ela tenha memória de peixe, não terá que estudar tudo de novo.
    Agora, concordo que isto afetou o sistema de quem tinha exame nesse dia, porque não gostaria de estar aquele tempo todo a estudar português e de ficar sem tempo para a matemática, mas na minha opinião, isso também se deve um bocadinho à teimosia do ministério da educação, por não ceder e por não ver também os interesses dos professores. A minha mãe é professora e tem de viajar diariamente dezenas de quilómetros para a escola onde dá aulas, e o facto de ainda quererem alargar o número de horas diárias e o número de alunos por sala, assim como a redução de professores (felizmente a minha mãe não está em risco) é revoltante, daí terem programado a greve para um dia tão crucial. Se eu fosse aluna de 12º não me importaria que marcassem o dia de exame para outro (desde que fosse depois), agora, sabendo o ministro que haveriam alunos sem fazer exame (porque já se saberia o impacto desta greve), poderia ter logo dado uma data alternativa, não faz sentido nenhum uns fazerem e outros não, tendo alguns ficado até bastante nervosos (o que não é para admirar). E claro que não acredito naquela coisa da equidade de exames, como vão conseguir medir? Enfim…é o país em que vivemos:/

    Like

  2. Raquel Alexandra says:

    Obrigada Maria, há muito tempo que o meu blogue estava a precisar de mudar de visual. Ainda não está cem por cento igual àquilo que gostaria, mas no sapo é difícil personalizar seja o que for. O template é novo lá no sapo e trás menus, uma novidade por lá que agora me veio dar jeito. O header fiz eu, com uma imagem que encontrei no weheartit. Fico feliz por gostares🙂

    Eu gostava de ter conseguido ler mais este ano, mas ainda falta um bocado grande para terminar, por isso ainda vou conseguir satisfazer o meu apetite literário. Não tenho tenções de reler a trilogia dos Jogos da Fome, mas admito que adorei e estou ansiosa por sair o próximo filme.

    Like

  3. Ânia Morouço says:

    É normal que tenham escolhido estes dias para causar impacto e para ser falado. Se fizessem esm qualquer outra altura nao teria o impacto que tem agora, e o governo nao ia estar tao atento como se encontra (apesar de eu achar que nao vai resolver grande coisa) mas acho bem que os professores lutem pelos seus direitos e se acharam que esta foi a melhor decisão e altura, eu concordo, se tivesse no lugar deles secalhar tambem faria.

    Like

  4. Margarida says:

    Eu concordo com a greve deles nesse dia – queriam causar impacto. Se fosse num dia normal ninguém ia ligar, não ia fazer diferença nenhuma! Porém acho que quem falhou neste caso foi o governo, mais do que uma vez. Falhou ao não mudar a data dos exames. Os professores não iam alterar a data da greve, podia ter sido muito simples e alterassem os exames. Mas não, deixaram andar e aconteceu o que aconteceu. Alunos não fizeram exames e acabaram por ser prejudicados. Se eu não tivesse feito exame nesse dia ficava revoltada. Não com os professores, com o governo por não ter alterado a data. Porém se fizesse também ia ficar revoltada se o tivessem anulado mas acho que essa seria a atitude certa a tomar. Acho injusto os alguns alunos irem agora fazer outro exame quando é impossivel ter o mesmo grau de dificuldade do anterior…

    Like

  5. Hibiscus says:

    Eu explico porque fizeram nesse dia, porque ninguém liga as greves deles, porque nunca dá em nada e neste pais hoje em dia para se conseguir alguma coisa tem de se mexer naquilo que o governo não quer e que lhes causa problemas. Se os professores não fizessem num dia polémico mais uma vez iriam ser ignorados. O ministério podia muito bem ter alterado a data do exame mas não quis e os professores fizeram muito bem em não dar o braço a torcer porque devem mesmo lutar pelos seus direitos.

    Like

  6. Sweet woman says:

    Ahahah, é mesmo. Para não variar, o look é da tal rapariga de que já falámos, ela tem looks para todos os gostos, porque varia muito de look para look, não um estilo definido, pelo menos é essa a conclusão que tiro.
    Sim, eu sinceramente acho que faço parte do grupo de pessoas que só lê livros de determinados géneros, porque há que confessar que existem escritores com uma escrita demasiado maçadora e para mim nem sempre é fácil dar segundas ou terceiras oportunidades às coisas quando estas não me convencem à primeira.
    Em relação ao teu post, este é mesmo um tema que dá pano para mangas como se costuma dizer, pessoalmente acho que isto acabou por ser uma grande falta de respeito perante os alunos, a data da greve foi de facto muito inoportuna, compreendo perfeitamente que estejam desagradados com algumas coisas e devido a isso que queiram manifestar-se mas há que saber fazê-lo.
    Beijinhos.

    Like

  7. Joana says:

    Felizmente este foi um ano sem exames, mas só espero que para o ano não repetiam esta greve, é que isto gerou um caos tremendo, para não falar das férias dos estudantes que vão sofrer alterações brutais à custa desta greve.

    Boa sorte para os teus exames!🙂
    Beijinhos.

    Like

  8. Beauty Addicts says:

    Concordo completamente com o que dizes. Voltei ao blog recentemente tenho tido uns meses conturbados mas espero voltar🙂 apesar de não ter tido muito tempo para participar por aqui tenho seguido o teu blog sempre que publicas !

    Beijinhos e optimo trabalho como sempre!

    Like

  9. Maria Gonçalves says:

    Olá Maria!

    Eu realizei hoje o exame de português, como estava previsto. Sabia antecipadamente que na minha escola todos os professores fariam greve, no entanto, como estamos inseridos num mega agrupamento, foram destacados docentes do primeiro ciclo e ensino básico, que não aderiram à greve, e subdirectores sem qualquer tipo de formação adequada à situação, e até mesmo professores da disciplina de português, para vigiarem os nossos exames. De facto, o exame correu dentro da normalidade, tirando alguns enganos por parte dos tais professores sem qualquer tipo de experiência em tais situações e alguma confusão derivada dos nervos e ansiedade de todos, mas que ainda assim, em nada interferiram na realização da prova.
    No entanto, sei, não só pela imprensa, mas também por amigos que estudam noutras zonas, que esta normalidade em dia de greve não foi comum. Admito até que, como já se diz, que tenham ocorrido algumas irregularidades no sentido de beneficiar uns e prejudicar outros.
    Enfim. A minha opinião é que, todos têm o direito e o dever de lutar pelo que acham justo. Os professores têm vindo a ser constantemente prejudicados das mais diversas formas, ao longo dos últimos anos. E isso sente-se! Os alunos sentem os professores desmotivados, sem capacidade de ensinar com qualidade turmas de 30 alunos, muitos deles (alunos) sem vontade de estar ali, mas obrigados pelas novas leis. Professores que andam sempre com a casa às costas, quem se separam da sua família, não vejo isso acontecer em mais nenhuma profissão do género. Nós, alunos, sentimos os professores indignados e tristes com o rumo da sua profissão. Isso, na minha opinião, não é nada bom. Eu compreendo esta greve e qualquer outro manifesto que por aí venha. Sem 25 de Abril não haveria democracia, e lembro que nesse ano poucos foram os que tiveram aulas.
    As bases de qualquer país estão na educação. É preciso pensar nela. E os professores estão fazê-lo, por eles, por nós, pelos seus filhos, pelos filhos que nós teremos um dia.
    O que no meio de toda esta história me indigna, me revolta, me deixa triste com o estado em que o país se encontra é, um exame “nacional” ser feito por uma parte dos alunos num dia e pela outra parte 3 semanas depois, ainda não percebi bem em que circunstâncias.
    Eu não importaria de fazer o exame noutro dia, o que sei hoje, sei amanhã. Não adquiri o conhecimento todo na véspera, mas sim ao longo de todo o ano lectivo. Também não me importaria de fazer um novo exame que fosse de facto igual para todos. Não me importo de adiar as minhas férias uma ou duas semanas, se é o meu futuro que está em causa.
    Não falem é em equidade numa situação em que os alunos vão ter dois objectos de avaliação diferentes (ainda que digam que terá um grau de dificuldade semelhante, são diferentes), e vão candidatar-se, muitos deles, ao mesmo concurso de acesso ao ensino superior, esse sim, nacional.
    Compreendo a greve, compreendo os motivos e compreendo o descontentamento de todos, tanto dos professores, como dos pais, como dos que fizeram e dos que não fizeram exame hoje. Não compreendo este governo desgovernado, que não sabe governar. Tirano e teimoso, que podia ter evitado esta situação adiando o exame de todos para outra data ou simplesmente tendo o bom-senso de compreender que todos nós, professores e alunos, portugueses em geral, somos pessoas e não números!

    Peço desculpa pelo longo desabafo, mas como deves compreender, hoje as emoções estão à flor da pele.
    Beijinho

    Like

Say what's on your mind

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s